the boys move fast you should take it slow
0 Comments Published by Ronaldo Evangelista on quinta-feira, 16 de dezembro de 2010 at 5:02 PM.Nunca é por acaso quando pessoas diferentes em situações diferentes comentam pela mesma época um vídeo, uma música, um disco, uma banda. Se for uma banda especial como o Very Best no coração quentinho da África, então, só pode significar um bom momento.
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desengano da vista é ver de perto
3 Comments Published by Ronaldo Evangelista on segunda-feira, 6 de dezembro de 2010 at 10:02 AM.As coisas especiais vivem como que suspensas em seu próprio tempo e espaço. A força das grandes ideias e expressões artísticas é passar a existir, independente de. Em 1968, produzido por Hélcio Milito, baterista do Tamba Trio, Pedro Santos, Sorongo, mergulhou nos pensamentos e sons que tinha dentro de si e criou a obra-prima Krishnanda - única em seu estilo, gênero, abordagem, musicalidade, sonoridade, espiritualidade, filosofia. Em 2010, a galera inspirada do Bixiga 70 mergulhou em Pedro Santos e recuperou "Desengano da vista", em profundo arranjo afro. Plays acima, versão original Krishnanda 68 e Bixiga ao vivo duas vezes semana passada: sábado na Voodood Hop, prédio do antigo Masp, e quarta no Astronete, em versão redux. Vaidade, todo mundo tem.
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BIXIGA 70
0 Comments Published by Ronaldo Evangelista on sexta-feira, 12 de novembro de 2010 at 1:34 PM.Comentei do Bixiga 70 quando ainda se chamava Malaika, e quem viu o show de estreia na Festa Fela mês passado já viu que não era brincadeira. Arrasando geral em tempo recorde, a primeira banda preza de afrobeat em São Paulo tá chegando hoje em Santo André, além de vários porvires nos picos mais massa da capital, fica de olho e não perde. A parada é séria: nove músicos no grau, mandando não só Fela, Budos Band e K. Frimpong, como também sons próprios da pesada. Acima, dois temas e arranjos de Mauricio Fleury, piano elétrico e órgão, do Som da Selva. Além dele, representando na guitarra Cris Scabello, do Rockers Control; bateria Décio 7, que toca com Leo Cavalcanti e percussão no Rockers; no trompete Gralha, do ProjetoNave e sempre somando no Otis Trio; no tenor Danny Boy aka Daniel Nogueira, do Projeto Coisa Fina; no trombone Tiquinho, de mais bandas que seria possível listar; mais barítono, percussão e vai segunindo nos vídeos acima, feitos pela Nina Cavalcanti, Estúdio Traquitana, Treze de Maio 70, Bixiga.
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Tema de Malaika
0 Comments Published by Ronaldo Evangelista on sexta-feira, 15 de outubro de 2010 at 12:23 PM.
Já é tradição do 15 de outubro, aniversário de nascimento do Fela Kuti: pelo mundo, rituais de celebração pelo poder da música, de liberdade e vida, corpo e alma.
Esse ano, além do primeiro Dia Fela em Belo Horizonte e da segunda edição da festa Makula no Rio (com show da Abayomy Afrobeat Orquestra, que nasceu nesta data ano passado), em São Paulo acontece já a quarta edição da Festa Fela, com uma novidade: estreia da MALAIKA, talvez a primeira banda de afrobeat (etc) da cidade.
No play acima, o "Tema de Malaika", gravação de ensaio em um estúdio no Bixiga. A banda, juntando só gente legal que você já viu por aí tocando com Rockers Control, Projeto Coisa Fina, Som da Selva, Projeto Nave, Otis Trio, Clube do Balanço, Anelis Assumpção, Leo Cavalcanti:
Décio 7 - bateria
Rômulo Nardes - percussão
Buda - baixo
Cris Scabello - guitarra
Mauricio Fleury - guitarra, piano, órgão
Cuca - sax barítono, flauta
Tiquinho - trombone
Daniel Nogueira - sax tenor, flauta
Daniel Gralha - trompete
Fela, 72
0 Comments Published by Ronaldo Evangelista on segunda-feira, 4 de outubro de 2010 at 7:04 PM.Primeiro, faixa do disco novo do Burro Morto, com participação do Curumin na batera (e Lucas no baixo): "Kalakuta", afrobeat finesse via Paraíba. Segundo, "Mal Estar Card", do Curuma, em versão pocket groove chinfra, com participação dos Burromuertos (e Lucas). Do Programa Compacto, gudibái.
