RONALDOEVANGELISTA


Gal Costa + Caetano Veloso



Você já foi à Bahia, nêga? Há algumas semanas, fui pela primeira vez, encontrar Caetano e Gal para matéria de capa para a Rolling Stone. Reunindo memórias e projetando o futuro, a história do encontro desses dois baianos – e meu com os dois baianos – você começa lendo por aqui, segue o blog novo:

http://ronaldoevangelista.blogosfera.uol.com.br/

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Jorge Ben, Tim Maia, Cartola, João Bosco, Gal Costa







Em fotos do fantástico baú de imagens do Dedoc da Abril, recuperados pelo blog Entre Imagens, entre várias outras, aqui e aqui.

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Aricia Mess canta Clariô (com Leo Cavalcanti)



Eram passos cansados de dançar a mesma dança, de repente Gal Costa gravou o delicioso "Clariô", de Péricles Cavalcanti, em 1977. E aí Arícia Mess em seu último disco sacou o som, secou o reggae e chamou para levar junto sua bela voz Leo Cavalcanti, filho aliás do autor. Para o vídeo, imagens da época de Péricles em Londres, começo dos 70, de quando Portobello Road era centro e tema de músicos brasileiros por lá.

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História Música Informação



Erasmo, 1972, auge do talento, na maior das goob vibes, só com violão e peito aberto, aproveita pra mostrar algo recente, que ainda não tenha sido gravado: sambinha que fez com Roberto, inspirado na preguiça que o mundo sente hoje em dia. O mundo caminha pra preguiça, porque só com a preguiça vem a paz. É o "Samba da Preguiça" (depois presente pro Trio Mocotó):



Uma dicazinha. Gal preferia cantar com um violão, mas o entrevistador já intima: pedi pra você trazer, você não trouxe. Tudo bem, ela vai de batuque de lápis na mesa, enquanto improvisa a capela o frevinho de carnaval "Estamos Aí" (depois compacto em 73). Se ela sair de palhaço, você vai de careta? A verdade deixei na gaveta:



Edu Lobo, só no violão, assobio e voz profunda, faz versão sala-de-casa de "Candeias", música lançada em 67 nos discos irmãos Edu & Bethania e Domingo, Gal & Caetano. Bossa íntima baiana via Rio, da terra nova nem saudade levando:




// Trechos do disco História Música Informação, entrevistas e performances impromptu captadas pela Rádio Jornal do Brasil AM, documentando o ano de 1972. Uma cópia a menos no Brasil, essa que vemos e ouvimos veio do blog Soul Spectrum - que, aliás, tem vários posts legais falando do discos do Brazil.



// A HISTÓRIA DE 1972
Quem está presente
neste álbum duplo
é o tempo em que você vive
e a música criada dentro dele.
As vozes dos seus contemporâneos.
Os acontecimentos que abalaram,
alegraram, comoveram o mundo.
Os homens e as mulheres
que são notícia, que estão fazendo
a música e a informação.
As horas e os dias que fazem a história
Aqui você vai ouvir,
com a força de testemunhos,
o som dos acontecimentos
que estão moldando o futuro.
O som vivo da história.
O som vivo do seu tempo.
De janeiro a dezembro,
o ano de 1972.

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Donato 60/75



Apresentando DONATO 60/75, seleta de músicas do João Donato acompanhando os caminhos incríveis pelo qual ele seguiu a música: tocando trombone em disco genérico de dança, piano com orquestra latina, órgão com combo latin jazz, triozinho bossa nova, piano elétrico em seus discos mais legais, teclados vanguarda nos discos psicodélicos, vocalzinho com o Sérgio Mendes - e distribuindo canção a todo mundo. A coleta traz só composições do Donato e com participação dele entre 1960 e 1975, quase ano a ano, uma faixa de cada de discos seus e de Mongo Santamaria, Cal Tjader, Tito Puente, Bud Shank, Gal Costa, Nana Caymmi, Sérgio Mendes, só as melhores e só fugindo do óbvio. Em comum a todas, Donato soando sempre Donato, com suas melodias brincando com os instrumentos e canções, tocando só o suficiente e dizendo muito.



