RONALDOEVANGELISTA


VENENO & Rita Lee



Amanhã à tarde, pleno sábado, o coletivo VENENO Soundsystem cola no Lions Club para fazer a trilha do já notório Bazar Rita Lee, figurinos, badulaques, instrumentos (até a flauta!). Eu já vou ficar bem feliz se voltar pra casa com um LP Tecnicolor.

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Hoje é um dia especial na sua vida

Ou pelo menos todos deveriam ser.

Se você está precisando de ajuda pra viver momentos bonitos e se divertir até cansar, tá fácil.



Hoje, sete da noite, Galeria Olido, vai rolar a conclusão do projeto Conexões, com todos nós humildemente reapresentando os melhores momentos do mês: Tatá Aeroplano, Karina Buhr, Leo Cavalcanti e Tulipa Ruiz voltam à vitrine da avenida São João para cantar, respectivamente, Roberto&Erasmo, Rita Lee, Gil&Caetano e Gal.

Última chance de ver mágica acontecendo, Tatá se entregando à emoção de cantar Roberto e ainda mostrando relações entre seus sons e o de Erasmo; Tulipa parando o tempo pra arrepiar os ouvintes, cantando Dê um rolê como se não houvesse amanhã; Karina pescando na memória histórias e canções, somando e subvertendo o senso de humor de Rita Lee com seu próprio; Leo cantando Lamento sertanejo com aquele arranjo, naquele lugar, com aquele clima e aquele encontro de pessoas. Não existe época de ouro, a vida é de ouro.

Fazendo tudo acontecer, a Banda dos Contentes, com Mauricio Fleury, Pedro Falcão e Demétrius Carvalho, hoje com Régis Damasceno e Gui Held aparecendo pro goodbye.



Depois, comemorando o fim de mês, os shows, a amizade, a vida, o amor e a falta e vergonha de ser hippie, VENENO especial música brasileira, de graça e gudiváibe, anti-hype e carão-free no Astronete.

Só chegar e ser feliz.

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tudo isso é muito

Falando em Rita e Gal, e "Me Recuso"? Sensacional composição da Rita com Luiz Carlini e Lee Marcucci (do Tutti-Frutti), que a Gal gravou maravilhosamente mellow groove em 1977, no Caras e Bocas. Dez anos depois, no auge da popice, a própria Rita gravou, em versão extra-80s.









*


me recuso a ficar só
antes mal acompanhada
pelo menos eu tenho com quem brigar
ou talvez alguém pra amar

afinal
tudo é relativo aos bons costumes do lugar
tudo é relativo aos bons costumes do lugar

só, só, só, só
me recuso a ficar

eu só sei que a gente nunca
a gente nunca deve dizer nunca
já pensou como seria chato
já pensou como seria chato

cha cha cha chato
tudo isso é muito

morar sozinha num palácio
eu prefiro uma casa de sapé
um homem, uma mulher
se bem que a grana ainda ajuda
mas um dia a sorte muda

afinal
a inocência não dura a vida inteira
brinque de ser sério e leve a sério a brincadeira

só, só, só, só
me recuso a ficar

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escutando o som, conquistando o céu, desprezando o chão



Karina, na vitrine da Olido e da janela do sétimo andar, cantando aquela Rita.

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dá licença que eu vou sair do sério



Quando eu era criança pequena lá em Salvador, eu tinha uma melhor amiga. Ela só falava cantando. Rita Lee o nome dela. Uma vez ela brigou com o namorado e fez uma música bem bonita. O namorado era "Uauê" (irmão do Cauê e da Zabelê lembra?). Ela fez escândalo e até greve de fome, mas depois pediu desculpas cantando: "desculpe Uauê, eu não queria magoar você". O apelido de Uauê era Rocambole e até hoje eles se beijam e se engolem, fazendo assim.

Rita é a mais paulistas das paulistas, todo mundo fala e deve ser, mas nessa época eu nem sabia que São Paulo existia, assim, do jeito que São Paulo é. Pra mim São Paulo era uma cidade bem longe e nem desconfiava que minha amiga era de lá. É engraçado isso do lugar onde as pessoas nascem. Isso tem toda importância e importância nenhuma.


Karina conta do seu reino Rita Lee, aqui, e a canta, hoje na Olido.

(Vídeo da Nina.)

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Teatro Bandeirantes, 1974

Mil novecentos e sessenta e oito, os programas musicais são o Faustão e Gugu de seu tempo. A TV Record tem o Teatro Record, a Tupi aluga o Cine Ritz, ambos na rua da Consolação. Bombam na audiência programas de auditório, especiais ao vivo, Jovem Guarda, Fino da Bossa. A TV Bandeirantes, inaugurada um ano antes, não quer ficar pra trás e compra o Cine Arlequim, na avenida Brigadeiro Luiz Antônio, para acolher a música popular brasileira. Seis anos depois, 1974, quando naquele lugar o Teatro Bandeirantes é finalmente inaugurado, as coisas já não as mesmas. Os jovens artistas dos programas de TV já são superstars, a sigla-gênero MPB já virou commodity, todas as gravadoras, empresários, teatros, tevês já aprenderam a ganhar dinheiro e capitalizar tatuando os artistas no status quo.

