RONALDOEVANGELISTA


I can hear the sounds you don't remember



Bruno Morais fez uma nova mixtape (lembra dessa?), agora para o Don't Touch My Moleskine da Dani Arrais, costurando vibes e sensações entre Bethânia e Donny Hathaway, Rita Lee e Minnie Riperton, Jesus Cristo Superstar e Luiz Arruda Paes. Sensibilidade e diversão, ritmos e cores, por aqui.

01 Luiz Arruda Paes e sua Orquestra - Primavera (1970)
02 Roberta Flack - I can see the sun in late december(1975)
03 Evinha - O que é que eu estou fazendo na rua (1973)
04 Maria Bethania - O ciúme (1988)
05 Jesus Christ Superstar - Everything’s alright (1970)
06 Rotary Connection - I am the black old of the sun (1971)
07 Caetano Veloso - If you hold a stone (1971)
08 Betina - Que bate calado (1973)
09 Sergio Mendes & Brasil’77 - Davy (1974)
10 Rita Lee & Lucia Turnbull - Paixão da minha existência atribulada (1973)
11 Minnie Riperton - Les fleurs (1974)
12 Donny Hathaway - Jealous guy (1972)
13 Ella Fitzgerald & Nelson Riddle - Love me or leave me (1962)

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O Pintinho & A Mixtape



Alexandra Moraes, alechandracomx, LeShandra, grande mente por trás d'O Pintinho, um mito da internets, pratecamente uma lenda da zuera nacional, coisa nossa, prata da casa do humor do site tuiters, é também gente como a gente, mais uma mãe e piadista desse nosso mundão de deus. Só que com bom gosto musical privilegiado. Pra tirar a prova dos nove, mixtape feita com amor pra gente, a convite da editoria do blog e a preço de amizade. Do funk do Funkadelic e Archie Bell à malandragem dos Originais do Samba e Rita Lee à onda sensual do francês Matthieu Chedid, pela chinfra do Dino Martin sarrando italianos e mambo ao mesmo tempo e Cal Tjader fritando alto groove, alto nível na seleção, pra dançar e pra pensar e bailar pelo lar ou escritório, metaforicamente falando é claro.

01 Os Originais do Samba * Falador passa mal
02 Dean Martin * Mambo Italiano
03 Cal Tjader * Cuchy Frito Man
04 Erasmo Carlos * Agora ninguém chora mais
05 Matthieu Chedid * Onde sensuelle
06 Archie Bell & The Drells * Tighten up
07 Funkadelic * Standing on the verge of getting it on
08 Martha & The Vandellas * Heatwave
09 Rita Lee * Corre-corre
10 Burnier & Cartier * Só tem lugar pra você



Não perda tempo! Play logo acima ou baixe AQUI a mixtape `` as 10 melhores joven pan´´ - o pintinho e divirta-se. Aproveita enquanto o E-cad não pega.

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SEIS mixes legais de 2010

xaxado xaxado xado



Sai sai do sereno minino! O xaxado esquenta na gafieira logo mais no Astronete, Baile VENENO especial, mixtape nova pros melhores dançarinos e mais simpáticos, 100% vinil e 300% amor com o power trio Mauricio Pleuro's, Peba Tropikators e Ronaldo Adventista. Quem vai, quem vem, let's?

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Baião Groove





Momento quente das pistas Veneno, set especial em tons de forró, mixtape nova: Isso é que é bonito. Play acima ou cópia física, essa espécie em extinção, na sua mão no próximo baile, jogando em casa: domingo véspera no Astronete. O baião groove é seleta especial do começo ao fim: Gal Costa, Antonio Carlos e Jocafi, Tom Zé, Raul Seixas, Zé Ramalho, Luiz Gonzaga e tudo mais que você ouvir.

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Olé Unlimited



Mix nova, jazz elevado de acordes profundos e melodias d'alma, naipes e solos e vamps e riffs, quase tudo de novidades recentes, a maioria achados do Rio.



McCoy Tyner - Effendi (1963)
Charles Mingus - II B.S. (1963)
Max Roach - Nommo (1966)
Harold Land - Angel Dance (1967)
Victor Assis Brasil - Stolen Stuff (1968)
Morris Wilson Beau Bailey Quintet - Paul's Ark (1970)
Horace Silver - That Healin' Feelin' (1970)
Donato - Lunar Tune (1970)
Rudolph Johnson - Diswa (1971)

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Karatê na solidão



Como todo mundo a partir de sua geração, Erasmo e Roberto piravam grande em João Gilberto. Com suas formações desintelectualizadas de roqueiro da Tijuca e crooner capixaba, já misturavam bem todas as influências quando os Beatles estouraram mundialmente e reinventaram os paradigmas, em 1964. Os roquinhos anos 50 e a música brasileira de boate eram igualmente entendidas e preteridas em lugar daquele pop com linguagem atual e a modernidade da bossa nova.

