sorria em vez de se curvar
0 Comments Published by Ronaldo Evangelista on quinta-feira, 5 de maio de 2011 at 2:10 PM.
O afro tá forte em São Paulo em todas as formas: Douglas Germano comanda a batucada afro nos atabaques e cavaquinho nas novas canções, afrosambas urbanos, do álbum Orí. Douglas, além de tocar no Bando Afromacarrônico fazia dupla com Kiko Dinucci no Duo Moviola e aliás teve uma música do Orí gravada no também novíssimo Metá-Metá. Tá tudo se ligando e só coisa boa. Por aqui, todas as faixas de Orí.
Marcadores: Boa Nova, Douglas Germano, Play
Metá Metá
0 Comments Published by Ronaldo Evangelista on quarta-feira, 4 de maio de 2011 at 8:07 AM.
Três entidades poderosíssimas da música se encontraram para gravar um álbum: a forte voz de Juçara Marçal, a pegada do violão percussivo de Kiko Dinucci e o sax altamente expressivo de Thiago França - acompanhados da bateria de Serginho Machado, gravado no Rocha, com canções de Kiko e Douglas Germano, conclamando as divindades interiores da música de cada um. Metá Metá, a sair em breve, petisco acima, já marcando o espírito do momento e enchendo os ouvidos e sensações terrenas.
Marcadores: Boa Nova, Juçara Marçal, Kiko Dinucci, Play, Thiago França
Tezeta
1 Comments Published by Ronaldo Evangelista on quinta-feira, 27 de janeiro de 2011 at 11:42 PM.Falando nele, poucos sons atingem o nível de sublime da música de Mulatu Astatké. Suas composições e a construção de seus arranjos trazem uma paz interna que se espalha tranquila e inspiradora de vida, um toque reservado a poucos músicos especiais. Show dele no Brasil, sonho total, certo? Bem, parece que não é nada tão longe: corre uma história de duas apresentação dele em São Paulo e, digo mais, parece que não demora, tipo pouco depois do Timeless.
Marcadores: Mulatu Astatké, Play
Laércio de Freitas/2011
0 Comments Published by Ronaldo Evangelista on quinta-feira, 6 de janeiro de 2011 at 10:04 PM.
Tio Laércio, mestre e pai, maestro e pianista, lenda por incontáveis fichas técnicas de discos Nota 10 desde os anos 70 e com tão pouca coisa solo, já começou abençoando 2011. De improviso, brincando no groove jazz elegante, nas primeiras horas do primeiro dia do ano, no Fender Rhodes e ainda de onda no baixo elétrico. Na bateria, o genro Quincas Moreira, Qai-Fi. Bliss Atack 4, play acima ou por aqui.
Marcadores: Laércio de Freitas, Play, Vinteonze
tendo isso tudo eu não preciso de mais nada, é claro
0 Comments Published by Ronaldo Evangelista on sábado, 27 de novembro de 2010 at 11:04 AM.
Em 1955, Johnny Alf gravou um 78 RPM com seu trio e provocou uma pequena comoção entre alguns bem aventurados: "Rapaz de bem", um samba descolado tocado como se fosse o King Cole Trio, com melodia muito particular e interpretação à Sarah Vaughan, como um Dick Farney menos almofadinha, com a sensibilidade à flor da pele, endiabrado mas suave. A letra, esperta e com o leve hedonismo jovem dos antigos sambas de Noel, Custódio, Geraldo, Carmen, somado com a sofisticação consciente de Gershwin e do jazz dos anos 50. Aquilo invadiu o inconsciente coletivo de toda a bossa nova e foi essencial na equação construída sobre as bases de Tom e João mas, como eles e Donato, existe à parte.
você bem sabe eu sou um rapaz de bem
e a minha onda é do vai e vem
pois com as pessoas que eu bem tratar
eu qualquer dia posso me arrumar
vê se mora
no meu preparo intelectual
é o trabalho a pior moral
não sendo a minha apresentação
o meu dinheiro só de arrumação
eu tenho casa, tenho comida
não passo fome, graças a Deus
e no esporte eu sou de morte
tendo isso tudo eu não preciso de mais nada
é claro
se a luz do sol vem me trazer calor
e a luz da lua vem trazer amor
tudo de graça a natureza dá
pra que que eu quero trabalhar?