01 João Donato e seu Conjunto - Mambinho (1960)
02 Mongo Santamaria - Sabor (1962)
03 Tito Puente & His Orchestra - Sambaroco (1962)
04 Donato e Seu Trio - Jodel (1962)
05 Donato e Seu Trio - Sambongo (1963)
06 João Donato - It didn't end (1965)
07 Bud Shank - Sausalito (1966)
08 Sergio Mendes & Brasil '66 - The Frog (1968)
09 Cal Tjader - Warm song (1968)
10 Cal Tjader - Amazon (1968)
11 João Donato - Cadê Jodel? (1970)
12 João Donato e Eumir Deodato - Batuque (1972)
13 João Donato - Terremoto (1973)
14 Nana Caymmi - Ahiê (1973)
15 Gal Costa - Até quem sabe (1974)
16 João Donato - Deixei recado (1975)

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Sete provas de que Tulipa Ruiz é a melhor coisa em SP hoje


Cada voz (ao vivo no Grazie a Dio)


Do amor (teaser pro show no Prata da Casa)


Aqui, com Marcelo Jeneci (ao vivo no Grazie a Dio)


Só sei dançar com você (gravação no estúdio da Trama)


As sílabas (ao vivo no Centro Cultural Rio Verde)


Às vezes (ao vivo no Estúdio A da YB)


Dê um rolê (ao vivo na Galeria Olido com a Banda dos Contentes)


Ah, esse disco que vem por aí.

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Ensaio com Gal Costa e Som Imaginário, TV Tupi, 1970

Mil novecentos e setenta, Gal Costa lançava seu terceiro disco, Legal (de "Love, Try and Die" e "Falsa Baiana") e o Som Imaginário lançava o seu incrível disco de estréia, homônimo. Ela, aliviando um pouco de segurar sozinha a onda do tropicalismo de elite, vindo do estridente álbum de 69 para o azul de 70, toda absolutamente linda e sorridente e prestes a embarcar na intensa viagem Fa-Tal. Eles, a união dos jovens e explodindo criatividade Zé Rodrix no órgão, flauta e onde fizer a diferença, Robertinho Silva na bateria, Wagner Tiso no órgão, Fredera aka Frederyko na guitarra, Tavito no violão de 12, Luiz Alves no baixo - todos com extenso currículo posterior e genialidade à flor da pele.

Daí que Fernando Faro juntou Gal e Som Imaginário na TV Tupi e gravou um Ensaio, como sempre obra-prima de sensibilidade, imagens, ângulos, enquadramentos, momentos, iluminação, preto-e-branco, sons, olhares, falas e espontaneidades.


O Som Imaginário abre o programa em quadro perfeito numa nuvem de algodão, entre estrelas abrindo o coração, com Frederyko cantando "Sábado" de guizos nos sapatos e farrapos coloridos. Zé Rodrix segue no pífano, Wagner e Tavito fazem os backings celestiais e Robertinho e Luiz Alves garantem o ritmo (os dois últimos, aliás, hoje em dia e já há anos dois terços do Trio do Donato).


No estúdio, ela fez com Lanny e Jards. Aqui, o Som Imaginário segura o pique em "Love, try and die" e põe Gal em Ebulição. Do momento em que aparecem seus dedos dos pés, você já sabe que não adianta resistir: ela vai fazer você se apaixonar. Ah, Gal.


Dona Mariah, pura ternura, dá tilt no silêncio do Faro e faz o momento ainda mais íntimo enquanto conversa com a filha. Que música gosta mais? Todas do Caetano, compositor popular favorito, mas Gal Sugere.


Robertinho sai tocando, Zé Rodrix puxa a escola de samba no apito e a banda afiada no arranjo. No ano seguinte ela vai gravar no maravilhoso compacto, mesmo de "Vapor Barato", "Sua estupidez", "Zoilógico", mas aqui ainda mais crua e sensual e significativa, "Você não entende nada" é jóia pura.


A banda vai na genialidade e Gal brilha de tanto brilho no baião levado pro mato selva e pra eletricidade, "Acauã", um-dois-três-.


Falando nisso, "Assum preto", Luiz Gonzaga, quase à capela, com o som ambiente Imaginário.


Uma faca me rasgando, um mundo se acabando. É sempre surpreendente, como a vida se partindo, se começando, se acabando. Gal Costa sempre me trata com choques elétricos. Gal Costa é muito maravilhosa, nos diz por nós, dando bobeira na área, Tom Zé. Se há alguma dúvida, "Sua Estupidez", só no violão e na sombra do chapéu.


Toquinho dá as caras pra contar e provar que Gal é cantora que sabe das coisas e manda um Synval Silva, só no violão, Gal revelando e desvelando joaogilbertianamente "Ao voltar do samba".


A partir da estranheza e beleza da composição de Jards e Duda, Gal embeleza o mundo, sente tudo e canta "The Archaic Lonely Star Blues" daquele jeito que parece ter esquecido: entrando sob nossas peles.


Sem precisar nomear o desconhecido, mostrando Gal bebendo coca-cola como pop arte, Faro faz sua declaração de admiração ao magnetismo de Gal e seu engrandecimento versus os monstros de suas inseguranças e do clima opressor que já e ainda mantinha seus amigos e parceiros a continentes de distância.


Gal vai no violão (em momento pré-Fa-Tal total) e a banda segue pianinho total, no clima pra fechar lá em casa, na afirmação da devoção à João - que aliás regravaria essa mesma "Falsa baiana" daqui três anos.