Ingênuos eram os tempos; a Jovem Guarda era conceitualmente rasa por limitações de marketing e musicalmente pobre por limitações culturais, mas Roberto e Erasmo de cedo mostravam a amplitude de suas intenções e sensibilidades, algo como Lennon e McCartney pós-Dylan e marijuana e Gil e Caetano pós-Lennon e McCartney.

Com a força emocional e inteligência instintiva de suas músicas, conquistaram Deus e o mundo e ensinaram o abecedário pop pra geral, nem que pela negação. Nessas de imaginário, congelaram suas imagens, muito pelo culto desde lá e até hoje a Roberto. Mas ali, enquanto tantos perdiam tempo separando Beatles e João Gilberto em gavetas diferentes, Erasmo e Roberto marotamente divertiam-se com todos os pops que pudessem.

Chapas de Jorge Ben (com quem Erasmo dividiu uma casa no Brooklin, em São Paulo, em 1966), Roberto já ali em 63 lançava música jovem de gosto samba-jazz com solo de trombone e Erasmo, em especial, vivia fazendo músicas, pra mulher do Lafayette, pros Golden Boys, Originais do Samba, Célia, tocando violão com Luiz Carlos. Enquanto Lennon e McCartney garantiam o sucesso dos Rolling Stones dando pra eles "I Wanna Be Your Man" em 1965, Erasmo e Roberto presenteavam os amigos com sambinhas.

Varrendo os discos com canções deles, ligando os pontos, contando essa história, evitando os óbvios (vai atrás de "Coqueiro Verde" e "Maria, Carnaval e Cinzas"), compilei, play abaixo ou baixe AQUI, sambas compostos por Erasmo e/ou Roberto, em sua melhor época.



Os Sambas de Erasmo & Roberto 63-74

Roberto Carlos - É preciso ser assim (63)
Conjunto CBS - Menino do sertão (65)
Dina Lúcia - Matando a miséria a pau (65)
Jorge Eduardo & Banzo Trio - Timbó (65)
Golden Boys - Toque balanço, moço! (65)
Luiz Carlos - Samba na palma da mão (65)
Lafayette - O menino e a rosa (65)
Originais do Samba - Eu queria era ficar sambando (70)
Célia - A hora é essa (72)
Elza Soares - Rainha de roda (72)
Trio Mocotó - Samba da preguiça (73)
Wanderlea - Mané João (74)
Erasmo Carlos - Cachaça Mecânica (74)

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Of Life and Love and Coltrane



Mix de faixas em um plano astral elevado, feita pelo blog Black Classical mês passado, na efeméride da morte de John Coltrane. Duas horas de expressão radical e espiritualidade profunda. Se estiver preparado, baixe AQUI e segue o setlist abaixo. Senão, respira fundo, entra no clima e vai.

Dave Lee Jr: Evolution
Byard Lancaster: St. John
Pharaoh Sanders: Red, Black & Green
Alice Coltrane: Universal Consciousness
Ornette Coleman: Trouble in the East
Pharoah Sanders: Creator Has a Master Plan
Ornette Coleman: Trouble in the East
Michael White: Preytude
Marion Brown: Karintha
Alice Coltrane: Galaxy Around Satchidananda
Emil Richards and the Microtonal Blues Band: Journey To Bliss Part 3
Sarah Webster Fabio: De Niggerized Poem
Alice Coltrane: A Love Supreme
Albert Ayler: Change Has Come
Marion Brown: Karintha Part 2
Pharoah Sanders: To John
John Coltrane: A Love Supreme, Pt. 1 – Acknowledgment
Amiri Baraka: I Love Music
John Coltrane: A Love Supreme, Pt. 4 – Psalm
Bob Thiele Emergency: A Love Supreme
John Coltrane: Om
John Coltrane: Africa
John Coltrane: Olé
John Coltrane: Alabama
Don Cherry: North Brazilian Ceremonial Hymn
John Coltrane: Welcome
Muhal Richard Abrahams: How are you?
Don Cherry: Relativity suite part 1
Don Cherry: Manuscha Raga Kamboji
John Coltrane: Om outro
John Coltrane: Spritual
Clifford Jordan: John Coltrane
Kamau Daaood: Liberator of the Spirit (for John Coltrane)
John Coltrane: My Favorite Things
The Last Poets: Bird’s Word
Sarah Webster Fabio: Black Is
David Wertman Sun Ensemble: Oh John Love Trane
The Last Poets: In Search of Knowledge
Sarah Webster Fabio: Together to the Tune of Coltrane’s Equinox
Billy Gault: Mode for Trane
Heikki Samarto Ensemble: Duke and Trane
Archie Shepp: African Drums
Outro: Coltrane Interview Japan

