RONALDOEVANGELISTA


Programa Compacto: Balanço


Mateus Aleluia e Thalma de Freitas - "Cordeiro de Nanã"


Karina Buhr e Teresa Cristina - "Vagalume"


Tulipa Ruiz e Tomaz Alves - "Ele leu"


Siba e Fernando Catatau - "Alados"


Lurdez da Luz e Kiko Dinucci - "Ziriguidum"


Gabi Amarantos e Catarina de Jah - "Tô solteira"


Burro Morto e Curumin - "Kalakuta"

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PROGRAMA COMPACTO

O novo está a cada esquina, mas não está em toda esquina. Às vezes não está nem na esquina, mas em uma casa de vila no meio da quadra. Às vezes nem quadra, mas uma praia no Ceará, a Zona da Mata em Recife ou o subúrbio de São Paulo. Afinal, todo mundo sabe que ainda não inventaram nada de novo sob o Sol desde que inventaram tudo, mas são infinitas as maneiras de ver, entender, criar e dividir, e a cada momento alguém está aprendendo e mostrando, a cada esquina. Novo é tudo, mas nem tudo é novo.

Antes de movimentos e manifestos, sem restrições ou limitações estéticas ou conceituais, vem a criação, individual e coletiva. Rico é o encontro. Entre o que há em comum e o que está distante, estão as idéias próprias. Entre as culturas e intenções distintas e os destinos e caminhos próximos, convergem os pensamentos mais legais. O natural mora no detalhe e o que vale ser dito não é o que se repete, mas o que guardamos para aquele papo especial. Importante é o espontâneo. Como ouvir uma história contada como resposta àquela pergunta que você sempre quis fazer, lida de uma carta escolhida ao acaso.

Por trás das cartas, o encontro: um de cada lado, contando e ouvindo histórias, perguntando e respondendo. Não só em questões ou palavras, mas na troca de idéias musicais. Canção de um, canção de outro, como os dois lados de um compacto - o melhor formato para conhecer coisas novas desde que o disco foi inventado. O novo não expira, não tem data de validade e não se define. Ele surge quando e como precisa surgir, onde quer que seja, espontaneamente e como que ao acaso, pronto para mostrar algo que agora até parece que você já sabia. Só prestar atenção. Ele está a cada esquina, mas não em toda esquina.


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http://oglobo.globo.com/cultura/mat/2010/06/29/petrobras-investe-em-musica-lancando-projeto-compacto-em-site-twitter-youtube-917012895.asp
http://patriciapalumbo.com/2010/08/23/o-vagalume-de-teresa-e-karina/
http://blogdoxote.blogspot.com/2010/08/rio-recife_1136.html
http://roncaronca1.tempsite.ws/site/2010/08/23/maezinha-como-faco-pra-tocar-vagalume-amanha/
http://fubap.org/churrascogrego/2010/07/05/compacto/
http://www.meiodesligado.com/2010/06/o-compacto-da-petrobras.html
http://screamyell.com.br/blog/2010/06/23/siba-e-cidadao-instigado-no-compacto-1/
http://baladadolouco.wordpress.com/2010/06/24/siba-catatau-compacto-e-tulipa-ah-tulipa/
http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/a-nova-musica-popular-brasileira
http://oglobo.globo.com/blogs/jamari/posts/2010/06/23/petrobras-lanca-videocast-compacto-com-siba-catatau-302535.asp
http://dafnesouzasampaio.blogspot.com/2010/07/isso-mesmo-gaby-amarantos-catarina-dee.html
http://www.revistaogrito.com/page/blog/2010/07/09/gabi-amarantos-e-catarina-dee-jah-cantam-juntas-versao-de-beyonce/
http://www.oesquema.com.br/trabalhosujo/2010/07/09/siba-cidadao-instigado.htm
http://www.oesquema.com.br/trabalhosujo/2010/07/09/gaby-amarantos-catarina-dee-jah.htm
http://penduradoparasecar.blogspot.com/2010/07/siba-catatau-compacto.html
http://produtorindependente.blogspot.com/2010/07/petrobras-lanca-videocast-de-cultura.html
http://musicadepai.blogspot.com/2010/07/compacto-siba-e-catatau.html

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Para muito além do retorno tangível, tive muitas oportunidades de realizar ou participar da realização de coisas legais na minha breve mas nem tanto vida profissional. A mais recente foi o Programa Compacto, realizado pela produtora Colmeia, com patrocínio da Petrobras, acima melhores momentos, comentários por aí e o texto de apresentação que escrevi quando da estreia.