Robertinho manda o groove, o Som Imaginário segura no hard-prog-hippie-psicodélico e Zé Rodrix assume o microfone pra banda fechar o programa na pegada, "Feira Moderna".

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Hoje é um dia especial na sua vida

Ou pelo menos todos deveriam ser.

Se você está precisando de ajuda pra viver momentos bonitos e se divertir até cansar, tá fácil.



Hoje, sete da noite, Galeria Olido, vai rolar a conclusão do projeto Conexões, com todos nós humildemente reapresentando os melhores momentos do mês: Tatá Aeroplano, Karina Buhr, Leo Cavalcanti e Tulipa Ruiz voltam à vitrine da avenida São João para cantar, respectivamente, Roberto&Erasmo, Rita Lee, Gil&Caetano e Gal.

Última chance de ver mágica acontecendo, Tatá se entregando à emoção de cantar Roberto e ainda mostrando relações entre seus sons e o de Erasmo; Tulipa parando o tempo pra arrepiar os ouvintes, cantando Dê um rolê como se não houvesse amanhã; Karina pescando na memória histórias e canções, somando e subvertendo o senso de humor de Rita Lee com seu próprio; Leo cantando Lamento sertanejo com aquele arranjo, naquele lugar, com aquele clima e aquele encontro de pessoas. Não existe época de ouro, a vida é de ouro.

Fazendo tudo acontecer, a Banda dos Contentes, com Mauricio Fleury, Pedro Falcão e Demétrius Carvalho, hoje com Régis Damasceno e Gui Held aparecendo pro goodbye.



Depois, comemorando o fim de mês, os shows, a amizade, a vida, o amor e a falta e vergonha de ser hippie, VENENO especial música brasileira, de graça e gudiváibe, anti-hype e carão-free no Astronete.

Só chegar e ser feliz.

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tudo é perigoso, divino, maravilhoso



Naquela época convivia com todo o ambiente tropicalista. Só falávamos dos movimentos novos que surgiam no mundo. Gil ouvia Hendrix o dia inteiro. Janis Joplin não saia da minha cabeça. Aquele som, aquele rasgo de voz foi me tomando de uma forma que criou em mim uma necessidade de fazer alguma coisa diferente do que eu acreditava, de tudo o que já fizera e de como eu entendia a música até então. Eu era muito radical, gostava de pouquíssima coisa. João era meu ídolo e nada, quase nada passava pela minha peneira. Não gostava de iê iê iê, nem da jovem guarda, de nada. Precisava fazer alguma coisa para me expressar, botar pra fora o que eu sentia, com força, atitude, e que, falando francamente, chamasse a atenção sobre mim.

Gil e Caetano, envolveram-se de corpo e alma com essas novas experiências da música popular brasileira. E dentre essas pesquisas me deparei com Divino Maravilhoso, uma canção que mexeu comigo. Caetano convidou-me para cantá-la no Festival da Record e Gil se propôs fazer o arranjo. Ele foi tão perspicaz que me perguntou como é que eu queria cantá-la. Expliquei que queria cantar de uma forma nova, explosiva, de uma outra maneira. Queria mostrar uma outra mulher que há em mim. Uma outra Gal além daquela que cantava quietinha num banquinho a bossa nova. Queria cantar explosivamente. Para fora. Gil fez então o arranjo para o Divino Maravilhoso.

Quando Caetano me viu pisar o palco cheia de penduricalhos e espelhinhos pendurados no meu pescoço, aquela cabeleira afro armada por Dedé, quase morreu de susto. Ele não sabia de nada. Não tinha escutado o arranjo do Gil, nada, nada. Cantei com toda a fúria e força que haviam em mim. Metade da platéia se levantou para vaiar. A outra metade aplaudiu ferozmente. Um homem na minha frente berrava insultos. Foi então que me veio ainda uma força maior que me atirou contra ele. Cantava diretamente para ele: É preciso estar atento e forte, não temos tempo de temer a morte! Cantava com tanta força e tanta violência que o homenzinho foi se aquietando, se encolhendo, e sumiu dentro de si mesmo. Foi a primeira vez que senti o que era dominar uma platéia. E uma platéia enfurecida. Naquele tempo de polarização política, a música era a única forma de expressão. Despertava paixões, verdadeiras guerras. Saí do Divino Maravilhoso fortalecida, crescida. Acho que naquela noite entrei no palco adolescente, menina, e saí mulher. Sofrida, arrebentada, mas vitoriosa.


*

Gal, em 68 no Festival da Record, e aqui.

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Atenção para o refrão!



Em 1970, Gal dubla com chinfra e charme descabelado sem tempo de temer a morte. Hoje à noite, Leo canta com a Banda dos Contentes no penúltimo show do Conexões na Olido. "Divino, Maravilhoso", música de Gil&Caetano.

