RONALDOEVANGELISTA


outros DOZE discos legais de 2010

DOZE discos legais de 2010













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Eastern Promise



De brincadeiras em um estúdio analógico em Nottingham, na Inglaterra, nasceu a Natural Yogurt Band: dois amigos, baterias grooveadas e pianos nervosos, flauta e vibrafone, piano elétrico e efeitos, entre Ramsey Lewis e Lloyd Miller, Heliocentrics e Tommy Guerrero. O primeiro disco, homônimo, saiu em 2008 pela JazzMan (na Inglaterra), depois em 2009 pela Now Again (nos States). Agora logo mais, pelas duas, sai o novo, "Tuck In With The Natural Yogurt Band", primeiro single acima, nota 10, top funks 2010, top jazz, promessa do oriente.

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sinto não ser dos mais saudosistas



Lançado hoje para o mundo, no site oficial da banda, álbum novo do Mombojó, Amigo do Tempo. Já pegou?

Bem massa o disco, bonito e divertido, como mostravam que sabiam fazer como ninguém desde o primeiro disco. Foi meio anticlimático: tudo que Nadadenovo tinha de fresco, Homem-Espuma parecia ter de contido. Trama, megaestúdio, produção, distribuição, promessa. Tudo bem que menos é mais, mas o excesso precisa estragar a arte?

No fim, como a vida prova sempre, o caminho do Mombojó fica mais rico quando trilhado passo a passo por eles mesmo. E chegamos lá, aqui, hoje: a criatividade tranquila e inteligência natural de "Amigo do Tempo" chega no equilíbrio. Se em Nadadenovo pareciam ser geniais por acidente e em Homem-Espuma soavam hesitantes com a própria identidade, em Amigo do Tempo soam perfeitamente eles próprios.

// E falando no Mombojó, quatro quintos em identidades mascaradas criaram a base sonora pra um encontro sensacional de Olinda com Belém do Pará que aconteceu recentemente em São Paulo. Coisa fina, só ficar ligado que até o fim do mês tá na rua.

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Biu Roque






Biu Roque, 76 anos, percussionista de Siba e muso de Céu, vinha gravando um disco, produzido com Caçapa, Alessandra Leão e Missionário José. Tudo pronto, legado entregue, sexta passada, partiu. Venha o disco, fica a história, boa viagem, Biu Roque.

Videozinhos acima, de momentos da gravação do disco captados pela Alessandra Leão, mostram a lindeza do negócio. Abaixo, as lembranças bonitas.

Do blog de Alessandra Leão:

Na sexta-feira passada, São Jorge levou, em seu cavalo, nosso querido Biu Roque.

Amigo querido, mestre de tantas brincadeiras, músico desde os 8 anos, cantor dos mais intensos, afinados e fabulosos que tive o prazer de ouvir, trabalhador da cana, pai de muitos, avô de muitos tantos, bisavô de muitos mais e que se orgulhava muito de ser o "causador" de toda àquela gente...

Muita gente tem nos perguntado sobre o CD de Biu Roque. Se estava pronto, se vai sair...
Sobre o disco, ele tá pronto (gravado, mixado e masterizado) há quase um ano... produzido por Caçapa (que também arranjou praticamente todas as músicas) e Missionário José e co-produzido por mim. Com os músicos do interior (o pessoal da Fuloresta e duas filhas de Biu Roque - Lurdinha e Maíca) participações nossas e também de: Siba, Hélder Vasconcelos, Juliano Holanda, Cláudio Rabeca, Lula Marcondes, Renata Rosa e Iara Rennó.

O disco está pronto! Biu Roque participou ativamente de todo o processo de produção do disco. Escolheu o repertório, opinou, decidiu os convidados, acompanhou quase todos os dias de gravação, ficou, várias vezes, cerca de 12 horas no estúdio e terminava o dia mais animado do que todos nós. Ouviu o disco finalizado e aprovou o resultado!

Recebemos a capa final na sexta-feira passada. Ia imprimir hoje e levar no hospital pra ele ver... não deu tempo... verá de outra maneira...

Mesmo lamentando tantas coisas e sentindo a ausência do amigo querido, durante o enterro e esses dias seguintes, o meu sentimento de gratidão é realmente bem maior do que a dor da perda. Agradeço muito à vida, por ter conhecido e convivido com ele. Por ter tido o privilégio de fazer o seu disco, que não deveria ter sido o único solo... temos material para mais um ep, pelo menos, que já estava nos planos, assim como uma exposição, que também vinha sendo acalentada para o lançamento do CD...




Do blog da Karina Buhr:

Ele nasceu em Condado, viveu em Aliança.
Mestre de Cavalo Marinho, com toda grandeza que essa palavra puder ter dentro dela.

Antes de pensar na grandeza dela, tire qualquer chatice pedagógica que por ventura você possa associar a ela.
E dentro dela cabem tocar tarol divinamente, cantar como homem, cantar como mulher, cantar como passarinho.

De Recife dava pra ir ser feliz ali do lado, indo pro Cavalo Marinho de Mestre Batista, por exemplo,
que é onde Biu Roque esteve por tanto tempo e depois formou o seu próprio, o Boi Brasileiro.
Tesouro entre tantos de Condado, de Aliança...
Dava pra tê-lo em Recife também, de noite e de dia, no carnaval, no Boi da Gurita Seca e também em Olinda, Cidade Tabajara, na casa de Salustiano, em tantos inesquecíveis encontros de Cavalo Marinho no natal.