Marcadores: A melhor música do mundo, Johnny Alf, Play, Você Ainda Não Ouviu Nada
Baseado
0 Comments Published by Ronaldo Evangelista on sexta-feira, 26 de novembro de 2010 at 1:15 PM.
No começo de tudo era o choro. Não somente pelas primeiras acusações de influência do jazz a Pixinguinha, mas simplesmente porque o choro era por excelência e apuração a linguagem de improvisação brasileira - enquanto o jazz de orquestras, pré-bebop, era apenas um gênero. Algumas das melhores faixas dos discos de orquestras brasileiras nos anos 50 são os choros, como em discos da Orquestra Tabajara, de Severino Araújo, de Recife. Ou Moacir Santos, que em 1953 escreveu o choro "É você, Kuntz?", em homenagem ao clarinetista e saxofonista Kuntz Naegelle, maestro e mestre dos instrumentos, vindo das orquestras de cassinos cariocas nos anos 40 até o auge do samba-jazz paulista nos 60. Em 1947, logo após o fim dos cassinos, Kuntz criou ao lado do irmão também saxofonista Quincas a pequena grande orquestra Os Copacabana, que se orgulhava dos big sons que tirava com apenas oito músicos, formação ideal para boites. No LP de dez polegadas que Os Copacabana lançaram em 1955, com capa estilosa à jazz em tom vermelho, Vadico ao piano e já imbuindo no inconsciente a idéia do bairro carioca como meca de modernos instrumentistas brasileiros, talvez o ponto alto seja o choro "Baseado" (de Kuntz e Edison Marinho), levado por clarinete lírico e piano expressionista. É fato, até a bossa nova abrir a porteira conceitual para uma música brasileira auto-consciente e deliberadamente pra frente, os melhores momentos de desenvolvimento de arranjos, performance pessoal, interação musical estavam nos choros dos discos de orquestras.
Marcadores: A melhor música do mundo, Kuntz Naegele, Moacir Santos, Play, Vadico, Você Ainda Não Ouviu Nada
João Gilberto et Os Cariocas - Só danço samba
0 Comments Published by Ronaldo Evangelista on segunda-feira, 1 de novembro de 2010 at 2:21 AM.As harmonias vocais (agudas, graves, abertas, dissonantes) dos Cariocas são chocantes, especialmente sobre a base zen do violão do João (e um breve "vai vai vai vai vai" aos 2m31s), mas a cereja do bolo é a caidinha que João dá com a voz aos 36 segundos, de resumir toda sua genialidade em um suspiro - enquanto canta sozinho uma vez antes do grupo vocal entrar rasgando. Gravado para a bande originale do filme Copacabana Palace e só lançado em um EP (ou "compacto duplo") na França, 1962.


[via Loronix]
Marcadores: João Gilberto, Play
carimbó sirimbó é gostoso
1 Comments Published by Ronaldo Evangelista on terça-feira, 19 de outubro de 2010 at 6:32 PM.Um certo mestre de Belém do Pará, um certo quarteto carioca. De onde vem esse balanço gostoso? Misturei carimbó e siriá. A virada perfeita, agora oficializada com o lançamento dos Do Amor em vinil e com meu feliz achado recente de Carimbó e Sirimbó No Embalo do Pinduca Volume 2 no Cel-Som. Em momento auge na Bendita sábado passado, n'algum Veneno porvir (por exemplo, quinta na Casa 92) e play acima.
Tema de Malaika
0 Comments Published by Ronaldo Evangelista on sexta-feira, 15 de outubro de 2010 at 12:23 PM.
Já é tradição do 15 de outubro, aniversário de nascimento do Fela Kuti: pelo mundo, rituais de celebração pelo poder da música, de liberdade e vida, corpo e alma.
Esse ano, além do primeiro Dia Fela em Belo Horizonte e da segunda edição da festa Makula no Rio (com show da Abayomy Afrobeat Orquestra, que nasceu nesta data ano passado), em São Paulo acontece já a quarta edição da Festa Fela, com uma novidade: estreia da MALAIKA, talvez a primeira banda de afrobeat (etc) da cidade.
