RONALDOEVANGELISTA


Passagem de Som



Hoje subo ao palco do MIS para mediar bate-papo sobre o som que tem rolado em São Paulo nos últimos tempos, tão na pauta recentemente. A ocasião é uma sessão especial do festival In-Edit dedicada a amostra inicial do documentário Passagem de Som, pré-pré-estreia de um filme em estágio inicial sobre encontros e impressões, a cidade, geração, "cena". A favor ou contra, pró ou anti, se der um zoom out no momento você vê um belo mapa de conexões e caminhos - e muitos filmes possíveis. A direção é de Marcelo Souza, que fez em 2009 o especial Estúdio A e começou o documentário se expandindo a partir da movimentação na gravadora YB. Ajudando na conceituação no primeiro processo estava Romulo Fróes, que agora se desliga para terminar seu novo disco. Depois do filme, no palco para o papo, além do diretor e de Carlos Eduardo Miranda, surgem Tatá Aeroplano, Lulina, Bruno Morais e Dudu Tsuda, que ainda fazem um som em pleno cinema.

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Dragão da Preguiça Dominical




Contra ele, Lulina e Bruno Morais se juntam no auditório Ibirapuera pra showzinho especial, encontro dos dois, músicas de cada, versões legais e convidados. Domingão, sete da noite. Let's?

E na seqüência, todo mundo pro Tapas, último show da sensacional temporada do Otis Trio, Olé.

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Rebolando em frente à construção



O pop perfeito de "Adelayde", com a banda dream team da Lulina. Terça passada, no Sesc Pompéia, filmado pelo Matias.

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tubarão, disco voador



A session Estúdio A foi a oportunidade perfeita de Bruno Morais gravar duas versões de amigos compositores que anda cantando em shows, Romulo Fróes e Lulina. Do Romulo, em parceria com Nuno Ramos, a inédita "Cidade baixa". Da Lulina, uma de suas mais antigas e charmosas, recentemente redescoberta toda Cristalina, "Bichinho do sono". // Maior achado: com sua voz sussurrada e criação musical orgânica, cheia de faíscas, Bruno revela e sugere nuances, detalhes, intenções do universo fantástico de Lulina e leva a música em ritmo de acordando pra onde não possam ver, ferir nem matar. Versão dubificada, com climas e samples, Zé Passetti na guitarra, Ricardo Prado no baixo, Guilherme Kastrup na bateria e MPC e Guizado no theremin e trompete, gravado e mixado na YB pelo grande Cacá Lima.

As duas primeiras gravações do Bruno desde o lançamento de A Vontade Superstar, Estúdio A, baixe aqui. Bichinho do sono no play, logo abaixo:



minha mão encostou no chão
o chão frio me lembra o ar
que eu respiro sem controlar
o que penso, onde vou parar

vejo tudo na escuridão
eu agora sou japonês
os carneiros já vão chegar
os carneiros vão me ajudar

a dormir e acordar feliz
se eu sonhar com você

tubarão, disco voador
esqueço a roupa ninguém me vê
minha saliva já vai secar
não consigo mais me mexer

olho vira, ele quer olhar
o que esté dentro, o que se perdeu
eu queria ficar por lá
só tua mão pode me ajudar

a dormir e acordar feliz
se eu estiver com você

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Estúdio A






Finzinho de 2008, me juntei ao pessoal da YB para bolar projetos legais para comemorar os dez anos da gravadora em 2009 e sintonizar as pessoas nos incríveis lançamentos recentes deles. Nessa onda, entre várias ações, criei com eles a roda de debates Think Tank, expandi os canais de comunicação do selo com blog, twitter, flickr, vimeo, formatei lançamentos de arquivos da gravadora em CDs promos, encorajei a volta do Nouvelle pra uma semana de shows do selo (no MIS e no Auditório Ibirapuera) e, mais legal de tudo, inventei a idéia do Estúdio A: aproveitar o sensacional estúdio principal da gravadora para registrar em som e imagem gravações luxuosas de novos artistas ou novidades dos artistas da casa.

