RONALDOEVANGELISTA


Alquimia jazz



Comento na Folha de hoje o belo som que Blubell está criando ao lado do quarteto À Deriva mais o guitarrista André Bordinhon - em show no Sesc Pomp na sexta e em disco novo pela YB, "Eu Sou do Tempo em Que a Gente Se Telefonava". Já entendi que o movimento ajuda a gente a existir: "My Best", "Estrangeira", "Good Hearted Woman", "Triz" estão entre as melhores coisas deste começo de ano. Alguns sons pelo MySpace, abaixo a versão embrulho-de-peixe.



Música pop é como uma alquimia: uma certa combinação de notas e palavras, intenção e execução, e magia nasce. Não é toda hora nem em todo lugar, mas é sempre com um brilho inconfundível.
Como no novo disco da cantora e compositora paulista Blubell, "Eu Sou do Tempo em Que a Gente Se Telefonava" (YB), que será lançado sexta (21) em show no Sesc Pompéia.

Blubell, aliás Bel Garcia, já tinha um primeiro disco, "Slow Motion Ballet", de 2006, elogios de Marisa a Mallu, e o destaque de cantar música-tema em uma série de TV na Globo (Aline, baseada nas tiras da Folha e de volta ao ar em fevereiro).
Mas encontrou recentemente um formato especial para sua voz e expressão: ao lado do quarteto de jazz À Deriva, com uma certa elegância retrô em versos bilíngues.
"Tudo se amarrou quando os chamei para me acompanhar", explica. "Vinha compondo em uma linha mais jazzy e casou, o lado pop também ficou mais interessante. Então o conceito surgiu por si próprio, a partir do som."

No disco e no show, além da participação de artistas amigos como Tulipa Ruiz e Bruno Morais, uma voz surge com surpresa: Baby do Brasil. A relação é familiar, já que há quatro anos Blubell tem um relacionamento com Pedro Baby, filho de Baby com Pepeu Gomes.
"Foi um encontro natural, ela foi em um show e gostou, saiu de lá assobiando. Depois mostrei algumas músicas e ela quis cantar 'aquela do chiclete'", ri Blubell.

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Blubell Bar B



Dia cinzinho, frio pré-verão, sábado véspera de domingo véspera de feriado, cidade tranquila e sentidos em câmera lenta: clima perfeito para noite no Centro, janelas pro mundo, calçadas iluminadas, pessoas geniais, sons bonitos, o incrível charme do Bar B e a incrível voz de Blubell. Hoje, cedo a partir de 22h, Bell toca e canta e experimenta e transcende com voz, guitarra, pedais, efeitos e repertório sentimental. Logo antes e logo depois, eu faço a trilha buscando a alta beleza, só jazz, magia do improviso.

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VitrolaMixtapes: Blubell



Você já viu a Blubell cantando? Tenho certeza que levou um susto quando viu aquela figura pequena e discreta com uma voz tão forte e segura. Mas o brilhantismo interpretativo não é a única coisa impressionante em Blubell: as músicas que escolhe cantar, as que escreve, os músicos com quem toca e as versões que criam são peças-chave na construção do seu universo. Não à tôa, talvez seu trabalho mais interessante seja com o quarteto À Deriva, de jazz de gente grande. O lado mais roqueiro também vai longe com suas músicas em série da MTV e banda com Pedro Baby. Toda essa mistura consciente de referências de bom gosto deixou curioso: quais as influêncas e paixões da Blubell? Pois aqui está, mixtape especial para nós, dez faixas escolhidas por ela, juntando de Anita O'Day e Caetano Veloso a'Os Mulheres Negras e Raveonettes, de Elvis e Elis a Marvelettes e Tim Maia. Aquele máximo de sofisticação jazzística, mas com pegada, groove, senso de humor e anarquia roqueira. Tipo ela.

Ficou assim:

01 Anita O'Day - Let's Face the Music and Dance
02 Os Mulheres Negras - Feridas
03 The Marvelettes - Danger Heartbreak Dead Ahead
04 Madonna & Prince - Love Song
05 Ablo te Pablo Mi - Triste com astral
06 Caetano Veloso - A little more blue
07 Elvis Presley - Kiss Me Quick
08 The Raveonettes - Love in a Trashcan
09 Tim Maia - Sofre
10 Elis Regina - Cabaré


baixe AQUI

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Estúdio A






Finzinho de 2008, me juntei ao pessoal da YB para bolar projetos legais para comemorar os dez anos da gravadora em 2009 e sintonizar as pessoas nos incríveis lançamentos recentes deles. Nessa onda, entre várias ações, criei com eles a roda de debates Think Tank, expandi os canais de comunicação do selo com blog, twitter, flickr, vimeo, formatei lançamentos de arquivos da gravadora em CDs promos, encorajei a volta do Nouvelle pra uma semana de shows do selo (no MIS e no Auditório Ibirapuera) e, mais legal de tudo, inventei a idéia do Estúdio A: aproveitar o sensacional estúdio principal da gravadora para registrar em som e imagem gravações luxuosas de novos artistas ou novidades dos artistas da casa.

Mais que vídeos: singles virtuais, possibilitando gravações das melhores inéditas dos melhores novos e apontando pra um futuro possível da gravadora, além dos dez anos passados e dos tantos lançamentos bons de 2009. Canal de produção preza pra galera nova, contato direto com novos caminhos pra gravadora. Assim, fizemos um piloto com Juliana R e deixei a lista de sugestões dos novos artistas mais legais: Tulipa Ruiz, Marcelo Jeneci, Blubell com o À Deriva, Bárbara Eugênia, além de encorajar Lulina a registrar duas novas e Bruno Morais a mostrar as versões de Lulina e Romulo que andava cantando.

Passo seguinte Marcelo Souza e Ding Musa transformaram minha idéia em vídeos lindos e aquilo tudo foi virando um mosaico de histórias, pessoas, relações, cena, partindo da YB pra chegar na galera e mostrar elegantemente o que todos fazem melhor: música. Certeza que logo menos vemos todo o material captado e captando-se realizado em algum documentário, especial, DVD, site e tudo mais, e já e enquanto isso, num especial da MTV, hoje à noite, 19h45, reprise dia 29 às 19h.

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estrangeira



Um minutinho da Blubell em alto mar no sofá hippie lá de casa, com o violão mágico da Pacolli. Música dela e do Luiz.

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