Eu e o diretor Artur Louback criamos e conceituamos o programa no começo de 2010, na sequência produzindo e encaminhando com a sensacional equipe de Devecz na edição, Braga na câmera, Cláudia na produção, Buguinha no som, citando poucos de uma equipe enorme.

Originalmente concebido como um projeto autoral, o Programa Compacto decide-se agora por um caminho mais institucional, decisões empresariais, valores de marca, prefiro ficar à parte. Minha participação ativa foi nos sete primeiros episódios e alguns bons momentos ainda por vir.

Pedi pra retirar meu nome dos créditos a partir de agora, resumindo minha curadoria à primeira metade da primeira temporada. Não foi pouco: momentos sublimes para a vida, um punhado de vídeos de alta qualidade, músicas maravilhosas e encontros incríveis - em especial o de Mateus Aleluia com Thalma de Freitas, magia.

Sorte ao Compacto, sorte à música. Rico é o encontro.

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meu cantar vibram as forças que sustentam meu viver



Momento mais bonito do programa Compacto e dos momentos mais bonitos da vida: Mateus Aleluia veio de Cachoeira com a filha princesa angolana Fabiana e centenas de anos de tradição e história e beleza, Thalma foi com o coração, o talento natural e o pai, maestro Laércio de Freitas. O encontro sublime, em "Cordeiro de Nanã", play acima. Papo, por aqui.

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COMPACTO/ Siba e Fernando Catatau




Já viu o Compacto, programa novo de encontros de gente legal para papo e música? Dirigido pelo Artur Louback, com curadoria minha, produção da Colmeia e patrocínio da Petrobras, é uma espécie de continuação do Na Sala do Tatá, com intenções mais amplas: caçando o novo pelo Brasil e pelos estilos, revelando histórias de vida e música, juntando maneiras diferentes mas iguais de criar.

No programa de estréia, duas figuras das mais ifluentes e particulares, que inventam universos ao redor de si e criam obras radicalmente próprias e universalmente belas, Siba e Fernando Catatau, comentam altas relações, lembranças, lugares, influências, semelhanças e diferenças, ainda com Siba cantando Catatau e Cidadão tocando Fuloresta.

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Estúdio A






Finzinho de 2008, me juntei ao pessoal da YB para bolar projetos legais para comemorar os dez anos da gravadora em 2009 e sintonizar as pessoas nos incríveis lançamentos recentes deles. Nessa onda, entre várias ações, criei com eles a roda de debates Think Tank, expandi os canais de comunicação do selo com blog, twitter, flickr, vimeo, formatei lançamentos de arquivos da gravadora em CDs promos, encorajei a volta do Nouvelle pra uma semana de shows do selo (no MIS e no Auditório Ibirapuera) e, mais legal de tudo, inventei a idéia do Estúdio A: aproveitar o sensacional estúdio principal da gravadora para registrar em som e imagem gravações luxuosas de novos artistas ou novidades dos artistas da casa.

Mais que vídeos: singles virtuais, possibilitando gravações das melhores inéditas dos melhores novos e apontando pra um futuro possível da gravadora, além dos dez anos passados e dos tantos lançamentos bons de 2009. Canal de produção preza pra galera nova, contato direto com novos caminhos pra gravadora. Assim, fizemos um piloto com Juliana R e deixei a lista de sugestões dos novos artistas mais legais: Tulipa Ruiz, Marcelo Jeneci, Blubell com o À Deriva, Bárbara Eugênia, além de encorajar Lulina a registrar duas novas e Bruno Morais a mostrar as versões de Lulina e Romulo que andava cantando.

Passo seguinte Marcelo Souza e Ding Musa transformaram minha idéia em vídeos lindos e aquilo tudo foi virando um mosaico de histórias, pessoas, relações, cena, partindo da YB pra chegar na galera e mostrar elegantemente o que todos fazem melhor: música. Certeza que logo menos vemos todo o material captado e captando-se realizado em algum documentário, especial, DVD, site e tudo mais, e já e enquanto isso, num especial da MTV, hoje à noite, 19h45, reprise dia 29 às 19h.