No play acima, o "Tema de Malaika", gravação de ensaio em um estúdio no Bixiga. A banda, juntando só gente legal que você já viu por aí tocando com Rockers Control, Projeto Coisa Fina, Som da Selva, Projeto Nave, Otis Trio, Clube do Balanço, Anelis Assumpção, Leo Cavalcanti:
Décio 7 - bateria
Rômulo Nardes - percussão
Buda - baixo
Cris Scabello - guitarra
Mauricio Fleury - guitarra, piano, órgão
Cuca - sax barítono, flauta
Tiquinho - trombone
Daniel Nogueira - sax tenor, flauta
Daniel Gralha - trompete
Lloyd Miller, The Heliocentrics
1 Comments Published by Ronaldo Evangelista on quarta-feira, 6 de outubro de 2010 at 11:41 AM.Os Heliocentrics provaram o alto nível da sua sensibilidade musical não só com seus discos, mas em um álbum ao lado do mestre do jazz etíope, Mulatu Astatké, em 2009. // Doutor Lloyd Miller, 72 anos, ganhou fama fugindo da fama, levando suas pesquisas e seu toque desde os anos 50 em viagens pelo Irã, Beirute e lugares pouco exlorados na Ásia e Europa Continental. // O encontro do coletivo inglês com o doutor em Estudos Asiáticos aconteceu em um EP no começo do ano e agora em recém-lançado LP pela Strut Records: interação brilhante, composições reveladoras, abordagem serena, jazz oriental, psicodelia zen, espiritualidade global. // Baterista, multiinstrumentista e líder dos Heliocentrics, Malcolm Catto oferece o frescor de sua experiência com Dap-Kings, Quantic Soul Orchestra, DJ Shadow, Madlib. // Além de etnomusicólogo, multiinstrumentista particular, Lloyd Miller toca piano, clarinete, vibrafone, cítara, alaúde, flauta de madeira, violino de uma corda, instrumentos melódicos, harmônicos e percussivos tailandeses e chineses, sobre intenções, cadências, inflexões e ritmos indianos, asáticos, persas, iranianos, orientais, invulgares. // Do ano.
Marcadores: Lloyd Miller, Play, Strut Records, The Heliocentrics
Eastern Promise
0 Comments Published by Ronaldo Evangelista on terça-feira, 5 de outubro de 2010 at 11:02 AM.De brincadeiras em um estúdio analógico em Nottingham, na Inglaterra, nasceu a Natural Yogurt Band: dois amigos, baterias grooveadas e pianos nervosos, flauta e vibrafone, piano elétrico e efeitos, entre Ramsey Lewis e Lloyd Miller, Heliocentrics e Tommy Guerrero. O primeiro disco, homônimo, saiu em 2008 pela JazzMan (na Inglaterra), depois em 2009 pela Now Again (nos States). Agora logo mais, pelas duas, sai o novo, "Tuck In With The Natural Yogurt Band", primeiro single acima, nota 10, top funks 2010, top jazz, promessa do oriente.
Marcadores: Funk2010, Play, The Natural Yogurt Band, Vintedez
Eles estão surdos!
2 Comments Published by Ronaldo Evangelista on domingo, 3 de outubro de 2010 at 11:21 AM.

Em 1969, Roberto Carlos estava em plena fase soul: ouvia James Brown, gravava Tim Maia, aprendia a cantar temperando a doçura com agressividade e tinha planos de compor uma música chamada "Eu Queria Ser Negro". Pela mesma época, começava a descobrir a fé como inspiração: compôs "Jesus Cristo", tão deslavadamente gospel que só funcionou na gravação quando chamaram para o piano Dom Salvador, depois de muitos outros tentarem e não atingirem o ponto certo de ebulição. Não era coincidência: pouco depois Salvador estaria dando um tempo no samba-jazz pra montar a Banda Abolição, primeira grande formação de consciência negra na música brasileira pop setentista.
Roberto também continuou interessado naquele som, e em como a catarse do funk atingia outros níveis ligado à força da fé. Em seu disco de 1971, lançou sua segunda - e ainda melhor - música funk-gospel, "Todos Estão Surdos". Sem precisar citar o nome do protagonista, que já tinha sido título e refrão na homenagem anterior, o discurso mistura o sonho de John Lennon e os cachos de Caetano, o hippiesmo zen de Erasmo e o fervor religioso do negro gospel americano pra dizer uma simples verdade universal: todo homem traz a paz dentro de si, mas poucos olham pra ela.