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OUTRAS COISAS

O álbum Coisas, lançado em 1965 pela gravadora Forma, é a obra-prima de Moacir Santos. Mais: é obra-prima da música brasileira, do jazz, de sonoridades afro, de evoluções harmônicas, de sofisticações de arranjo, de beleza melódica e profundidade espiritual.

Com pouco mais de meia dúzia de álbuns lançados - se contarmos homenagens e tributos -, Moacir fez mesmo foi muito arranjo pra muita gente. De cantores de marchinhas a orquestras de baile, do que de mais moderno se fazia nos sambas-canções ao que de mais moderno se fazia na bossa nova, Moacir foi abençoando discos, músicas, instrumentistas, intérpretes.

Entre tudo que fez, um punhado de coisas já indicava a grandiosidade das Coisas e algumas outras continuaram no registro. Lembrando de passagens que ele me contou, ouvindo todos os discos com seu nome, caçando sua história, juntei dez faixas em ordem cronológica, pré e pós-Coisas, mas seguindo o espírito.



Play acima, baixe AQUI, faixa-a-faixa abaixo.



RAUL DE BARROS, Toselli no samba, 1950

Choro composto e arranjado por Moacir Santos, inspirado no compositor erudito italiano Enrico Toselli. Gravado em 1950 pelo trombonista Raul de Barros, em 78 rotações para a Odeon. A sofisticação do arranjo, a melodia com surdina, o naipe no contracanto, o solo de piano quase como um interlúdio já mostram quão avançadas eram as idéias de Moacir, desde sempre. Qualquer dúvida, só ouvir ao lado de qualquer disco de Duke Ellington de 1950.

HERBIE MANN e BADEN POWELL, Nanã, 1962

Levado por Baden, Moacir começou a freqüentar as reuniões de Bossa Nova, por exemplo no apartamento da Nara (aliás, sua aluna). Com seu clarinete a tiracolo, sua interpretação em duo com Baden de "Nanã" era dos momentos mais sublimes - Tom Jobim era um que costumava pedir bis atrás de bis. O mais próximo que chegamos de ouvir esse momento nunca registrado senão na memória dos presentes é com o Baden mandando ver em duo com Herbie Mann, gravado em fins de 62, quando o flautista veio checar a bossa in loco.

BADEN POWELL e JIMMY PRATT, Coisa Nº 1, 1962

No estúdio com Baden, que gravava seu disco com o baterista Jimmy Pratt, pra Elenco, Moacir teve que responder: qual o nome dessas músicas novas? São obras, são opus, são Coisas. A número um, depois imponente penúltima faixa do lado B do primeiro elepê do Moacir, aqui debuta em versão com o vocal não-creditado de Moacir (e Alaíde Costa) e balanço afro acentuado.

SÉRGIO MENDES & BOSSA RIO, Coisa Nº 2, 1964

Para o ambicioso disco de samba-jazz do sexteto Bossa Rio, de Sérgio Mendes, foram convocados para levar composições e criar arranjos os então e até hoje melhores dos melhores, Tom Jobim e Moacir Santos. Antecipando um dos melhores momentos do seu álbum na Forma no ano seguinte, a ultra-sofisticada e altamente jazzística Coisa dois.

EDISON MACHADO, Menino travesso, 1964

Em 1958 Vinicius levou Moacir para instrumentar e reger disco de Elizeth Cardoso cantando canções do poeta em parceria com Baden, Vadico, Moacir Santos. Duas delas recuperadas por Edison Machado quando foi gravar seu clássico samba-jazz "É Samba Novo", em 1964, Moacir junto para criar arranjos. Essa "Menino travesso", aqui em versão frevo-choro à Art Blakey do combo do Edison.

LUIZ CLAUDIO, Coisa Nº 10, 1966

Uma das melodias mais marcantes do Moacir, logo faixa dois no Coisas, aqui em versão cantada em scat por Luiz Claudio. A breve melodia do trompete que abre o original aqui é substituída pelo piano, e o groove do balanço orquestral aqui vem só com violão suingado, bateria marcada e piano econômico. Moacir ajuda a cantarolar a melodia só pra deixar mais bonito.