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CONEXÕES na Olido, volume 2



04_NOV Lulina canta TOM ZÉ
11_NOV Bárbara Eugênia canta NEY MATOGROSSO e SECOS & MOLHADOS
18_NOV Bruno Morais canta NOVOS BAIANOS
25_NOV Duani canta TIM MAIA

com
A Banda dos Contentes:
Mauricio Fleury, Pedro Falcão, Demétrius Carvalho

Quartas de novembro, 19h
Galeria Olido / Vitrine da dança
Av. São João, 473 - CEP 01035-000
fone: 3331-8399 - Centro - São Paulo - SP
Gratuito

(Pôster lindo por Jana Pinho & Henry Kage.)

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Ano 10



Tudo vem convergir nesse fim de semana, pré-feriado, ponto áureo do ano: todo dia rola alguma coisa como parte das comemorações dos dez anos da YB, mais legal e importante gravadora em São Paulo hoje, de Curumin, Romulo Fróes, Nina Becker, Bruno Morais.

Amanhã, por exemplo, acontece no Auditório Ibirapuera show desses que não é a qualquer hora: Nouvelle. É a volta - pelos menos pra um show - da grande banda de jazz paulistana, Guga Stroeter no vibrafone, Luca Raele no clarinete, Mauricio Tagliari na guitarra, vários cantores convidados e aquele som sublime.

Hoje, no MIS, a Lulina faz show de lançamento do seu disco, Cristalina, todo brilhante.

E no domingo, no mesmo MIS, tem nova edição da conversa aberta sobre caminhos da música, Think Tank especial cinema nacional, com mediação d'eu mesmo. Logo depois, continuando cinematográfico, show-trilha do sensacional Frame Circus.

Aproveitando o fôlego, lá no MIS rola ainda a estréia do projeto Estúdio A, espécie de single para nossos tempos. Artistas entram no Estúdio A da gravadora e tocam uma faixa inédita, que depois a YB põe na rua em mp3 e vídeo da sessão. Na primeira temporada tem Tulipa Ruiz, Marcelo Jeneci, Blubell+À Deriva, Bruno Morais e Lulina. Além do piloto, com Juliana R. Massa demais.

*

Segue a programação inteira do que anda rolando com a YB por aqui.

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Amplitude Modulada



Boa parte de 2009 passei pela rua Cenno Sbrighi, Fundação Padre Anchieta, Rádio Cultura Am, desenvolvendo alguns projetos que começam a se realizar por agora em diante - como o novo site (tocado pelo ótimo Ricardo Tacioli, do Gafieiras et cetera) e a nova programação, que debutou hoje e revela algumas boas surpresas até o fim da semana. //

E como o programa Cultura Livre, ao vivo, diário, apresentado por Roberta Martinelli e com muito de si para gente nova que vale a pena, como Marcelo Jeneci, Tulipa Ruiz, Bruno Morais, Karina Buhr, Leo Cavalcanti, Blubell, Romulo Fróes, Projeto Coisa Fina, Bárbara Eugênia, Radiola Urbana e várias turmas.

Já sigo por novos projetos e só participo como ouvinte e amigo informal, mas boto fé que vai longe e legal.

A partir de hoje e todos os dias, 14h, nos 1200 kHz da amplitude modulada e por aqui.

(a foto eu peguei aqui.)

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Tulipa canta Gal na Olido, 15 de julho de 2009


Sete da noite, a banda se prepara para entrar no palco (bem, "palco")


O poder de Tulipa, Gal e Lulu: Lua de mel, segunda música e todo mundo já canta junto


Festa julina, Festa do interior, só alegria, ninguém matava, ninguém morria



De chorar de tão bonito, Tulipa contando e cantando Mãe, guitarras, salas, vento, chão


Show de luzes, pique e interpretação de um pequeno momento puro de amor Da maior importância


Os ônibus passam, as pessoas param, a Banda manda clima Stones setenta, Tulipa faz a sensacional Vaca Profana, mágica acontece


Quase oito no centro, quase última música, José Roberto levanta. Fala, mas o som ainda soa tão grande que mal se entende. Ou...? O amor é tão da cabeça aos pés que todos entendem a emoção e tamojunto. Um axé pra todos na banda, Go Lanny e a guitarra entra perfeita, a banda entra perfeita e Tulipa entra absolutamente perfeita, os arrepios coletivos aumentando a cada compasso de Dê um rolê. A última música é pra você. Eu sou. Eu sou. Eu sou. // Aplausos que não acabam mais, José Roberto não admite o anticlímax: convoca cada um da banda e lidera o valeu coletivo. Mais uma?