Universal não é só modo de dizer: no play acima, duas versões estrangeiras de "Todos Estão Surdos": pelo cantor porto-riquenho Danny Rivera, que aliás também gravou "Jesus Cristo", e pela banda de estúdio francesa April Orchestra, library music. Enquanto o primeiro faz versão fiel, em castelhano, até da parte falada, a segunda exclui as palavras e os autores e adiciona coro feminino e ainda assina a autoria nos créditos do LP.
Marcadores: A melhor música do mundo, Play, Roberto Carlos
Jorge Marinho, Paulinho, Mão-de-Vaca e Chuca-Chuca
2 Comments Published by Ronaldo Evangelista on quinta-feira, 30 de setembro de 2010 at 8:31 PM.
É o quarteto que aparece na capa e acompanha Angela Maria nessa jóia de disco que é Para Você Ouvir e Dançar - apesar do nome genérico, com um dourado único desde a capa. Angela Maria, maior de todas (ela diria Dalva, e também estaria certa), no auge, clássica sem ser antiquada, natural sem ser descartável, sensual sem ser melosa, emocional sem ser dramática, cantando bem demais, mas não demais. A banda, com um som limpo, seco, claro, compacto, totalmente moderno pra época, levemente dissonante: de boate, mas sem o ar camp de Maysa; despojado, mas sem o ar bobo de Alaíde; sofisticado, mas sem o ar de para entendidos de Johnny Alf; lânguido, mas sem o ar novelty de Norma Bengell. Mão-de-Vaca na pegada na guitarra, ousadamente jazzístico e revolucionariamente brasileiro. Chuca-Chuca, com essa cara engraçada e nome mais ainda, dono de boite no Beco das Garrafas, espalhando os sons do vibrafone com timbres pisando sobre nuvens. Jorge Marinho e Paulinho, baluartes do samba-jazz pré-samba-jazz. Mais os percussionistas Gilson de Freitas (no pandeiro) e Décio Paiva (na caxeta), com uma discrição e elegância acima da média dos discos da época. O repertório, exemplar: de Dorival Caymmi no samba-canção a Antonio Carlos Jobim pré-bossa nova, Zé Keti a Garoto, afro-cubano a bolero. Brilha na estante.
Marcadores: Angela Maria, Garoto, Play, Você Ainda Não Ouviu Nada
choro nem vela
0 Comments Published by Ronaldo Evangelista on quinta-feira, 12 de agosto de 2010 at 4:48 AM.
A compulsão de caçar discos, buscar faixas, dissecar fichas técnicas tem sua cota de recompensas, mas é de se emocionar ouvir uma música assim, de Noel, com um arranjo desses, de Vadico, cantada desse jeito, pela Aracy. Se existe alma, se há outra encarnação, eu queria que a mulata sapateasse no meu caixão. De um dez polegadas de arrepiar, escavado em Pinheiros. Volume dois daquele que você conhece, com capa do Di Cavalcanti. "Fita Amarela", de Noel Rosa, com Aracy de Almeida, arranjo de Vadico; play logo abaixo ou versão nuvem, aqui.