LUIS GASCA, Coisa Nº 2, 1969

Outra leitura da melodia mais sugestiva de Moacir, pelo trompetista de hard bop tex mex futurista Luis Gasca, de um disco acompanhado de Joe Henderson, Hubert Laws, Mongo Santamaria, Chuck Rainey, Bernard Purdie, Herbie Hancock. Tão ricas e particulares as melodias e harmonias do Moacir que, por mais abstrato o approach, suas composições se provam não só perenes como universais.

AIRTO, Jequié, 1972

Faixa bônus do disco de 72 do Airto, Free, com Chick Corea, Keith Jarrett, George Benson, Stanley Clarke, Ron Carter, Hubert Laws, Joe Farrell. Composição lançada na época do Coisas ou pouco depois (já no disco do Luiz Claudio), parente das coisas mas mais crua, quase barroca. Flauta inteligente, bateria viva, percussão original do Airto, piano nervoso: de gênios elevados a gênio elevados, tudo em casa.

HORACE SILVER, Kathy, 1972

"Horácio Silva", como o chamava Moacir, foi não só uma das maiores influências pra toda a turma do samba-jazz - Donato e Sérgio Mendes em especial, por exemplo -, foi O cara que fez a ponte entre Moacir e a Blue Note - que o assinou só pela indicação de Horace. No mesmo ano em que Moacir lançava seu primeiro disco pela Blue Note, The Maestro, Silver lançava das composições mais bonitas de Moacir, que ele próprio gravaria (cantando, com letra) em 1974. Horace Silver andava moderno e com todo um groove, aqui em quarteto com baixo elétrico e a melodia levada pelo vibrafone.

MOACIR SANTOS, Coisa Nº 6, 1968/1978

Três anos depois do Coisas, 68, Moacir revisitou a de número seis em gravação para o que seria seu primeiro disco americano - no fim lançada dez anos depois no quarto, Opus 3 No.1, pela gravadora Discovery. Só pra atualizar o balanço: de afro-Brasil pesado e rústico a um groove lapidado, tão elasticamente soul-jazz quanto melodicamente afro-cubano.

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Olé, Mix



Grooves de piano elétrico e flauta, improvisos de trombone e sax, órgão nervoso, vibrafone com auá, escaleta futurista e synths vintage. Em discotecagem fonomecânica, todo domingo, Olé. Para levar no conforto do fone de ouvido, só baixar aqui. Ouvir já, play abaixo.



Zé Rodrix - Receita de Bolo 1973
Donato/Deodato - Where's JD? 1972
Mulatu - Munaye 1972
Bobbi Humphrey - Jasper Country Man 1973
Weldon Irvine - Homey 1972
Yusef Lateef - Jungle Plum 1972
Johnny Hammond - The Prophet 1972
Little Richard - Nuki Suki 1972
Clarence Wheeler - Broasted or Fried 1971
Henry Franklin - Plastic Creek Stomp 1971
Marvin Gaye - 'T' Plays It Cool 1972

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Seleção Brasileira VENENO soundsystem



Toda noite de quarta, no Astronete, o mundo passa algumas horas girando diferente. Caixas e picapes são ligadas, as luzes vermelhas se acendem e tudo começa a rodar em 33 ou 45 rotações por minuto.

Três anos de festa, um ano e meio direto no embalo semanal, o Baile VENENO agora vai em temporada outono/inverno, com especial seleção brasileira e mixtape nova.

Na festa, essa quarta, auxílio de primeira grandeza de Rodrigo Brandão como DJ convidado. A mixtape, na nossa mão, só colar e trocar idéia - é de presente.

A HORA É ESSA: do afro ao boogie, pelos sambas e pegadas setentistas. Mixado ao vivo por Peba Tropikal, Mauricio Fleury e Ronaldo Evangelista em junho de 2010, 100% vinil. Play abaixo, download aqui.