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Ebo Taylor
0 Comments Published by Ronaldo Evangelista on segunda-feira, 20 de setembro de 2010 at 6:31 PM.Mil novecentos e sessenta e dois, Ebo Taylor estava com Fela Kuti, em Londres, estudando música. Já antes, e principalmente depois, era figura-chave da cena musical de Gana, além do epíteto básico de bróder do Fela e colaborador no som do afrobeat, ali no fim dos 60. Com a recente caçada ao ouro da invasão de DJs que tem rolado na África, você certamente já sacou o Ebo por aí, por exemplo algum dos sons abaixo.
E a nova é que, com as oportunidades vindas das redescoberta, Ebo Taylor, agora 74 anos, gravou disco novo, em Berlim, com a Afrobeat Academy, Love and Death, que sai em dezembro pela Strut Records - que lançou recentemente os comebacks de luxo do Mulatu e do Lloyd Miller. Acima, papo breve com Ebo em teaser da gravadora. Por abaixo, dois momentos recentes e dois clássicos classe da vasta discografia de Ebo.
A partir de dezembro, Ebo e a Academy saem em turnê. Opa, festival Afro em São Paulo 2011?
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Orchestre Poly-Rythmo de Cotonou
0 Comments Published by Ronaldo Evangelista on quinta-feira, 16 de setembro de 2010 at 11:31 AM.A lenda musical de Benim vem mês que vem ao Brasil com seu funk afro baseado nos cantos Vodum - tradição-mãe do Candomblé e do Vudu haitiano. Orchestre Poly-Rythmo de Cotonou, coisa de outro mundo, do velho mundo, do novo mundo. Outra muito boa da programação do PercPan 2010 - mas só em Salvador e no Rio.
Vídeos da Poly-Rythmo em '70 via Analog Africa.
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Missa Luba
0 Comments Published by Ronaldo Evangelista on quinta-feira, 9 de setembro de 2010 at 9:54 AM.Pra começar o dia recarregado e limpar o peito das angústias, Missa Luba: fim dos anos 50, o padre belga Père Guido Haazen regendo um coro de 45 garotos congoleses entre nove e 14 anos, os Trovadores do Rei Baudoin, em adaptações dos seis movimentos da missa latina - Kyrie, Gloria, Credo, Sanctus, Benedictus e Agnus Dei - aos ritmos e melodias do Congo Banto. Beleza sacra, catequização com sincretismo. Lado A de um antigo vinil da Philips e seis breves vídeos acima.
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Rum, rumpi, lé, jazz
0 Comments Published by Ronaldo Evangelista on sexta-feira, 6 de agosto de 2010 at 3:46 PM.Começo do ano conversei com Letieres e escrevi matéria pra Folha, comentando o álbum, capa no play acima:
Na linha de frente, cinco músicos de terno branco, tocando percussões típicas afro-baianas, como os atabaques rum, rumpi e lé. Logo atrás, em formação semicircular, outros 15 instrumentistas, tocando diferentes sopros, de chinelos, bermudas e regatas.
A inversão de hierarquia vem também no som: no centro das músicas estão desenhos rítmicos da música ancestral da Bahia com influência africana, envolvidos por camada jazzística de sofisticados arranjos de trompetes, trombones, saxes, tuba.
É a Orkestra Rumpilezz, do maestro, compositor e saxofonista Letieres Leite, que lançou há pouco o primeiro disco, homônimo, pela gravadora Biscoito Fino.
Formada em 2006, em Salvador, a orquestra foi a realização das ideias esboçadas por Letieres nos anos 80, quando estudava em conservatório em Viena e teve o estalo de criar a partir do universo percussivo baiano.