Quando eu morrer não quero choro nem vela
Quero uma fita amarela gravada com o nome dela
Se existe alma, se há outra encarnação
Eu queria que a mulata sapateasse no meu caixão
Não quero flores nem coroa com espinho
Só quero choro de flauta, violão e cavaquinho
Não tenho herdeiros, não possuo um só vintém
Eu vivi devendo a todos mas não paguei nada a ninguém
Meus inimigos que hoje falam mal de mim
Vão dizer que nunca viram uma pessoa tão boa assim
Marcadores: A melhor música do mundo, Aracy de Almeida, Noel Rosa, Play, samba-jazz, Vadico
História Música Informação
0 Comments Published by Ronaldo Evangelista on terça-feira, 10 de agosto de 2010 at 5:53 PM.Erasmo, 1972, auge do talento, na maior das goob vibes, só com violão e peito aberto, aproveita pra mostrar algo recente, que ainda não tenha sido gravado: sambinha que fez com Roberto, inspirado na preguiça que o mundo sente hoje em dia. O mundo caminha pra preguiça, porque só com a preguiça vem a paz. É o "Samba da Preguiça" (depois presente pro Trio Mocotó):
Uma dicazinha. Gal preferia cantar com um violão, mas o entrevistador já intima: pedi pra você trazer, você não trouxe. Tudo bem, ela vai de batuque de lápis na mesa, enquanto improvisa a capela o frevinho de carnaval "Estamos Aí" (depois compacto em 73). Se ela sair de palhaço, você vai de careta? A verdade deixei na gaveta:
Edu Lobo, só no violão, assobio e voz profunda, faz versão sala-de-casa de "Candeias", música lançada em 67 nos discos irmãos Edu & Bethania e Domingo, Gal & Caetano. Bossa íntima baiana via Rio, da terra nova nem saudade levando:
// Trechos do disco História Música Informação, entrevistas e performances impromptu captadas pela Rádio Jornal do Brasil AM, documentando o ano de 1972. Uma cópia a menos no Brasil, essa que vemos e ouvimos veio do blog Soul Spectrum - que, aliás, tem vários posts legais falando do discos do Brazil.
// A HISTÓRIA DE 1972
Quem está presente
neste álbum duplo
é o tempo em que você vive
e a música criada dentro dele.
As vozes dos seus contemporâneos.
Os acontecimentos que abalaram,
alegraram, comoveram o mundo.
Os homens e as mulheres
que são notícia, que estão fazendo
a música e a informação.
As horas e os dias que fazem a história
Aqui você vai ouvir,
com a força de testemunhos,
o som dos acontecimentos
que estão moldando o futuro.
O som vivo da história.
O som vivo do seu tempo.
De janeiro a dezembro,
o ano de 1972.
Marcadores: Am Fm, Edu Lobo, Erasmo Carlos, Gal Costa, Milton Nascimento, Play, vinilândia
Lagos City
0 Comments Published by Ronaldo Evangelista on terça-feira, 3 de agosto de 2010 at 5:19 PM.Rockers Control + Instituto + Curumin
0 Comments Published by Ronaldo Evangelista on terça-feira, 29 de junho de 2010 at 6:21 PM.
O show, rolou quinta passada. O áudio, Ganjaman subiu no Soundcloud. O som, matador. Afro-dub-soul nível muito preza. Respect pras festas Seleta Coletiva que o Ganja bota de pé, sempre com a melhor galera tocando o melhor som. Nessa noite, Ganja representa o Instituto no piano elétrico e órgão e leva os sopros. Curuma segura o clavinete e guitarra. E Bruno, Cris, Mau, Décio e Yellow P são a melhor banda brasileira de dub evah. Todo mundo junto na pressão, no play:
Marcadores: Curumin, Instituto, Play, Rockers Control
a little something else
0 Comments Published by Ronaldo Evangelista on sábado, 12 de junho de 2010 at 12:17 PM.
Monk may well be the man to finally straighten people out in the matter of modern informal music, besides having had a great deal to do with its present direction. His kind of playing isn't something that occurred to him whole - beyond its undoubted originality, it has the most tremendously expressive and personal feeling I can find in any musician playing now. It has cost Monk something to play as he does - not recognition so much, because he's always had that from the people he wanted to find it in; jobs and money, certainly, although his personality has had a little to do with that (he is best described as a dour pixie); and still more: I believe his style and approach cost him 50 per cent of his technique. He relies so much on absolute musical reflex that Horowitz's skill might be unequal to the job.
That isn't to say that the music is formless. Taken as a whole, it has a very satisfying feeling of solidity. And Monk has a beat like the ocean waves - no matter how sudden, spasmodic, or obscure his little inventions, he rocks irresistibly on.
What he has done, in part, is quite simple. He hasn't invented a new scheme of things, but he has, for years, too, looked with an unjaundiced eye at music and seen a little something else. He plays riffs that are older than Bunk Johnson - but they don't sound the same; his beat is familiar but he does something strange there, too - he can make a rhythm almost separate, so that what he does is inside or outside it. He may place for a space in nothing but smooth phrases and suddenly jump on a part and repeat it with an intensity beyond description. His left hand is not constant - it wanders shrewdly around, sometimes playing only a couple of notes, sometimes powerfully on the beat, usually increasing it in variety, and occasionally silent.
