RONALDOEVANGELISTA


ser star



Falando nos acertos ocasionais do Som Brasil, e o Cidadão Instigado fazendo Lulu Santos? Hit é hit e o Catatau é o Catatau, que encontro. Quando menos óbvio o encaixe, maior o sentido dos encontros legais.

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Duas versões de Noel




"Filosofia", com Lucas Santtana, e "Pela primeira vez", com Amarante de crooner na Orquestra Imperial. Como pode um cara que passou pelo planeta por 26 anos, entre as décadas de 10 e 30 do século passado, ainda fazer tanto sentido hoje? Nas vozes e versões de Lucas e Amarante, então, essas do Noel Rosa parecem compostas ontem. O Som Brasil às vezes é uma lambança difícil de acompanhar o contexto, mas nuns de repentes acerta.

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Mulatu ao vivo em São Paulo



Mês passado, no Sesc Vila Mariana, claro. Se bem que uma nova visita ao Brasil não seria nada mal, diz aí. No vídeo, do canal da Strut, gravadora americana do Mulatu, grande momento, "Motherland", com Daniel Keane no violoncelo, Byron Wallen no trompete, Alexander Hawkins no piano, Olie Brice no baixo, Davide de Rose na bateria e Richard Baker na conga. Vibrafone e arranjo, claro, nosso mestre Astatké.

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que minha voz seja ouvida



De repente os átomos vão se encontrando nessa hora e lugar no mundo, os acasos e planos se juntam no agora e o que não havia antes passa a existir, os sentidos se revelando e ideias se encaixando. Classe demais esse show juntando a musicalidade da Lurdez da Luz ao rimar, a naturalidade do canto do Criolo e os grooves de criação espontânea do Marginals. Todos em ponto de bala e com planos legais para esse ano. Hoje tem apresentação do Marginals na Matilha, show da Lurdez no Studio SP e juntos com Criolo dia primeiro de maio na Casa de Francisca. E o Criolo, você já sabe, está com disco 100% a sair mês que vem. Pra dar o gosto de tudo isso, "Cerol", semana passada ao vivo no Rio de Janeiro.

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Billy Hart com Jimmy Smith



E já que falamos no Billy Hart com o Tickled Trio e ligamos a TV, sintonizemos no programa Jazz 625, BBC2, anos 60, Jimmy Smith nervoso no groove médio pelos andares do Hammond e Billy Hart inacreditável na bateria, aros e pratos e e bumbo, dois pares de pés e mãos em criações quádruplas, mais o guitarrista Quentin Warren.

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Tied + Tickled Trio ao vivo



Texturas de vídeo e sons eletrorgânicos, gravação de alguns anos atrás, Tied + Tickled Trio em bela formação de naipe de cinco sopros, clarone, clarinete, sax tenor, trompete e trombone pelas regiões graves, mais baixo, bateria, percussão e eletrônicos/mesa de sons, em arranjo de movimento estático e nó nos sopros.

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Cadê meu carnaval?



Também indignado com o trágico fechamento do Astronete em pleno carnaval, Geraldo Azevedo adapta um canto do folclore angolano (em iorubá, acredito) e avisa: se o samba acabar, a gente também morre. De seu álbum de 1977.

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Marginals convidam Thomas Rohrer




E semana passada fomos eu, Eugênio Vieira, Bruno Morais e Alexandre Matias ao Espaço +Soma, sacar o Marginals, novo projeto do Thiago França (no sax tenor, flautas, pedais e sax-midi EWI) com Marcelo Cabral (no contrabaixo) e Tony Gordin (na bateria), Thomas Rohrer de convidado (na rabeca). Jazz orgânico e espontâneo, grooves e abstrações, temas nascendo com os improvisos, interação sobrenatural, sons altamente originais. Grandes momentos de som, dois registrados pelo Matias nos vídeos acima.

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Os Mutantos, Paris, 1969



Janeiro de 1969, Os Mutantes (com Dinho e Rogério Duprat, mas ainda sem Liminha) embarcaram para Paris, na conta da Philips, para apresentação-showcase no MIDEM e estratégias de divulgação, como a sensacional aparição na TV francesa no play acima. (Foi um ano e meio depois, em outubro de 70 que voltaram para temporada no Olympia e aproveitaram para gravar o incrível álbum Tecnicolor.) O trio mais baterista e maestro tinham acabado de terminar as gravações do segundo disco, em dezembro, então a afiação era total - embora toquem aqui duas do primeiro, do meio do ano anterior. A dança do rapaz (no 1 min), o bigode e chapéu de Dinho (aos 3 min), os sininhos e o longo close no rosto de Rita (entre os minutos 6 e 7), não tem preço. // E que triste pensar que dez pessoas no palco hoje não criam como quatro criavam então.

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Yèkèrmo Sèw



Mulatu Astatké ao vivo, em dezembro último, pra dar sorte.