Mais que vídeos: singles virtuais, possibilitando gravações das melhores inéditas dos melhores novos e apontando pra um futuro possível da gravadora, além dos dez anos passados e dos tantos lançamentos bons de 2009. Canal de produção preza pra galera nova, contato direto com novos caminhos pra gravadora. Assim, fizemos um piloto com Juliana R e deixei a lista de sugestões dos novos artistas mais legais: Tulipa Ruiz, Marcelo Jeneci, Blubell com o À Deriva, Bárbara Eugênia, além de encorajar Lulina a registrar duas novas e Bruno Morais a mostrar as versões de Lulina e Romulo que andava cantando.

Passo seguinte Marcelo Souza e Ding Musa transformaram minha idéia em vídeos lindos e aquilo tudo foi virando um mosaico de histórias, pessoas, relações, cena, partindo da YB pra chegar na galera e mostrar elegantemente o que todos fazem melhor: música. Certeza que logo menos vemos todo o material captado e captando-se realizado em algum documentário, especial, DVD, site e tudo mais, e já e enquanto isso, num especial da MTV, hoje à noite, 19h45, reprise dia 29 às 19h.

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Cacilda



Hoje, 21h, na onda de reestréia do teatro Cacilda Becker, só a galere: Lulina e Jeneci tocam; semana que vem Bruno e Anelis; na outra Tulipa e Iara. Todo mundo na preparação da dominação completa que vai ser 2010. Perder é vacilo.

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Amor deixei



Se o caso é cantar, Lulina fechou os olhos, deixou ventar, abriu o coração, soltou a voz e vestiu Tom Zé, com a Banda dos Contentes, Galeria Olido, quatro de novembro. Filmado pelo Capanema (ou foi a Dani?).

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CONEXÕES na Olido, volume 2



04_NOV Lulina canta TOM ZÉ
11_NOV Bárbara Eugênia canta NEY MATOGROSSO e SECOS & MOLHADOS
18_NOV Bruno Morais canta NOVOS BAIANOS
25_NOV Duani canta TIM MAIA

com
A Banda dos Contentes:
Mauricio Fleury, Pedro Falcão, Demétrius Carvalho

Quartas de novembro, 19h
Galeria Olido / Vitrine da dança
Av. São João, 473 - CEP 01035-000
fone: 3331-8399 - Centro - São Paulo - SP
Gratuito

(Pôster lindo por Jana Pinho & Henry Kage.)

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Lulina canta Tom Zé



Lá vem a onda: quarta-feira Lulina canta canções de Tom Zé de graça, na Galeria Olido, de vitrine pra São João, no pé da cidade, onde começam Augusta, Angélica e Consolação.

Show às 19h em ponto, repertório com as mais bonitas, arranjos e interpretação de coração, Lulina acompanhada da Banda dos Contentes: Mauricio Fleury, piano elétrico; Pedro Falcão, bateria; Demétrius Carvalho, contrabaixo acústico.

Primeiro show do volume 2 do projeto CONEXÕES na Olido, que tem ainda Barbara Eugenia cantando Ney&Secos (dia 11), Bruno Morais cantando Novos Baianos (dia 18) e Duani cantando Tim Maia (dia 25).

Você gosta? Então derrame toda hora.

LULINA canta TOM ZÉ
Quarta, 4 de novembro
Galeria Olido, av São João 473
GRÁTIS

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Ano 10



Tudo vem convergir nesse fim de semana, pré-feriado, ponto áureo do ano: todo dia rola alguma coisa como parte das comemorações dos dez anos da YB, mais legal e importante gravadora em São Paulo hoje, de Curumin, Romulo Fróes, Nina Becker, Bruno Morais.

Amanhã, por exemplo, acontece no Auditório Ibirapuera show desses que não é a qualquer hora: Nouvelle. É a volta - pelos menos pra um show - da grande banda de jazz paulistana, Guga Stroeter no vibrafone, Luca Raele no clarinete, Mauricio Tagliari na guitarra, vários cantores convidados e aquele som sublime.

Hoje, no MIS, a Lulina faz show de lançamento do seu disco, Cristalina, todo brilhante.

E no domingo, no mesmo MIS, tem nova edição da conversa aberta sobre caminhos da música, Think Tank especial cinema nacional, com mediação d'eu mesmo. Logo depois, continuando cinematográfico, show-trilha do sensacional Frame Circus.