José Roberto não se agüenta: retoma seu discurso de amor, direto no microfone. A banda mais legal de São Paulo entra com a presença de espírito e faz a trilha acompanhante. O mudo canta e a noite fica um pouco mais especial.


Ame, tente, morra: baixam Lanny&Gal'70 em Gui e Tulipa e Love, Try and Die no bis


Segundo bis, explodia tanto amor nas trincheiras da alegria que José Roberto puxou até o trenzinho pra Festa do interior


Com broche novo no peito, José Roberto junta a galere pra sair bem na foto no tchau

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Todos os vídeos por Paulinho Favero. Projeções de Ciça Lucchesi e Fred Siewerdt, objetos de cena de Duane, som do Vitor Paranhos. Estrelando Tulipa Ruiz, Guilherme Held, Mauricio Fleury, Pedro Falcão, Demétrius Carvalho e grande elendo, com a participação especial de José Roberto.

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CONEXÕES na Olido



A cidade de São Paulo, especialmente nas regiões do Centro, Consolação e Augusta, sempre teve vocação para cenário de carreiras brilhantes e encontros e conexões entre artistas e estilos de todos os tipos, desde Eras de Ouro passadas até nesse exato momento, com intensa concentração de criatividade.

Além de servir de casa para artistas como Os Mutantes e da Vanguarda Paulistana, São Paulo funcionou brilhantemente como laboratório de ensaios e realizações para estilos como Jovem Guarda, Tropicália e Samba-Rock quando artistas como Roberto & Erasmo Carlos, Jorge Ben e os baianos Tom Zé, Caetano, Gal, Gil, entre muitos outros, circulavam, moravam, tocavam e criavam na área da cidade onde existiam lugares como os bares de música ao vivo Baiúca, Jogral, Juão Sebastião Bar, Djalma e Stardust - mais os estúdios da TV Record e vários teatros de TV, além de incontáveis restaurantes, clubes, teatros, boates.

Hoje, além das dezenas de bares e clubes e teatros que nascem e renascem pela área, o centro da cidade é ponto de encontro, moradia, criação e execução de idéias, entre artistas de todo o país e interessados nos mais diferentes e complementares estilos e abordagens musicais.

O projeto CONEXÕES, que acontece nas quartas de julho na Galeria Olido, com curadoria e concepção do jornalista Ronaldo Evangelista, promove o reencontro entre todos esses aspectos: dos novos artistas com suas inspirações não tão distantes, do centro de São Paulo com o que de mais criativo se faz na música brasileira, e do público, no centro, com um repertório bem guardado na memória, de artistas que fazem parte de todas nossas vidas, vistos sob a ótica da geração de hoje.

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Todas as quartas-feiras, sempre às 19h e GRATUITO.



Conexões na Olido
01_JULHO Tatá Aeroplano canta ROBERTO & ERASMO CARLOS
08_JULHO Karina Buhr canta RITA LEE
15_JULHO Tulipa Ruiz canta GAL COSTA
22_JULHO Leo Cavalcanti canta CAETANO&GIL

29_JULHO melhores momentos:
Tatá Aeroplano canta ROBERTO & ERASMO CARLOS
Karina Buhr canta RITA LEE
Tulipa Ruiz canta GAL COSTA
Leo Cavalcanti canta CAETANO&GIL

com
A Banda dos Contentes:
Mauricio Fleury (piano elétrico e direção musical);
Pedro Falcão (bateria) &
Demétrius Carvalho (contrabaixo acústico).



Quartas de julho, 19h
Galeria Olido / Vitrine da dança
Avenida São João 473 - CEP 01035-000
fone: 3331-8399 - Centro - São Paulo - SP
Gratuito

(fotos aqui.)