At any rate, Monk is really making use of all the unused space around jazz, and he makes you feel that there are plenty of unopened doors.
// Paul Bacon, página 18 da Record Changer de maio de 1948 (detalhe da capa lá em cima), escrevendo sobre o segundo disco da carreira de Thelonious Monk, 78rpm BN 543, então recém-lançado pela Blue Note, com "Well You Needn't" (em trio) de um lado e "'Round Midnight" (com quinteto) de outro.
Assim:
Marcadores: 5800, abre aspas, Play, Thelonious Monk
IMPROVISO
0 Comments Published by Ronaldo Evangelista on quarta-feira, 26 de maio de 2010 at 12:41 AM.
IMPROVISO /
modern jazz and heavy samba from são paulo and rio de janeiro 1964-1966
Manfredo Fest Trio - Canto de Ossanha
(Baden Powell / Vinicius de Moraes)
from Alma Brasileira (RGE), 1966
Manfredo Fest (piano, arrangement) Mathias Mattos (bass) Heitor Guy (drums)
Os Cobras - Uganda
(Orlandivo / Roberto Jorge)
from O LP (RCA), 1964
Milton Banana (drums) José Carlos Zezinho Alves (bass) Tenório Jr (piano) Cipó (tenor sax, arrangement) Aurino Ferreira (baritone sax) Jorginho (alto sax) Hamilton Cruz (piston) Raulzinho (trombone)
Sambalanço Trio - Homenagem a Clifford Brown
(Dorimar)
from Sambalanço Trio (Audio Fidelity), 1964
Cesar Camargo Mariano (piano) Humberto Clayber (bass) Airto Moreira (drums)
Meirelles e os Copa 5 - Solitude
(J.T. Meirelles)
from O Som (Philips), 1964
J.T. Meirelles (tenor sax) Pedro Paulo (trumpet) Luiz Carlos Vinhas (piano) Manoel Gusmão (bass) Dom Um Romão (drums)
Edison Machado - Tristeza Vai Embora
(Baden Powell / Mario Telles)
from Edison Machado é Samba Novo (CBS), 1964
Edison Machado (drums) Tenorio Jr. (piano) Sebastiao Neto (bass) Pedro Paulo (trumpet) Paulo Moura (sax alto) J.T. Meirelles (sax tenor) Ed Maciel (trombone) Raul de Souza (valve trombone)
Tempo Trio - Tudo de Você
(Marcos Valle / Paulo Sergio Valle)
from Tempo Trio (London), 1965
Helvius Vilela (piano) Paulo Horta (bass) Paschoal Meirelles (drums)
Zumba Cinco - Zumba Tema
(Mauricio Tapajós)
from Zumba Cinco (Musidisc), 1965
Ernesto Ribeiro Gonçalves (guitar, arrangement) Fernando Maxnuk (vibraphone) Ivan Botticelli (piano) Annibal Ribeiro Gonçalves (bass) Antonio Carlos Leite (drums)
Sansa Trio - Sansa
(José Briamonte)
from Sansa Trio (Som/Maior), 1965
José Briamonte (piano, arrangement) José Ordoñez (bass) Lauro Bonilha (drums)
Dom Um Romão - África
(Waltel Branco)
from Dom Um (Philips), 1964
Waltel Branco (arrangement) Dom Um Romão (drums) Toninho Oliveira or Chaim Lewak (piano) Manoel Gusmão (bass) J.T. Meirelles (alto sax, solo) Jorginho (alto sax) Pedro Paulo, Maurílio, Hamilton e Formiga (trumpets) Edson Maciel, Edmundo Maciel, Norato, Macaxeira (trombones) Paulo Moura, Cipó, Zé Bodega, Sandoval, Juarez, Bijou, K-Ximbinho (tenor sax); Aurino Ferreira (baritone sax) Rubens Bassini, Jorge Arena (percussion) unidentified guitar.