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Sometimes I Feel Like a Motherless Child



Exprimindo desde o século retrasado a triste sensação de ser um filho sem mãe, um cidadão sem pátria, um ser humano sem amor, o spiritual "Sometimes I Feel Like a Motherless Child" ganha beleza transcedental e quase kitsch no vídeo acima, Sonya Robinson no violino, Malik Cohran no contrabaixo e o grande Kelan Philip Cohran no trompete, na seqüência no seu frankiphone. Mais essa incrível dançarina sem nome, acompanhando os sons com seus movimentos. Aparentemente filmado em algum momento dos anos 80, hipster involuntário, altamente emocionante, intimismo e improviso, melhor música e melhor vídeo do mundo. Música, maestro, por favor.

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Aricia Mess canta Clariô (com Leo Cavalcanti)



Eram passos cansados de dançar a mesma dança, de repente Gal Costa gravou o delicioso "Clariô", de Péricles Cavalcanti, em 1977. E aí Arícia Mess em seu último disco sacou o som, secou o reggae e chamou para levar junto sua bela voz Leo Cavalcanti, filho aliás do autor. Para o vídeo, imagens da época de Péricles em Londres, começo dos 70, de quando Portobello Road era centro e tema de músicos brasileiros por lá.

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Luisa Maita canta A Vontade



Grande prova de uma música é ganhar gravações diferentes e só crescer como canção, grande prova de um intérprete é cantar o que já existe e acrescentar sua magia própria. Groove legal o de Luisa Maita nessa versão que tem feito de "A Vontade", superstar-título do recente disco de Bruno Morais. A vontade, destino e senhor, sem medo e sem crase.

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Mariana Aydar canta Galope Rasante



Que "Galope Rasante" é uma música poderosíssima você já sabia. Mas que rendia uma versão boa assim hoje em dia, seria no máximo esperançoso. Em sua versão original na voz de Amelinha, em 79, a composição de Zé Ramalho já tinha no mínimo um intensidade hipnótica e a melhor bateria do mundo. Nessa nova versão na voz de Mariana Aydar (com Gui Held, Serginho Carvalho, Duani, Guilherme Ribeiro), ganhou uma autocombustão extra nas dinâmicas, botando um gosto afrobeat no sertão. É noite que vai chegar, é claro, é de manhã.

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Ringo também curte Yusef Lateef



Aposto que se tivesse no Brasil, ele colava no Sesc Pompéia pra ver.

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let's not become robots



Nos saxes tenor ou soprano, no oboé ou nas flautas em dó ou sol, de bambu ou indígenas, com suas composições e arranjos, na pegada da consciência global e jazz, free e funk, Yusef Lateef é algo mais, explorador de sons e da expansão da mente, puro finesse, elevação sem tempo a perder. Próximo dia 12 de fevereiro, respira fundo, o homem chega na cidade aos 90 anos para show no teatro do Sesc Pompéia. Pra inspirar, vídeo acima, TV Norueguesa, 1978.

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mas sou de todo mundo



À propos do show de lançamento de Feito Pra Acabar, hoje, no Rio, belo momento no play acima, Marcelos Jeneci e Camelo tocando versão especial de "Doce solidão", do segundo, em ensaio, filmado por Eric Rahal.

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é é meu irmão



Quando foi abrir o show do Mulatu no Timeless, em 2009, Cut Chemist, ex-Jurassic 5, estava vindo de uma megaturnê ao lado do DJ Shadow em que os dois brincavam com oito picapes no palco. Daí, foi pro mínimo: um tocador de discos, um mixer e um pedal de loop. Da contenção e liberdade, do afro à cumbia ao samba-jazz ao candomblé, construiu o mix Sound of the Police. Aí, em outubro último, no espaço da Red Bull no CMJ, NY, Chemist recriou o set e acima alguém registrou momento especialmente brilhante, fica ligado no play.

Groove de piano, guitarrinha pseudo-brasileira, beat, delays, scratches com brincadeiras vocais, um canto de candomblé (aliás regravado por Mariana Aydar): passo a passo de uma construção classe A, cruzando discotecagem, produção, performance, feeling, virtuosismo de combinação e edição. O negócio ficou tão sério que Chemist lançou um edit com o clímax afro-pop-samba-jazz em um 12" recentemente, com o nome "Povo de Santo", mas o momento do improviso é sagrado.

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um, dois, cem



Completamente absurdo o que André Mehmari ouve e mostra em "Ponteio", de Edu Lobo (letra de Capinam), canção poderosa, versão em realces de silêncios e tônicas. Pequeno vídeo, grande musicalidade, um minutinho e todo o tempo do mundo no play acima.

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De onde vem esse balanço maneiro?



Lá de Belém do Pará, diz o refrão, mas e o Ceará nessa história? Das origens do ritmo como gênero às influências que exerceu por exemplo em Fortaleza, o Carimbó - ritmo afro, nossa cumbia, o forró de Belém - é o protagonista do documentário Piranha (música-título poderosa de Alypyo Martins), em fases de finalização e estrelando mestres como Pinduca, Pim, Vieira, trailer no play acima e que venha com glórias merecidas.

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