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alguma canção



Alguém cantando, Caetano e Gal, Leo, Tulipa? // "Alguém Cantando", Caetano e Gal, 1978, no Fantástico.

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Tulipa canta Gal na Olido, 15 de julho de 2009


Sete da noite, a banda se prepara para entrar no palco (bem, "palco")


O poder de Tulipa, Gal e Lulu: Lua de mel, segunda música e todo mundo já canta junto


Festa julina, Festa do interior, só alegria, ninguém matava, ninguém morria



De chorar de tão bonito, Tulipa contando e cantando Mãe, guitarras, salas, vento, chão


Show de luzes, pique e interpretação de um pequeno momento puro de amor Da maior importância


Os ônibus passam, as pessoas param, a Banda manda clima Stones setenta, Tulipa faz a sensacional Vaca Profana, mágica acontece


Quase oito no centro, quase última música, José Roberto levanta. Fala, mas o som ainda soa tão grande que mal se entende. Ou...? O amor é tão da cabeça aos pés que todos entendem a emoção e tamojunto. Um axé pra todos na banda, Go Lanny e a guitarra entra perfeita, a banda entra perfeita e Tulipa entra absolutamente perfeita, os arrepios coletivos aumentando a cada compasso de Dê um rolê. A última música é pra você. Eu sou. Eu sou. Eu sou. // Aplausos que não acabam mais, José Roberto não admite o anticlímax: convoca cada um da banda e lidera o valeu coletivo. Mais uma?


José Roberto não se agüenta: retoma seu discurso de amor, direto no microfone. A banda mais legal de São Paulo entra com a presença de espírito e faz a trilha acompanhante. O mudo canta e a noite fica um pouco mais especial.


Ame, tente, morra: baixam Lanny&Gal'70 em Gui e Tulipa e Love, Try and Die no bis


Segundo bis, explodia tanto amor nas trincheiras da alegria que José Roberto puxou até o trenzinho pra Festa do interior


Com broche novo no peito, José Roberto junta a galere pra sair bem na foto no tchau

*

Todos os vídeos por Paulinho Favero. Projeções de Ciça Lucchesi e Fred Siewerdt, objetos de cena de Duane, som do Vitor Paranhos. Estrelando Tulipa Ruiz, Guilherme Held, Mauricio Fleury, Pedro Falcão, Demétrius Carvalho e grande elendo, com a participação especial de José Roberto.

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tão difícil, tão simples




Gal canta um escândalo de pernas abertas e violão no colo, sem deixar você desviar o olhar, no Teatro Bandeirantes, 1973. Tulipa canta divina maravilhosa e a Banda segue cheia de pique e Paulinho acompanha filmando as luzes e os sons, na Galeria Olido, 2009. Da Maior Importância, de Caetano, no Qualquer Coisa, no Índia, no show da Tulipa Gal e de novo no Leo Caetano, assim como existe disco voador e não sou eu quem vai.

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da cabeça aos pés



Algo de mágico aconteceu ontem na Galeria Olido. Tulipa pisou no círculo de luz puro amor da cabeça aos pés e mais que cantou, transportou todo mundo presente para um universo paralelo de coisas lindas, interpretando Gal com Gui Held arrasando na guitarra Lanny. Quando esse exato momento "Dê um rolê" aconteceu, por exemplo, todos os pêlos arrepiaram, o joelho tremeu e o coração parou por um segundo, antes de voltar a bater mais rápido. // Obrigado, Tulipa.

(E obrigado Paulo pela filmagem.)

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louca total e completamente

tudo isso é muito

Falando em Rita e Gal, e "Me Recuso"? Sensacional composição da Rita com Luiz Carlini e Lee Marcucci (do Tutti-Frutti), que a Gal gravou maravilhosamente mellow groove em 1977, no Caras e Bocas. Dez anos depois, no auge da popice, a própria Rita gravou, em versão extra-80s.









*


me recuso a ficar só
antes mal acompanhada
pelo menos eu tenho com quem brigar
ou talvez alguém pra amar

afinal
tudo é relativo aos bons costumes do lugar
tudo é relativo aos bons costumes do lugar

só, só, só, só
me recuso a ficar

eu só sei que a gente nunca
a gente nunca deve dizer nunca
já pensou como seria chato
já pensou como seria chato

cha cha cha chato
tudo isso é muito

morar sozinha num palácio
eu prefiro uma casa de sapé
um homem, uma mulher
se bem que a grana ainda ajuda
mas um dia a sorte muda

afinal
a inocência não dura a vida inteira
brinque de ser sério e leve a sério a brincadeira

só, só, só, só
me recuso a ficar

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chululu



Gal e Donato, azuis e estilosos, sentados ao piano, em 1974, em algum momento entre Quem é Quem e Cantar.

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