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Think Tank





Depois de tantas conversas aqui e ali com gente bem informada e opinada sobre os caminhos da música, resolvemos oficializar os tanques de pensamento: Mauricio Tagliari, André Bourgeois, Pena Schmidt, Juliano Polimeno e eu nos encontramos no Estúdio A da YB para conversar sobre discos, internet, gravadoras, distribuidoras, criatividade e os caminhos que a música faz do quarto do artista ao fone de ouvido de quem ouve.

Nosso primeiro encontro rendeu muitas boas idéias, algumas delas divididas nos três vídeos acima. Pode continuar desenvolvendo o raciocínio por aqui. Quem quiser participar assistindo ou comentando, pode escrever para o email ali em cima opinando à vontade. Não é todo dia e não cabe muita gente, mas todas as idéias legais entram na pauta.

Nossos heróis:

André Bourgeois tem grandes idéias e cuida de gente como Céu e Curumin nos States.

Juliano Polimeno está de olho em tudo e espalha com com naturalidade o som do Cérebro Eletrônico.

Mauricio Tagliari já foi artista e funcionário de majors e hoje toca a YB de forma artesanal.

Pena Schmidt já fez tudo e hoje vê e apoia gente de todos os tamanhos no Auditório Ibirapuera.

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Se você está acompanhando o urgente desmoronar e reconstruir de todas as maneiras de fazer, gravar, distribuir e ouvir música, vai curtir ler alguns textos recentes comentando a situação:

Na Wired, David Byrne faz as contas e detalha as possibilidades:

What is called the music business today, however, is not the business of producing music. At some point it became the business of selling CDs in plastic cases, and that business will soon be over. But that's not bad news for music, and it's certainly not bad news for musicians. Indeed, with all the ways to reach an audience, there have never been more opportunities for artists.
There is no one single way of doing business these days. There are, in fact, six viable models by my count. That variety is good for artists; it gives them more ways to get paid and make a living. And it's good for audiences, too, who will have more — and more interesting — music to listen to.


Em seu blog, Chris Anderson vai adiantando as idéias do Grátis e manda dar a música pra vender o show:

Music as a digital product enjoys near-zero costs of production and distribution--classic abundance economics. When costs are near zero, you might as well make the price zero, too, something thousands of bands have figured out.
Meanwhile, the one thing that you can't digitize and distribute with full fidelity is a live show.


No New York Times, Jon Pareles nota que o hype de blog anda cheio de prestígio, mas sem dinheiro no bolso:

It's a great moment for musicians who want to be heard and a difficult one for musicians who need to be paid.
In the 21st century it’s more important to draw listeners to a Myspace or iTunes or Emusic page than to find a limited-edition vinyl manufacturer, as in the ’80s. But one thing hasn’t changed: the overwhelming majority of musicians are going to survive by performing.
The bands lugging their amplifiers around the Lower East Side and Williamsburg were envisioning not arena audiences and big royalty checks but the congratulations of a new fan ortwo and the chance to be mentioned on a music blog. Their music can now spread worldwide instantaneously, but in the meantime, they have to make it to the next club gig.


No seu blog, Pena Schimdt fala a real das pequenas e grandes gravadoras:

Reembaralhando, ficamos assim. Um agente, que cuida da agenda e dos negócios do artista. Uma gravadora, que cada vez mais se parece com um parceiro na elaboração do produto disco, seu portfolio tambem para gerar outras receitas. Um artista balançando entre quem trará dindim ou prestigio. A internet como novo campo onde se desenrola o jogo. O dinheiro onde sempre esteve, no bolso do público.

Via Guardian, o homem de finanças Guy Hands preside a EMI com umas idéias ousadas:

Speaking after a meeting with staff to announce his intention to slash a third of the workforce, he also signalled an end to huge artist advances, suggesting that some acts should instead be paid salaries or a day rate while they work on their material.
He also proposed confining some bands to single track downloads over the internet rather than trying to force whole albums out of one or two hit wonders.
"We have got 14,000 artists and we cannot possibly provide a service to that number of artists, we need to be selective about who we provide that service to," he said. "It goes back to the old housewives' adage 'if a job's worth doing it's worth doing well'. We cannot be all things to all people."