Trio 3D - Berimbau
(Baden Powell / Vinicius de Moraes)
from Tema 3D (RCA), 1964
Antonio Adolfo (piano, arrangement) Cacho Pomar (bass) Dom Um Romão (drums)
Victor Assis Brasil - Simplesmente
(Edison Lobo)
from Desenhos (Forma), 1966
Victor Assis Brasil (alto sax) Tenório Jr (piano) Edison Lobo (bass) Chico Batera (drums)
Sergio Mendes & Bossa Rio - Primitivo
(Sérgio Mendes)
from Você Ainda Não Ouviu Nada! (Philips), 1964
Sergio Mendes (piano) Sebastião Neto (bass) Edison Machado (drums) Aurino Ferreira (tenor sax) Edson Maciel (slide trombone) Raul de Souza (valve trombone)
Bossa Três - Imprevisto
(Luiz Carlos Vinhas)
from Bossa Três Em Forma (Forma), 1965
Luiz Carlos Vinhas (piano) Tião Neto (bass) Edison Machado (drums)
Sete de Ouros - Balanço do Coração
(José Marinho)
from Impacto (Polydor), 1964
José Marinho (piano, arrangement) Vidal (bass) Papão (drums) Cipó (tenor sax) K-Ximbinho (alto sax) Gennaldo (baritone sax) Ed Maciel (trombone) Julinho (piston)
Tenório Jr - Fim de Semana em Eldorado
(Johnny Alf)
from Embalo (RGE), 1964
Tenório Jr (piano) Zezinho Alves (bass) Milton Banana (drums)
Salvador Trio - Eu Compro Essa Mulher
(Erlon Chaves / David Nasser)
from Salvador Trio (Mocambo), 1966
Dom Salvador (organ) Sergio Barroso Neto (bass) Edison Machado (drums) Gaya (string arrangement)
Conjunto Som 4 - Samba Novo
(Durval Ferreira / Newton Chaves)
from Conjunto Som 4 (Continental), 1964
Hermeto Pascoal (piano, flute) Papudinho (trumpet) Azeitona (bass) Edilson (drums)
Sete de Ouros - Meu Pranto
(Baden Powell / Mario Telles)
from Impacto (Polydor), 1964
Myrzo Barroso (crooner) José Marinho (piano) Vidal (bass) Papão (drums) Cipó (tenor sax) K-Ximbinho (alto sax) Gennaldo (baritone sax) Ed Maciel (trombone) Julinho (piston)
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jogo de Angola
0 Comments Published by Ronaldo Evangelista on sábado, 15 de maio de 2010 at 10:17 PM.
Tirando uma prateleira com seleção nem tão boa, todo o andar de cima daquele sebo em Pinheiros estava com discos a um real. Tinha uma hora e meia a perder, fui fuçando e saí feliz: um Santana tocando Coltrane, orquestra tango old school, Kris e Cristina, Armando no solovox, Tarancón com capa do Julio Cesar e pelo menos dois com encartes que dão quadros lindos.
Mas de cara, sacando a capa modernista do LP A Enluarada Elizeth, senti que o dia era dele. Já gosto da Eizeth quando ela canta toda velha guarda, mas assim, toda cool, delícia de surpresa. E já gosto do Gaya quando nem gosto tanto, mas com esses arranjos de sopro ousados, puxados pro afro-samba-jazz, Lindolfo subiu no conceito.
Chamou atenção ela cantar o afro-samba "Canto de Pedra Preta", de Baden e Vinicius, "Demais", do Tom Jobim, à capela, e duas do Pixinguinha com participação do próprio. Mas a melhor música do mundo é a primeira do lado B, "Capoeira Três", canto de capoeira com participação do canto e do violão senhorial e cheio de ancestralidades do Mestre Codó da Bahia, mais o ataque de 5 saxofones, 3 pistons, 3 trombones, contrabaixo e ritmo, arranjados por Gaya, play abaixo:
joga o lenço, camará
tá na hora de brincar
berimbau está tocando
quero ver quem vai brigar
gente de bem não vai
se jogar capoeira, cai
gente de bem não vai
e se jogar capoeira, cai
cai, cai
nesse jogo de malandro
tem perigo, confusão
berimbau bem afinado
tem o som de violão
capoeira toma sentido
caboclo malandro no chão
nesse jogo de Angola quero ver quem é brigão
pegar lenço com a boca para ser o campeão
biriba é pau, é pau
é pau de fazer berimbau
biriba é pau
é pau de fazer berimbau
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