Georgette - Kiriê (Tapecar, s/ano)
Os Tincoãs - Atabaque Chora (RCA Victor, 1977)
MPB-4 - Agiboré (Philips, 1972)
Planet Hemp - Nêga do Cabelo Duro (White Label, 1997)
Elizeth Cardoso - Eu Bebo Sim (Copacabana 7", 1973)
Airto - Circo Marimbondo (Arista, 1976)
Célia - A Hora é Essa (Continental, 1972)
João Donato - A Rã (Odeon 7", 1974)
Elza Soares - Rainha de Roda (Som Livre, 1972)
Os Originais do Samba - Falador Passa Mal (RCA Victor, 1973)
Lemos & Debétio - Morro do Barraco Sem Água (Arena, 1974)
Jorge Mautner - Matemática do Desejo (Phillips, 1974)
Wanderléa - Quero Ser Locomotiva (Polydor, 1972)
Luiz Melodia - Prá Aquietá (Philips, 1973)
Ney Matogrosso - Trepa no Coqueiro (Continental, 1976)
Jorginho Telles - Superbacana (Copacabana, 1971)
Ed Maciel - Não Há Dinheiro Que Pague (London, 1969)
Paulo Diniz - Vou Explodir de Felicidade (Beverly, 1970)
Marcos Valle - Mentira (Odeon, 1973)
Arnaud Rodrigues - O Dia em que o Diabo Roubou o Bar do Português (RCA Victor, 1976)
Cassiano - Central do Brasil (Polydor, 1976)
Tony Blue - Bicho Ruim (Continental 7", 1980)
Ronaldo Resedá - Tudo Bem (Som Livre, 1979)
Tony Bizarro - Ganhei Você (Elektra 7", 1984)
União Black - Been So Long (Commonfolk 12", 2005)
Almir Ricardi - São Paulo High Society (RGE, 1984)
Black Junior's - Hey Disc-Jockey (Young, 1984)

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Deep End



Muito preza essa mix nova do Gilles Peterson, cheia de de jazz espirituais e grooves impecáveis. Dá o play e uma olhada nas músicas, só coisa muito escavada e muito, muito boa. Fonte inesgotável: o mundo é sempre muito maior do que você pode imaginar.



01 - max roach - motherless child (atlantic)
02 - leroy vinegar - doing that thing (joy)
03 - stanley cowell - travelling man (arista)
04 - mary lou williams - free spirits (steeplechase)
05 - music inc - wilpan's walk (strata east)
06 - bobby jackson - paul's akr (ninth note)
07 - dewey redman - for eldon (freedom)
08 - shintaro quartet - sweet and sour sound (streetnoise)
09 - mtume - yebo (third street)
10 - roy ayers - hey uh- what you say come on (polydor)
11 - ken mcIntyre sextet - miss priss (steeplechase)
12 - trindade - capoeira (tapecar)
13 - cheik tidiane fall - black snow (freebird)
14 - chico freeman - crossing the sudan (contemporary)
15 - christian vander - colchique dans les pres (palm)
16 - takeo moriyama - watarase (denon)
17 - earl and carl grubbs - two wives (muse)

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IMPROVISO



IMPROVISO /
modern jazz and heavy samba from são paulo and rio de janeiro 1964-1966



