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Mulatu ao vivo em São Paulo



Mês passado, no Sesc Vila Mariana, claro. Se bem que uma nova visita ao Brasil não seria nada mal, diz aí. No vídeo, do canal da Strut, gravadora americana do Mulatu, grande momento, "Motherland", com Daniel Keane no violoncelo, Byron Wallen no trompete, Alexander Hawkins no piano, Olie Brice no baixo, Davide de Rose na bateria e Richard Baker na conga. Vibrafone e arranjo, claro, nosso mestre Astatké.

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Yèkèrmo Sèw



Mulatu Astatké ao vivo, em dezembro último, pra dar sorte.

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Tezeta



Falando nele, poucos sons atingem o nível de sublime da música de Mulatu Astatké. Suas composições e a construção de seus arranjos trazem uma paz interna que se espalha tranquila e inspiradora de vida, um toque reservado a poucos músicos especiais. Show dele no Brasil, sonho total, certo? Bem, parece que não é nada tão longe: corre uma história de duas apresentação dele em São Paulo e, digo mais, parece que não demora, tipo pouco depois do Timeless.

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TIMELESS no Brasil



Primeiro, foram três shows de responsa em 2009 na Califórnia, dedicados a três compositores/arranjadores tão geniais quanto diferentes entre si: o etíope Mulatu Astatké, que apresentou clássicos e novidades de seu sofisticado repertório afro-latino; um concerto com arranjos do violista Miguel Atwood-Ferguson vestindo beats criados pelo falecido rapper estadunidense J. Dilla; e a correção histórica de colocar o brasileiro Arthur Verocai à frente de uma orquestra para apresentar com pompa os temas de seu disco de 1972. Seriam quatro, e é emocionante só imaginar como teria sido a apresentação do mestre do jazz-funk-psicodélico David Axelrod se ele não tivesse cancelado na última hora.

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The Sounds of VTech / Timeless: Brasil Trailer



Segundo, o processo foi todo registrado e os shows captados pelo fotógrafo/filmador (e produtor) B+, aka Brian Cross, bróder. Parte do plano: em 2010 os shows foram lançados em DVD (e álbuns) com o maior capricho, em um box com ainda de bônus uma mix da carreira de Verocai pelo DJ Nuts e o set africano de Quantic quando do show do Mulatu. Mas não são só os shows, são filmes com olhar especial sobre músicos sem época fazendo sons elevados, buscando, instigando e registrando momentos de inspiração.

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The Sounds of VTech / JRocc's Timeless Performance at SXSW



Ao longo de 2010 rolaram exibições do filme em sessões especiais em Nova York, Los Angeles, San Francisco, Chicago etc. Agora, próximos dias 9 a 11 de fevereiro, no Espaço Unibanco de Cinema, o Timeless é exibido no Brasil e com uma transa interessante: J. Rocc vem junto e manda uma videotecagem, jogando os três filmes no computador e mixando como vinis no Serato, colando e brincando com trechos de imagens e sons. Show, filme e happening, cinema, orquestra e DJ, Brasil, EUA e Etiópia, jazz latino, funk brasileiro e concerto hip-hop.

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Um passo à frente e você não está mais no mesmo lugar



É cinco estrelas Mulatu Steps Ahead, disco novo do Mulatu Astatké, primeiro solo dele em 20 anos. Ano passado, você sabe, ele lançou álbum em parceria com os Heliocentrics, que é ótimo, mas esse novo é de outro planeta. Totalmente jazz, totalmente latin, totalmente ethiopique, negócio sério. Composições nota 10, arranjos quentes, gravação relax. Sem falar no Timeless... O cara parece o Donato: já lançou os melhores discos do mundo nos anos 60 e 70 e resolve viver agora o auge da carreira.

Aliás, falando no Donato, sabia que quem pilhou o Mulatu a tocar vibrafone foi o Dave Pike, na época da cena latin jazz em Nova York, anos 60? Mesmo Dave Pike que gravou pela mesma época Bossa Nova Carnival, disco só com composições do Donato - o cara era brother dos dois. Hmm.

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