RONALDOEVANGELISTA


desengano da vista é ver de perto





As coisas especiais vivem como que suspensas em seu próprio tempo e espaço. A força das grandes ideias e expressões artísticas é passar a existir, independente de. Em 1968, produzido por Hélcio Milito, baterista do Tamba Trio, Pedro Santos, Sorongo, mergulhou nos pensamentos e sons que tinha dentro de si e criou a obra-prima Krishnanda - única em seu estilo, gênero, abordagem, musicalidade, sonoridade, espiritualidade, filosofia. Em 2010, a galera inspirada do Bixiga 70 mergulhou em Pedro Santos e recuperou "Desengano da vista", em profundo arranjo afro. Plays acima, versão original Krishnanda 68 e Bixiga ao vivo duas vezes semana passada: sábado na Voodood Hop, prédio do antigo Masp, e quarta no Astronete, em versão redux. Vaidade, todo mundo tem.

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Beco das Garrafas 2010



O Miéle tinha me falado de uma idéia de revitalizar o espaço, agora tem uma loja temática Bossa Nova na esquina e o Bottle's parece estar em reforma, a placa com o nome simbolicamente pendurada. Passei lá na Duvivier pra sacar como anda e pelo menos o charme continua intacto.

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a little something else



Monk may well be the man to finally straighten people out in the matter of modern informal music, besides having had a great deal to do with its present direction. His kind of playing isn't something that occurred to him whole - beyond its undoubted originality, it has the most tremendously expressive and personal feeling I can find in any musician playing now. It has cost Monk something to play as he does - not recognition so much, because he's always had that from the people he wanted to find it in; jobs and money, certainly, although his personality has had a little to do with that (he is best described as a dour pixie); and still more: I believe his style and approach cost him 50 per cent of his technique. He relies so much on absolute musical reflex that Horowitz's skill might be unequal to the job.

That isn't to say that the music is formless. Taken as a whole, it has a very satisfying feeling of solidity. And Monk has a beat like the ocean waves - no matter how sudden, spasmodic, or obscure his little inventions, he rocks irresistibly on.

What he has done, in part, is quite simple. He hasn't invented a new scheme of things, but he has, for years, too, looked with an unjaundiced eye at music and seen a little something else. He plays riffs that are older than Bunk Johnson - but they don't sound the same; his beat is familiar but he does something strange there, too - he can make a rhythm almost separate, so that what he does is inside or outside it. He may place for a space in nothing but smooth phrases and suddenly jump on a part and repeat it with an intensity beyond description. His left hand is not constant - it wanders shrewdly around, sometimes playing only a couple of notes, sometimes powerfully on the beat, usually increasing it in variety, and occasionally silent.

At any rate, Monk is really making use of all the unused space around jazz, and he makes you feel that there are plenty of unopened doors.



// Paul Bacon, página 18 da Record Changer de maio de 1948 (detalhe da capa lá em cima), escrevendo sobre o segundo disco da carreira de Thelonious Monk, 78rpm BN 543, então recém-lançado pela Blue Note, com "Well You Needn't" (em trio) de um lado e "'Round Midnight" (com quinteto) de outro.

Assim:















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Siba/Catatau



Cidadão Instigado é a visão do Nordeste a partir de São Paulo, falou Catatau em um momento. Acima, sua guitarra com a rabeca de Siba, descansando antes do som.



A coisa mais careta do mundo é pegar uma guitarra e fazer rock igual, observou o Siba uma hora. Acima, brincando com a guitarra de Catatau, sempre um som diferente.



A grande cultura de Fortaleza é o desapego, sintetizou Catatau. Acima, trocando idéias e sons com Siba enquanto a equipe corre e monta tudo.



Cresci sabendo que o mundo é um só, ensinou Siba. Acima, com Catatau e o Cidadão completo, cantando e tocando junto pras câmeras e feliz pequena platéia.


De um encontro especial que aconteceu uma tarde em Pinheiros, logo mais em detalhes.

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MUG 2010



Começou assim, no esboço do caderninho.



E nasceu: senhoras e senhores, Mug 2010.

Fattoamano por Biancamaria.

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Quarta-Feira Santa



Flávio Lazzarin na bateria, João Ciriaco no baixo, Luiz Galvão na guitarra, Daniel Gralha no trompete e André Calixto no sax tenor, Otis Trio Quinteto, improvisando sem fim numa noite de terça-feira, no Berlin.

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forrózinho na escuridão



Ontem, de improvise, fui djzar no Grazie a Dio!, show do Rodrigo Campos, aquele olhar gentil. Mantendo a suavidade poética da segunda chuvosa, engatei um afropsicodélico só com especiais, e a noite acabou especial em sua calma. // Foi para poucos e bons, então se não estava lá e quer sacar os melhores momentos, uma hora de som para a terça chuvosa:

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estrangeira



Um minutinho da Blubell em alto mar no sofá hippie lá de casa, com o violão mágico da Pacolli. Música dela e do Luiz.

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