Aí, seguindo de leve o modelo do mega-happening Phono 73, organizado 15 meses antes pela Phonogram (ex-Philips, futura Universal), a Bandeirantes organiza um supershow de inauguração de seu novo teatro, no dia 12 de agosto de 74, com apresentações de Rita Lee, Tim Maia, Elis Regina, Chico Buarque e Maria Bethânia, tudo na seqüência devidamente transformado em especial de TV. Exibido, arquivado e nunca lançado comercialmente - mas pirateado já em VHSs entre interessados, desde muito antes da internet.

Hoje o Teatro Bandeirantes virou igreja evangélica, os artistas ainda vivos viraram uns chatos e todas as redes de TV brasileiras se afogam na própria caretice.

Pelo menos temos o YouTube.



Depois da apresentação de dois minutos, Rita Lee surge toda glam no palco escuro para cantar "Mamãe Natureza" acompanhada do Tutti-Frutti e, entre solos de guitarra, até toca um clavinete.



Ainda na frente do clavinete, Rita saca uma flauta e manda ver num solo, antes de dar o boa-noite e voltar a atacar as teclas e o microfone em "Pé de meia". (Outra do maravilhoso "Atrás do Porto Tem uma Cidade", primeiro disco seu com o Tutti-Frutti, do mesmo ano do show.)



Os riffs marcados, o clavinete nervoso, os solos intensos, o visu estáile: é Rita cantando "De pés no chão" toda ruiva no cabelo e na boca. Ela nem curtia Bowie, diz aí.



Saem os riffs, entram os grooves; sai Rita, entra Tim. Acompanhado da Seroma Band, esbanjando estilo no seu terno preto e camisa rosa de cetim, Tim Maia inventa o funk brasileiro e canta "Réu confesso", vai emendando improvs em inglês e já tira da cartola "Primavera". Sem perder o fôlego, ainda manda um "Azul da cor do mar".



Só se for agora. Tim, em seu melhor momento, apresenta a banda, dividida em quatro partes (teclados, cordas, ritmo e sopro), antes de transarem uma música inédita sobre um livro que ele anda lendo, chamado "Universo em Desencanto". É "Que beleza", já obra-prima, cinco meses antes de ser lançada no primeiro Tim Maia Racional. Pra completar o momento, ainda vem um "Gostava tanto de você". Muito obrigado, estamos aí.



Sentindo cada palavra de cada frase de cada música, como lhe era habitual, Elis Regina sobe ao palco acompanhada do quinteto do genial pianista Cesar Camargo Mariano (com quem se casou no mesmo 1974), e canta "Conversando no bar". Ao mesmo tempo, vai inventando o comportamento e o gosto de toda uma geração (e mais) de artistas e mulheres brasileiras.



Como para Elis emoção pouca é bobagem, ela já emenda "Travessia" com tudo que tem no peito e na voz, acompanhada de Cesar Mariano, seu piano elétrico, seu bigode e arranjo épico. Depois de aplausos e mais aplausos, muito justo, ainda leva o sambinha "Feiticeiro Negro".



Em ritmo de dança, coração batendo mais que bongô, Elis canta "Dois pra lá, dois pra cá", com trechinho do bolero "La puerta" no final. E manda na seqüência um Tom Jobim, "Triste", compositor que até outro dia ela rejeitava grandemente - mas com quem neste 1974 dividiu disco histórico.



Sem deixar cair, outro Tom Jobim: "Só tinha de ser com você", com timbre lindo de piano elétrico e Elis com sua famosa voz-de-sorriso. E pra quem ainda não chorou ou morreu de emoção na platéia, Elis dá outra chance e oferece "Pois é", de Tom com Chico Buarque - que no final chega de mansinho e canta lindamente, observado por ela.



Agora dominando o palco com seus amigos do MPB4 em momento cheio de arranjos elétricos incríveis, Chico já sai assobiando contra a ditadura, antes de mandar "Cotidiano" e "Baioque", thank you. Clave, piano elétrico, violão, microfonia e o estamos seguindo em "Você vai me seguir".



Hoje com a função extra de ativar a memória de todo mundo que tanto ouviu a gravação ao vivo de "Jorge Maravilha", Chico canta a canção pra todas as filhas e ainda conta marotamente a história tão-verdadeira-que-é-falsa do compositor Julinho da Adelaide e sua vida no morro da Rocinha, com sua companheira Jurema. Pro arremate, manda a sempre linda "Tatuagem".