"Busquei a música sacra do candomblé como recurso criativo para a música instrumental", explica ele. "Percebi que as estruturas rítmicas da música afro-baiana estavam extremamente organizadas, mas não de modo formal, dentro da academia. Tudo foi preservado nas esquinas, nas ruas de Salvador, nos terreiros de candomblé."
Letieres passou a criar, a partir desse ponto central, composições nascendo do encontro com as matrizes africanas e com as particularidades das culturas de tribos que vieram parar aqui na escravidão. Um universo rítmico que existe na cultura afro-baiana soteropolitana, segundo ele. Em Caetano, Gil, Carlinhos Brown, Olodum, Ivete Sangalo.
Letieres sabe: há anos é saxofonista e arranjador da banda de Ivete.
Mas a Rumpilezz existe num universo paralelo, instrumental, com percussões baianas típicas e harmonias notadas por sopros, cada naipe ligado a um tambor. Influência do jazz? Claro, mas não só -há muito improviso, mas também composições inteiras pela pauta.
O trabalho de arranjador não se esconde: ele ouviu muito Moacir Santos, Gil Evans e Sun Ra, admite. Mas se é para reconhecer um nome no jazz, é John Coltrane. "Ele foi quem mais escutei", conta. "Me influencia não só pelo lado musical. Sempre gostei de como usava recursos, a Cabala, "A Love Supreme", a busca espiritual."
Busca espiritual que encontra paralelo na relação com o candomblé? "Sou simpatizante da religião, mas a Rumpilezz não é culto, não é chamamento, é estritamente musical", separa. "Ainda assim, a força dessa música é clara. Como compositor, quero tocar o coração das pessoas. Todo mundo quando toca busca mágica na música."
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Lagos City
0 Comments Published by Ronaldo Evangelista on terça-feira, 3 de agosto de 2010 at 5:19 PM.Disco África
0 Comments Published by Ronaldo Evangelista on quarta-feira, 14 de julho de 2010 at 4:38 PM.Jóia que se perde no mar só se encontra no fundo. Pra esquentar a quarta-feira, logo mais tem noite especial, Baile VENENO com convidado deluxe Kiko Dinucci, naquele esquema 100% vinil. Além dos hits brasa recentes, levo animação e a novidade acima. Quer time mais legal pra torcer do que Gana?
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Aleluia, Mateus
0 Comments Published by Ronaldo Evangelista on domingo, 27 de junho de 2010 at 1:30 PM.
Senhor Mateus Aleluia, nos anos 70 criando obras-primas com os Tincoãs, nos 80 e 90 morando em Angola, nos 00 pelo Brasil, cantando, impressionando com sua expressão, espalhando um pouco da tão rica cultura afro-baiana. Esse disco, primeiro solo, do fim do ano passado.
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Todo Fela
0 Comments Published by Ronaldo Evangelista on segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010 at 11:37 AM.
Falando no Fela, a gravadora americana Knitting Factory licenciou e está lançando de punhado em punhado todos os 45 discos oficiais do homem do Afrobeat. Por esses dias estão saindo nove discos (incluindo os primeiros com os Koola Lobitos), divididos em seis CDs, em esquema 2-em-1 e/ou com singles bônus - caso você ainda compre CDs. O melhor ainda está por vir: prometeram ainda esse ano botar tudo na rua em vinil.
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Calabar
0 Comments Published by Ronaldo Evangelista on sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010 at 3:48 PM.Western music is Bach, Handel and Schubert - it's good music, cleverly done - as a musician I can see that. Classical music gives musicians a kick. But African music gives everyone a kick. Once you get music with a beat, that is African music.
Jazz was the beginning of rhythm music, which developed into rock and roll. But what the jazz musicians lost because they were so far from their homeland was the intricate rhythms of African music.
Primal e moderno, libertário e ditador, ídolo popular e anti-herói político, estudante de teoria musical em conservatório britânico e criador do termo (e do som do) Afrobeat, bruto e sensual, Fela Kuti era poderoso. No vídeo, a afrorquestra Africa 70 tocando, as garotas dançando, Fela cantando como se não houvesse amanhã, em 1971. As aspas do Fela, mapa do ritmo e som africano, desse ensaio, do Guardian.
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