Manfredo Fest Trio - Canto de Ossanha
(Baden Powell / Vinicius de Moraes)
from Alma Brasileira (RGE), 1966
Manfredo Fest (piano, arrangement) Mathias Mattos (bass) Heitor Guy (drums)
Os Cobras - Uganda
(Orlandivo / Roberto Jorge)
from O LP (RCA), 1964
Milton Banana (drums) José Carlos Zezinho Alves (bass) Tenório Jr (piano) Cipó (tenor sax, arrangement) Aurino Ferreira (baritone sax) Jorginho (alto sax) Hamilton Cruz (piston) Raulzinho (trombone)
Sambalanço Trio - Homenagem a Clifford Brown
(Dorimar)
from Sambalanço Trio (Audio Fidelity), 1964
Cesar Camargo Mariano (piano) Humberto Clayber (bass) Airto Moreira (drums)
Meirelles e os Copa 5 - Solitude
(J.T. Meirelles)
from O Som (Philips), 1964
J.T. Meirelles (tenor sax) Pedro Paulo (trumpet) Luiz Carlos Vinhas (piano) Manoel Gusmão (bass) Dom Um Romão (drums)
Edison Machado - Tristeza Vai Embora
(Baden Powell / Mario Telles)
from Edison Machado é Samba Novo (CBS), 1964
Edison Machado (drums) Tenorio Jr. (piano) Sebastiao Neto (bass) Pedro Paulo (trumpet) Paulo Moura (sax alto) J.T. Meirelles (sax tenor) Ed Maciel (trombone) Raul de Souza (valve trombone)
Tempo Trio - Tudo de Você
(Marcos Valle / Paulo Sergio Valle)
from Tempo Trio (London), 1965
Helvius Vilela (piano) Paulo Horta (bass) Paschoal Meirelles (drums)
Zumba Cinco - Zumba Tema
(Mauricio Tapajós)
from Zumba Cinco (Musidisc), 1965
Ernesto Ribeiro Gonçalves (guitar, arrangement) Fernando Maxnuk (vibraphone) Ivan Botticelli (piano) Annibal Ribeiro Gonçalves (bass) Antonio Carlos Leite (drums)
Sansa Trio - Sansa
(José Briamonte)
from Sansa Trio (Som/Maior), 1965
José Briamonte (piano, arrangement) José Ordoñez (bass) Lauro Bonilha (drums)
Dom Um Romão - África
(Waltel Branco)
from Dom Um (Philips), 1964
Waltel Branco (arrangement) Dom Um Romão (drums) Toninho Oliveira or Chaim Lewak (piano) Manoel Gusmão (bass) J.T. Meirelles (alto sax, solo) Jorginho (alto sax) Pedro Paulo, Maurílio, Hamilton e Formiga (trumpets) Edson Maciel, Edmundo Maciel, Norato, Macaxeira (trombones) Paulo Moura, Cipó, Zé Bodega, Sandoval, Juarez, Bijou, K-Ximbinho (tenor sax); Aurino Ferreira (baritone sax) Rubens Bassini, Jorge Arena (percussion) unidentified guitar.
Trio 3D - Berimbau
(Baden Powell / Vinicius de Moraes)
from Tema 3D (RCA), 1964
Antonio Adolfo (piano, arrangement) Cacho Pomar (bass) Dom Um Romão (drums)
Victor Assis Brasil - Simplesmente
(Edison Lobo)
from Desenhos (Forma), 1966
Victor Assis Brasil (alto sax) Tenório Jr (piano) Edison Lobo (bass) Chico Batera (drums)
Sergio Mendes & Bossa Rio - Primitivo
(Sérgio Mendes)
from Você Ainda Não Ouviu Nada! (Philips), 1964
Sergio Mendes (piano) Sebastião Neto (bass) Edison Machado (drums) Aurino Ferreira (tenor sax) Edson Maciel (slide trombone) Raul de Souza (valve trombone)
Bossa Três - Imprevisto
(Luiz Carlos Vinhas)
from Bossa Três Em Forma (Forma), 1965
Luiz Carlos Vinhas (piano) Tião Neto (bass) Edison Machado (drums)
Sete de Ouros - Balanço do Coração
(José Marinho)
from Impacto (Polydor), 1964
José Marinho (piano, arrangement) Vidal (bass) Papão (drums) Cipó (tenor sax) K-Ximbinho (alto sax) Gennaldo (baritone sax) Ed Maciel (trombone) Julinho (piston)
Tenório Jr - Fim de Semana em Eldorado
(Johnny Alf)
from Embalo (RGE), 1964
Tenório Jr (piano) Zezinho Alves (bass) Milton Banana (drums)
Salvador Trio - Eu Compro Essa Mulher
(Erlon Chaves / David Nasser)
from Salvador Trio (Mocambo), 1966
Dom Salvador (organ) Sergio Barroso Neto (bass) Edison Machado (drums) Gaya (string arrangement)
Conjunto Som 4 - Samba Novo
(Durval Ferreira / Newton Chaves)
from Conjunto Som 4 (Continental), 1964
Hermeto Pascoal (piano, flute) Papudinho (trumpet) Azeitona (bass) Edilson (drums)
Sete de Ouros - Meu Pranto
(Baden Powell / Mario Telles)
from Impacto (Polydor), 1964
Myrzo Barroso (crooner) José Marinho (piano) Vidal (bass) Papão (drums) Cipó (tenor sax) K-Ximbinho (alto sax) Gennaldo (baritone sax) Ed Maciel (trombone) Julinho (piston)

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segura que é agora que eu quero ver



Vou contar piada velha e pra me agradar vocês vão ter que rir: mix nova, alto nível, brasa 70, rhodes samba, harmonias vocais, gafieira moderna, charme black, malandragem romântica, jogo aberto, sou mais eu. Play logo abaixo ou baixe AQUI.



VOU SER GENIAL:

Originais do Samba, Enlouqueci 1969
Odair Cabeça de Poeta & Grupo Capote, Vamos abrir o jogo 1978
Rubinho e Mauro Assunção, Os Olhos, 1972
Nelson Angelo & Joyce, Tiro Cruzado, 1972
Burnier & Cartier, Só tem lugar pra você, 1974
Cravo & Canela, Loteca, 1977
Claudio Jorge, Trem da Central, 1980
Sergio Mendes & Brazil 77', Emoriô, 1976
Ana Mazzotti, Eu sou mais eu, 1974
Johnny Alf, Olhaí, 1978
Assim Assado, Viva Crioula, 1974
Tania Maria, Fio Maravilha, 1975
Marku, Deixa Comigo, 1976
Marcia Maria, Gandaia, 1978
Carlos Dafé, Acorda que eu quero ver, 1978
Azimüth, Zombie, 1975