Todo setenta de calça marrom e jaqueta jeans, Chico convida as donzelas para um pecado safado debaixo do cobertor, em "Não existe pecado ao sul do Equador". No fundo um sentimental, ele ameaça um "Cala a boca, Bárbara", mas vai mesmo é de "Tira as mãos de mim". Ou melhor, Maria Bethânia vai, surgindo no palco de surpresa e intensamente, pra cantar com voz de trovão sentimental.

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Build Up Eletronic Fashion Show



O senso de humor, o rosto angelical e a voz delicada não são as únicas semelhanças entre Nina e Rita. Nina, você sabe, é talentosa, criativa e divertida estilista e criou discos e shows para cada coleção que lançou. Rita não só era a estilista informal dos Mutantes como fez uma série de shows-desfiles pra Rhodia, chegou a ser convidada a lançar uma linha de roupas com seu nome e, pro Build Up, fez um espetáculo misturando música, moda, cultura pop, metalinguagem.

*

Amigo de Lívio Rangan, o chefão da Rhodia, Midani costumava se reunir com ele para sugerir nomes de artistas, sempre que uma nova superprodução da empresa era planejada. Num desses encontros, no início de 1970, ao sentir um especial interesse de Rangan pelos dotes artísticos da garota, Midani percebeu que chegara o momento de investir na carreira individual de Rita. O big boss da Philips já sabia que as coisas não andavam bem entre os Mutantes e, apesar de ser fã do trio, calculou que a separação poderia ser boa para todos os envolvidos.

O shw Nhô Look era mais uma prova de que Rita levava mesmo jeito para o palco. Elogiada por seu desempenho, ela teve nesse espetáculo a chance de mostrar seu talento extra-musical. Além de cantar e dançar, interpretava o papel de uma garota caipira, Ritinha Malazarte, acompanhada por uma bandinha interiorana com 14 músicos. A coleção exibida por Rita e as manequins do elenco (entre elas Mila Moreira, que depois veio a se tornar atriz) adaptavam para o contexto brasileiro a moda paysan, inspirada no vestuário das camponesas européias.

Além do próximo show-desfile da Rhodia, na Fenit, do qual seria novamente a protagonista, Rita também foi convidada a criar roupas para uma grife jovem, que levaria seu nome. Se os Mutantes não se cuidassem rápido, corriam o risco de perder sua vocalista.

Apesar da resistência de Rita, maior ainda depois que ela voltou às boas com os Mutantes, os planos de André Midani e da Philips para transformá-la em uma cantora de sucesso prosseguiram conforme o traçado. Em julho, Rita retornou ao velho Estúdio Scatena para gravar seu disco, quase a toque de caixa. O álbum deveria estar prensado até meados de agosto, para ser lançado durante a nova produção da Rhodia, na qual Midani também deu vários palpites, de olho no marketing que o espetáculo renderia para a carreira solo de sua nova estrela.

"Encontramos a estrela da década!
Rita Lee"

O outdoor que surgia no encerramento do novo show da Rhodia, com Rita no papel principal, fundiu a cuca de muita gente. Depois da anunciada separação dos Mutantes, da boa atuação de Rita no show-desfile Nhô-Look e, mais ainda, após a notícia de que ela acabara de gravar seu primeiro disco individual, era difícil para quem visse esse espetáculo acreditar que ela ainda ligava seu futuro musical ao dos irmãos Baptista.

Na véspera da estréia do show, no Pavilhão do Ibirapuera, Rita jurava aos repórteres que nem passara por sua cabeça deixar de ser a vocalista dos Mutantes. No entanto, o espetáculo que estreou dia 8 de agosto de 1970, dentro da FENIT (Feira Nacional da Indústria Têxtil), sugeria algo bem diferente. Para começar, o próprio enredo do Build Up Eletronic Fashion Show girava em torno de uma garota (Rita Lee) que sonhava se tornar uma grande estrela. Outro detalhe significativo: Build Up (expressão que significa construir uma imagem; criar em torno de uma pessoa, ou de um produto, uma maneira de facilitar seu consumo) era também o título do LP de Rita, que a Philips prometera distribuir às lojas alguns dias mais tarde.

Produzido por Roberto Palmari, com direção musical de Rogério Duprat e Diogo Pacheco, o show mostrava, com boas doses de meta-linguagem, os bastidores do mundo da comunicação de massa e da propaganda. O cenário reproduzia as instalações de uma agência de publicidade, cujos clientes era, na verdade, os 14 patrocinadores do esptáculo, caso dos postos de gasolina Esso, do cigarro Hollywood, do rum Bacardi, do uíque Old Eight, da bicicleta Caloi, ou da revendedora de automóveis Bino-Ford, entre outros.