Na Carta Capital, Pedro Alexandre Sanches vê o Chico Buarque numa "indie" e fala com os donos da Biscoito Fino e da DeckDisc:

"A crise do mercado musical, para nós, foi uma oportunidade. Sempre, em todas as crises, em qualquer área, as empresas estabelecidas tendem a sofrer mais, porque têm um custo alto para se reestruturar. Há uma perplexidade, que é o bom momento de outros entrarem leves, pensando em como se estabelecer num cenário de mudança", afirma [Kati Almeida Braga].
Volta João Augusto, da Deckdisc: "Totalmente bancadas por grupos financeiros, gravadoras como a Biscoito Fino, Trama e Indie não podem ser chamadas de independentes. Esse tema é sempre uma boa pauta para a imprensa, mas deveria ser aprofundado. Só assim uma contratação como a de Chico deixaria de ser apontada como uma pancada das 'indies' nas 'múltis' (se eu dirigisse uma multinacional, iria rir muito disso), para ser aceita como mais uma simples vitória do poder econômico".


Paul McCartney comenta sua saída da EMI:

"I think the majors at the moment, I'm not dissing them, but I don't think they really know what's going on," he said. "With the download culture, they are floundering a little bit."
He added: "I think I was right at that time because right after that EMI got sold, so I would have been in the middle of a sale situation.
"The other thing is, they've got so many people on their books -- like it or not, you're just one of them. It's not a great situation; you like to feel like you're among friends, so that was why I ended up going independent. And this time it's kind of even more indie."


Chris Martin não saiu, mas também opina:

"Being on a major label at the moment is like living in your grandparents' house. Everyone knows they need to move out, and they will eventually, but we kind of like our grandmother."

O Pareles calcula os lucros do álbum Ghosts I-IV, do NIN:

He released the album in March, making it available in multiple formats, from a bargain downloadable version for $5 to standard CDs and LPs to a luxury $300 limited-edition boxed set of CDs, vinyl, DVDs and artwork. (The 2,500 copies of that set sold out immediately, for a quick gross of $750,000, and now fetch $500 on eBay.)

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O design de Cesar Villela



Em setembro de 2004 fui convidado pelo amigo Farinha para fazer a curadoria da exposição O Design de Cesar Villela, no Sesc Vila Mariana, dentro da programação do Resfest daquele ano.

Conseqüência de um site que fiz na raça na minha juventude pra botar na roda uma discografia que havia levantado da gravadora Elenco - tão famosa por lançar os discos de estréia de Tom Jobim, Nara Leão e afins quanto pelo estiloso projeto visual criado por Cesar para o selo.

Com a generosa ajuda de amigos como Dui, Souza, seu Luiz, Daniel e Clá (lista completa, com todo o agradecimento do meu coração, aqui), reuni 96 capas (das mais de mil) feitas por Cesar entre os anos 50 e 70, para várias gravadoras: 24 da Elenco, 45 da Odeon, cinco da Imperial, três da Evento, duas da Quartin e duas da Drink, entre outras.

Abaixo, fotos da exposição, com a sensacional cenografia do Pier Balestrieri - note o tapete e postes vermelhos e os acrílicos com os discos.









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Nina Becker & Do Amor: Macarrão com Lingüiça e Pimentão



O show da Nina cantando Build Up, é claro, foi lindo. Ela até repetiu a dose em edição especial pros amigos cariocas, no sábado. Se você perdeu (ou se já tá com saudade), clica aí em cima e sente um gostinho de como foi massa.

(Vídeo feito pelo Matias.)

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Cedo & Sentado: Balanço

Depois de nove meses de Cedo & Sentado sob minha curadoria, essa é minha última semana por trás do projeto. Eu sigo daqui, com projetos novos que continuam tendo a ver com boa música nova, mas não necessariamente com shows (ou não só), e o Cedo segue de lá, sob a mesma programação dos shows principais.








O Cedo & Sentado era, até o começo do ano, um horário de shows um pouco mais cedo que a atração principal da noite e em um palco menor, que rolava às sextas e sábados no café do andar de cima do antigo Studio SP, na Vila Madalena. Quando aceitei o convite e assumi a curadoria, o projeto passou a cinco dias por semana (um deles, dedicado a uma nova galera do jazz) e, com a mudança pra Augusta, invadiu o palco principal e se tornou gratuito.