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Arthur Verocai, a mix by DJ Nuts



Nuts, maior conhecedor vivo da obra do Arthur Verocai (que aliás fez o cover spread e me deu altas dicas na matéria que fiz pra Wax Poetics), tirou o tempo e fez uma mix, 77 minutos só de músicas com arranjos e/ou composições do maestro. Cavou fundo e mixou com perfeição, o flow correndo com Célia, Johnny Alf, Anamaria e Mauricio, Tim Maia, Gal Costa, Erasmo Carlos, Jorge Ben, Luiz Melodia - só pra não sair da ponta do iceberg. A capa, outtake sensacional da sessão de fotos pra capa do Fernando Bergamaschi, lembro de ver no negativo na casa do Verocai.

Baixe e mais info aqui; ouvir, no play abaixo:



O tracklisting, thanks Soul Strut.

(0:00) Intro - MF Doom/Egon a presenta Arthur Verocai
(0:48) Elis Regina - Um Novo Rumo
(2:33) Beth Carvalho - Domingo Antigo
(3:10) Leny Andrade - Olhando O Mar
(5:18) Magda - Madrugada
(6:40) Quarteto 004 - Saudade Demais
(9:00) Milton Banana Trio - Um Novo Rumo
(10:51) Taiguara - Um Novo Rumo
(12:39) Werther - Catavento
(14.44) Maysa - Catavento
(16:32) Eduardo Conde - Minha Estrada
(18:19) Golden Boys - A Menina E A Fonte
(20:50) Celia - No Clarão Da Lua Cheia
(21:55) Erasmo Carlos - Cica Cecilla
(23:19) Ivan Lins - Tanaue ou Se um indio fosse consumido pela civilização moderna
(23:41) Ana Maria E Mauricio - Mandato
(24:54) Ana Maria E Mauricio - Marina Eu Vou
(26:00) Ana Maria E Mauricio - Eu Quero Ver
(27:08) Reginaldo Bessa - Voce Vai Ter Que Me Aturar
(29:09) Fabio - Bloco dos Naufragos
(29:42) Jorge Ben - Porque E Proibido Pisar Na Grama
(31:58) Arnaud Rodrigues - Conscacha Fimara (Magnifico)
(33:19) Luiz Melodia - Pra Aquietar
(34:09) Gal Costa - Pontos De Luz
(35:56) Quinteto Ternura - Baby
(36:31) Burnier & Cartier - Europanema
(37:47) Ivan Lins - Deixa Eu Dizer
(39:24) Lucinha Lins - Esse Passaro Chamado Tempo
(41:43) Johnny Alf - Um Gosto De Fim
(44:04) Leny Andrade - Nao Tem Perdao
(45:48) Tim Maia - The Dance Is Over
(48:05) Paulinho e Dorinha - Vivencias
(49:31) Paulinho Tapajos - Clara
(50:48) Som Imaginario - Armina (Vinheta 3)
(51:33) Marlene - Beco Do Mota
(53:40) Ana Lucia - Anuncio
(55:10) MPB 4 - Quem Vem De La
(56:45) Celia - Na Boca Do Sol
(58:54) Arthur Verocai - Cabolco
(1:01:28) Ivan Lins - Deixa O Trem Seguir
(1:03:11) O Terco - Imagem
(1:05:52) Karma - Blusa De Linho
(1:07:08) Karma - Depois Do Portao
(1:10:07) ? - Catavento
(1:12:35) Feliz Anniversario Nuts; Arthur Verocai - Flying To LA.

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VitrolaMixtapes: Blubell



Você já viu a Blubell cantando? Tenho certeza que levou um susto quando viu aquela figura pequena e discreta com uma voz tão forte e segura. Mas o brilhantismo interpretativo não é a única coisa impressionante em Blubell: as músicas que escolhe cantar, as que escreve, os músicos com quem toca e as versões que criam são peças-chave na construção do seu universo. Não à tôa, talvez seu trabalho mais interessante seja com o quarteto À Deriva, de jazz de gente grande. O lado mais roqueiro também vai longe com suas músicas em série da MTV e banda com Pedro Baby. Toda essa mistura consciente de referências de bom gosto deixou curioso: quais as influêncas e paixões da Blubell? Pois aqui está, mixtape especial para nós, dez faixas escolhidas por ela, juntando de Anita O'Day e Caetano Veloso a'Os Mulheres Negras e Raveonettes, de Elvis e Elis a Marvelettes e Tim Maia. Aquele máximo de sofisticação jazzística, mas com pegada, groove, senso de humor e anarquia roqueira. Tipo ela.