Chá de Esconso, Chã de Camará, Nazaré da Mata...um monte de nome bonito de lugar, na chamada Zona da Mata Norte de Pernambuco. Lugar de sambada de maracatu, de cavalo marinho, de côco, ciranda e de cana de açúcar. Trabalho do mais pesado com arte da mais leve e alegre.

Biu Roque trabalhou com cana de açúcar e música de açúcar.

Ou "doce da melancia", como ele falava de sua Maria.

Ele ficou conhecido por mais gente quando Siba estreou o Fuloresta.
Biu Roque é aquela voz aguda, mais linda dessa vida e agora de alguma outra qualquer.
Tesouro é o que ele era e é.

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só porque eu quis casar



Em versão quintal, muito à vontade, Bárbara Eugênia canta "A Chave", com Junior Boca, Demétrius Carvalho, Felipe Maia e Dustan Gallas, banda classe A. Música dela, vídeo do Música de Bolso. Outro disco bem massa que vem por aí: com sua voz rouca e suas músicas espertas, Bárbara esbanja um charme próprio como compositora e cantora, como prova o play acima.

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vai ser melhor quando te conhecer



A boa notícia é que o disco é tudo isso mesmo: 100%, nota 10, cinco de cinco estrelas. Gravado em tempo recorde nos estúdios da YB, com lançamento marcado pro fim de maio no Auditório Ibirapuera, chegando da fábrica logo mais. Onze faixas, bom do começo ao fim, só músicas ótimas e as dinâmicas da banda perfeita de Gustavo Ruiz na produção e guitarra, Márcio Arantes no baixo, Duani na bateria, Dudu Tsuda nos pianos e teclados, mais participações de improviso e coração de Kassin, Stéphane San Juan, Donatinho, Zé Pi, o backing das Negresko Sis de Thalma, Anelis e Céu. E as canções, as letras, as melodias, a voz de Tulipa. Ah, a voz de Tulipa.

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A capa de Baptista Virou Máquina




Falando no Burro Morto e em Baptista Virou Máquina, e a capa/encarte do disco?


(Daqui, vi por aqui.)

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Burro Morto, Tapas



Quinta-feira, depois de amanhã, tem show do sempre muito bom Burro Morto, direto de João Pessoa, no Tapas, junto com Cabruêra (que lançou disco há pouco e tem o mesmo guitarrista, Leo Marinho). Show deles por aqui não é tão comum de acontecer e sempre incrível de ver, anota no caderninho. Burro Morto é a melhor formação instrumental do Brasil hoje, a julgar por um EP excelente e um punhado de shows melhores ainda no último par de anos. Agora estão pra lançar o primeiro disco de verdade (se isso ainda existe), Baptista Virou Máquina, quero só ver. O show, é imperdível.

(foto daqui.)

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Um passo à frente e você não está mais no mesmo lugar



É cinco estrelas Mulatu Steps Ahead, disco novo do Mulatu Astatké, primeiro solo dele em 20 anos. Ano passado, você sabe, ele lançou álbum em parceria com os Heliocentrics, que é ótimo, mas esse novo é de outro planeta. Totalmente jazz, totalmente latin, totalmente ethiopique, negócio sério. Composições nota 10, arranjos quentes, gravação relax. Sem falar no Timeless... O cara parece o Donato: já lançou os melhores discos do mundo nos anos 60 e 70 e resolve viver agora o auge da carreira.

Aliás, falando no Donato, sabia que quem pilhou o Mulatu a tocar vibrafone foi o Dave Pike, na época da cena latin jazz em Nova York, anos 60? Mesmo Dave Pike que gravou pela mesma época Bossa Nova Carnival, disco só com composições do Donato - o cara era brother dos dois. Hmm.

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ten ragas to a disco beat




Sensacional o som dos ragas indianos tocados por sintetizadores e baterias eletrônicas pelo Charanjit Singh, Bombaim, 1982. Synthesizing: Ten Ragas to a Disco Beat, agora relançado em vinil duplo, por aqui.

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Dragão da Preguiça Dominical




Contra ele, Lulina e Bruno Morais se juntam no auditório Ibirapuera pra showzinho especial, encontro dos dois, músicas de cada, versões legais e convidados. Domingão, sete da noite. Let's?

E na seqüência, todo mundo pro Tapas, último show da sensacional temporada do Otis Trio, Olé.

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Eu menti pra você



Já tá na rua o primeiro Disco do Ano de 2010 - aliás, já segunda prensagem.

Dia 27, lançamento na choperia do Pompéia, let's?

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Sete provas de que Tulipa Ruiz é a melhor coisa em SP hoje


Cada voz (ao vivo no Grazie a Dio)


Do amor (teaser pro show no Prata da Casa)


Aqui, com Marcelo Jeneci (ao vivo no Grazie a Dio)


Só sei dançar com você (gravação no estúdio da Trama)


As sílabas (ao vivo no Centro Cultural Rio Verde)


Às vezes (ao vivo no Estúdio A da YB)


Dê um rolê (ao vivo na Galeria Olido com a Banda dos Contentes)


Ah, esse disco que vem por aí.

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nem parece que foi ontem



Tá acompanhando? Cultura Livre virou o ano e segue na Amplitude Modulada falando das últimas das galeras novas. Hoje, 14h, por aqui, Roberta Martinelli conversa com os Mombojós, prestes a lançar disco novo, Amigo do Tempo.

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Mug



Isto é que é sorte. Se o Zimbo Trio, Simonal, Chico Buarque foram espertos e garantiram a deles, também tenho o Mug comigo, jogada muito quente. Se você acha que sua vida deve ser diferente em 2010, mude para melhor. Mude para MUG.

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