O elenco também era enorme. Além de 16 manequins da Rhodia e do balé de Ismael Guizer, participaram o ator Paulo José (como o diretor artístico da imaginária agência), os cantores Jorge Ben, Juca Chaves, Tim Maia, Marisa (vocalista do Bando) e os conjuntos Trio Mocotó, Lanny's Quartet, Coral Crioulo, Os Ephemeros e Os Diagonais. No palco, havia também um sofisticadíssimo sistema audiovisual, controlado por um computador eletrônico, que utilizava seis telas - em quatro delas eram exibidas centenas de slides; em duas outras, um documentário colorido em 16mm.

Rita saiu-se muito bem. Mais uma vez, representou, cantou, dançou e atuou como garota-propaganda, graças a um papel que serviu como uma luva à sua irreverente verve humorística. Ao interpretar a garota ingênua e desajeitada que sonhava se tornar manequim, chegava a escorregar e cair sentada durante um desfile, arrancando muitas risadas do público.


*

Da Divina Comédia dos Mutantes, do Carlos Calado.

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Precisamos de canções e amigos



Em 1970 Rita Lee, então ainda membro dos Mutantes, gravou seu primeiro disco solo: Build Up. Com produção do Arnaldo Baptista, arranjos de orquestra do Rogério Duprat, guitarra do Lanny Gordin e um punhado de canções que balançavam entre a ingenuidade marota dos Mutantes e impulsos de uma jovem Rita virando mulher e artista, o disco é o favorito da Rita de muitas pessoas de bom gosto, tipo eu. E tipo a Nina Becker. Quando descobri que ela era a maior fã do mundo do disco, a convidei na hora: que tal fazer um show especial tocando o álbum inteiro no Cedo & Sentado? Ela se animou e pronto: quarta que vem, dia 29, de graça, Nina Becker cantando o Build Up, acompanhada do Do Amor. Demais, hein?

Pra ir esquentando, fiz cinco perguntas pra Nina sobre o disco:

O que o Build Up tem de especial?

Tem tudo o que eu gosto junto: cordas, metais, guitarras com efeitos, tango, deboche, coisas lindas e profundas, coisas quase debilóides geniais, como a música cuja letra é uma receita de macarrão à bolonhesa, tem a Rita, que é linda e está cantando de um jeito diferente, o Lanny Gordin, o Rogério Duprat, tem enigmas de mixagem... são muitos itens especiais! Por isso não vou me estender demais.

Você se lembra da primeira vez que ouviu o disco? Foi amor à primeira audição?

Ouvi tanto e desde tão pequena que nem me lembro quando foi. Fiquei um tempão sem ouvir e depois redescobri na adolescência. Das memórias que eu tenho, eu já sabia quase todas as letras e achava que ser cantora devia ser a coisa mais divertida do mundo por causa desse disco. Vai ver que foi por isso...

Você já cantou "Calma" para algum ex-amor, num vai e vem, ida e vinda?*

Não cantei, mas devia. Teria sido tudo bem melhor e mais bonito!

Como serão as versões do show? Os meninos seguiram os arranjos originais ou vocês inventaram surpresas?

Algumas músicas pedem fidelidade, outras dão espaço para uma abertura, para colocarmos a nossa cara no jeito da música ser tocada, até porque somos cinco e não tocamos violinos, metais e hammonds. Quisemos ser autosuficientes e fiéis à nossa formação.

Você está terminando de gravar seu disco novo - discos novos, na verdade, já que serão dois. Alguma influência direta da Rita e do Build Up neles?

Influência total e completa. Realmente acho que talvez o fato de eu agora ser cantora tenha a ver com a impressão que esse disco me passou de que música é algo muito divertido de se fazer. A Rita sempre foi um ícone pra mim, uma mistura de rock n´roll com elegância. E eu, que sempre fui branquinha e sardenta, não muito tropical, acho que desde pequena queria ser que nem ela quando virasse gente grande... Aliás, na quarta-feira que vem será a minha primeira tentativa, espero que ela não fique brava comigo!


(*pergunta especialmente encomendada por Dani Arrais, gentilmente cedida por Don't Touch My Moleskine Corps.)

*

Flyer lindo demais da Jana Pinho.

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Água na boca


Mais um da série Música Brasileira Legal no YouTube: Rita Lee versão 1979 - pós-Mutantes, pós-Tutti-Frutti, pré-tia do rock, no programa Mulher, da Globo. Eu amo muito tudo que a Rita Lee fez até meados dos 80, mas esse momento é provavelmente meu favorito, quando ela aceita o pop e o amor good vibe como tema absoluto. O vídeo tem ela cantando e tocando uma das suas melhores músicas, "Mania de você", em versão com violão folk, Roberto de Carvalho no Rhodes e uma percussão discreta de fundo. Nada melhor do que não fazer nada.

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