Ficou assim:

01 Anita O'Day - Let's Face the Music and Dance
02 Os Mulheres Negras - Feridas
03 The Marvelettes - Danger Heartbreak Dead Ahead
04 Madonna & Prince - Love Song
05 Ablo te Pablo Mi - Triste com astral
06 Caetano Veloso - A little more blue
07 Elvis Presley - Kiss Me Quick
08 The Raveonettes - Love in a Trashcan
09 Tim Maia - Sofre
10 Elis Regina - Cabaré


baixe AQUI

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Donato 60/75



Apresentando DONATO 60/75, seleta de músicas do João Donato acompanhando os caminhos incríveis pelo qual ele seguiu a música: tocando trombone em disco genérico de dança, piano com orquestra latina, órgão com combo latin jazz, triozinho bossa nova, piano elétrico em seus discos mais legais, teclados vanguarda nos discos psicodélicos, vocalzinho com o Sérgio Mendes - e distribuindo canção a todo mundo. A coleta traz só composições do Donato e com participação dele entre 1960 e 1975, quase ano a ano, uma faixa de cada de discos seus e de Mongo Santamaria, Cal Tjader, Tito Puente, Bud Shank, Gal Costa, Nana Caymmi, Sérgio Mendes, só as melhores e só fugindo do óbvio. Em comum a todas, Donato soando sempre Donato, com suas melodias brincando com os instrumentos e canções, tocando só o suficiente e dizendo muito.



01 João Donato e seu Conjunto - Mambinho (1960)
02 Mongo Santamaria - Sabor (1962)
03 Tito Puente & His Orchestra - Sambaroco (1962)
04 Donato e Seu Trio - Jodel (1962)
05 Donato e Seu Trio - Sambongo (1963)
06 João Donato - It didn't end (1965)
07 Bud Shank - Sausalito (1966)
08 Sergio Mendes & Brasil '66 - The Frog (1968)
09 Cal Tjader - Warm song (1968)
10 Cal Tjader - Amazon (1968)
11 João Donato - Cadê Jodel? (1970)
12 João Donato e Eumir Deodato - Batuque (1972)
13 João Donato - Terremoto (1973)
14 Nana Caymmi - Ahiê (1973)
15 Gal Costa - Até quem sabe (1974)
16 João Donato - Deixei recado (1975)

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musicvision



Simples, genial, estáile e massa de ver e ouvir esse filme do Guillaume Delaperriere, ao mesmo tempo mixtape, garimpo, audição comentada e compilação de influências dos old new frenchies do Phoenix. Os discos vão sendo escolhidos, vindo da estante, girando na picape, os comentários são ótimos e a seleção é sensacional. Se liga, já abre com uma maravilhosa do Curtis e ainda passeia por Gainsbourg, John Carpenter, Gil Scott-Heron com Brian Jackson, Iggy Pop com James Williamson, Al Green, Beach Boys.

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total space



mixtape nova, afrofunks espaciais, aqueles grooves, pianos elétricos, flautas, breaks e improvisos. dedicada a curumin, lurdez da luz, emicida, mauricio fleury, marcelo jeneci, rica amabis, bocato, soul dubs, waltinho abud, joão ciriaco, biancamaria binazzi, ramiro zwetsch, rodrigo nuts, bruno morais, tom noble, céu, alcy, brian cross.
salve.

e se chegar no Baile de Goodbye 2009 hoje leva uma cópia.



lumumba - twoo boe
rolf kühn - miss maggie
hysear don walker - children of the night
bobby hutcherson e harold land - ummh
william fischer - gurea da
oliver nelson - skull session
the awakening - slinky
weldon irvine jr - we getting down
roy ayers - searching
yusef lateef - african song
mulatu astatke - mascaram setaba

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Is anyone listening?



Herbie Hancock, Donato, Ju-Par, George Freeman, Les McCann, Bernard Purdie, Erasmo, Gil Scott-Heron. Só música preza, achados e re-achados, puro groove, solos e synths, scats e rhodes, piano e sax, 30 segundos a nove minutos, duas vocais pra não chamar de instrumental, de afro a jazz, funk a trilha, maior head trip, música de verdade. Se não gostar, seu dinheiro de volta. Se identificar uma, estrelinha no boletim. Se quiser saber alguma, só dar o toque.

Se quiser ganhar cópia física, veneno.

Ouça no play:

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