Entre fevereiro e outubro, foram mais de 100 shows, de mais de 50 artistas diferentes. Desde sempre dedicado a novos artistas e projetos especiais, o Cedo foi a oportunidade ideal para oferecer espaço para os cantores e bandas mais interessantes, de todos os estilos, que vi surgindo e crescendo enquanto escrevia sobre música brasileira, jazz e música pop, especialmente pra Folha.






Entre os que mais me encheram de orgulho, entre tantos também legaizíssimos, tocaram no Cedo & Sentado:

Mallu Magalhães



Beto Villares


Lulina


Junior Boca (com Marcelo Cabral e Mauricio Takara)


Tulipa Ruiz


Le Rock Démodé


Monique Maion


Marcelo Jeneci


Projeto Coisa Fina


Silvia Machete


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Entre tantos outros.

E isso é só o começo.

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Precisamos de canções e amigos



Em 1970 Rita Lee, então ainda membro dos Mutantes, gravou seu primeiro disco solo: Build Up. Com produção do Arnaldo Baptista, arranjos de orquestra do Rogério Duprat, guitarra do Lanny Gordin e um punhado de canções que balançavam entre a ingenuidade marota dos Mutantes e impulsos de uma jovem Rita virando mulher e artista, o disco é o favorito da Rita de muitas pessoas de bom gosto, tipo eu. E tipo a Nina Becker. Quando descobri que ela era a maior fã do mundo do disco, a convidei na hora: que tal fazer um show especial tocando o álbum inteiro no Cedo & Sentado? Ela se animou e pronto: quarta que vem, dia 29, de graça, Nina Becker cantando o Build Up, acompanhada do Do Amor. Demais, hein?

Pra ir esquentando, fiz cinco perguntas pra Nina sobre o disco:

O que o Build Up tem de especial?

Tem tudo o que eu gosto junto: cordas, metais, guitarras com efeitos, tango, deboche, coisas lindas e profundas, coisas quase debilóides geniais, como a música cuja letra é uma receita de macarrão à bolonhesa, tem a Rita, que é linda e está cantando de um jeito diferente, o Lanny Gordin, o Rogério Duprat, tem enigmas de mixagem... são muitos itens especiais! Por isso não vou me estender demais.

Você se lembra da primeira vez que ouviu o disco? Foi amor à primeira audição?

Ouvi tanto e desde tão pequena que nem me lembro quando foi. Fiquei um tempão sem ouvir e depois redescobri na adolescência. Das memórias que eu tenho, eu já sabia quase todas as letras e achava que ser cantora devia ser a coisa mais divertida do mundo por causa desse disco. Vai ver que foi por isso...

Você já cantou "Calma" para algum ex-amor, num vai e vem, ida e vinda?*

Não cantei, mas devia. Teria sido tudo bem melhor e mais bonito!

Como serão as versões do show? Os meninos seguiram os arranjos originais ou vocês inventaram surpresas?

Algumas músicas pedem fidelidade, outras dão espaço para uma abertura, para colocarmos a nossa cara no jeito da música ser tocada, até porque somos cinco e não tocamos violinos, metais e hammonds. Quisemos ser autosuficientes e fiéis à nossa formação.

Você está terminando de gravar seu disco novo - discos novos, na verdade, já que serão dois. Alguma influência direta da Rita e do Build Up neles?

Influência total e completa. Realmente acho que talvez o fato de eu agora ser cantora tenha a ver com a impressão que esse disco me passou de que música é algo muito divertido de se fazer. A Rita sempre foi um ícone pra mim, uma mistura de rock n´roll com elegância. E eu, que sempre fui branquinha e sardenta, não muito tropical, acho que desde pequena queria ser que nem ela quando virasse gente grande... Aliás, na quarta-feira que vem será a minha primeira tentativa, espero que ela não fique brava comigo!


(*pergunta especialmente encomendada por Dani Arrais, gentilmente cedida por Don't Touch My Moleskine Corps.)

*

Flyer lindo demais da Jana Pinho.

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Na Sala do Tatá



Estréia hoje aqui na sua, na minha, na nossa internet a primeira edição do programa Na Sala do Tatá, apresentado por Tatá Aeroplano e moá. Convidados nesta primeira edição, ninguém menos que nossos amigos Romulo Fróes e Mariana Aydar. A idéia é simples: sentar na sala do Tatá, entre instrumentos, discos e brinquedos, e trocar idéia e fazer som.

Veja aqui.

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