Aproveitando o fôlego, lá no MIS rola ainda a estréia do projeto Estúdio A, espécie de single para nossos tempos. Artistas entram no Estúdio A da gravadora e tocam uma faixa inédita, que depois a YB põe na rua em mp3 e vídeo da sessão. Na primeira temporada tem Tulipa Ruiz, Marcelo Jeneci, Blubell+À Deriva, Bruno Morais e Lulina. Além do piloto, com Juliana R. Massa demais.

*

Segue a programação inteira do que anda rolando com a YB por aqui.

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Lulina/ Discografia Comentada

Próximo dia 9, sexta que vem, Lulina lançano MIS seu primeiro disco "oficial", Cristalina, gravado na YB. Apesar do gosto de estréia, é seu décimo disco - os outros nove, em esquema gravado em casa, montados artesanalmente e distribuídos entre os amigos.

Aproveitando o momento, ela pula no bonde da memória e comenta cada um pra nós:




Cristalina /2009

São minhas músicas depois de tomarem banho e se arrumarem para a festa. Reúne o melhor dos 6 primeiros anos de composições e gravações caseiras, produzidas com o capricho de um estúdio maravilhoso e dos profissionais de primeira da Yb.




Aceitação do 14 e Aos 28 Anos Dei Reset na Minha Vida /2008

Retorno de saturno bombando no juízo. Aperreios de 2007 e 2008 transformados em música aos 45 do segundo tempo, em gravações limpas, apesar de caseiras. O 14 é a reflexão e o 28 é a conclusão.




Translúcida /2006

Disco de transição entre as gravações caseiras e as de estúdio, produzido em umas três noites em um quartinho dos fundos da Yb (complementado com gravações em alguns chãos de apartamentos de Perdizes e da Consolação). Foi a primeira vez que os meninos da banda participaram de gravações.




Sangue de ET /2005

Até hoje, não consigo escutar esse disco sem sentir um aperto no coração. Composto e gravado na ressaca do falecimento da minha vó, é um disco que reflete basicamente sobre perdas. Gravei sozinha, tocando quase todos os instrumentos no meu quarto, com meu laptop albino chamado Hermeto.




Bolhas na Pleura /2004

Somatizei os problemas e deu nisso: bolhas na pleura, milhões de amigdalites e otites e um disco com tudo isso musicado. Foi o primeiro álbum que deixei a produção 100% na mão do Monstro, pois eu estava tão fraca que nem tinha vontade de gravar. Os vocais do disco me lembram isso, quando escuto. Foram gravados de primeira, no comecinho de 2005 – apesar de boa parte do disco já estar pronta desde 2004 -, registrando exatamente a tristeza do momento, pois alguns deles eu gravei poucas semanas depois que minha vó faleceu. No encarte, eu dedico o disco às minhas duas avós, que foram embora no mesmo mês (a minha vó que era mais próxima de mim faleceu no dia do meu aniversário). Foi um ano bem difícil e se não fosse o Monstro, esse disco não existiria (e a capa, feita por Juliângela, é a minha preferida entre os meus discos caseiros).




Nublada em Surto /2004

Como o nome já diz, é um disco de surto em um dia nublado. Acordei no sofá do Monstro, em um carnaval com amigdalite em São Paulo, com milhões de músicas na cabeça. Liguei o computador dele, peguei meu violão desafinado e cantarolei papapás e lalalás, só para registrar as idéias. Acabou que boa parte das músicas ficou com essas letras mesmo. Composto e gravado, com a ajuda do Monstro, em pouco mais de um fim de semana, tem um clima de chapação antibiótica que eu gosto muito.




Abduzida /2003

Da selva amazônica para a selva de pedra. O abduzida é o disco que coloco quando estou triste, para poder dar umas gargalhadas. Foi o primeiro álbum que gravei em São Paulo. Aborda temas que vão da viagem que fiz à Amazônia no mesmo ano (frutas imaginárias, bubararas e seres exóticos) à minha abdução por essa cidade (cinema iraniano, quadros de Tarsila e seres exóticos). Todo gravado “ao vivo” (ligávamos o microfone de computador e colocávamos no meio da rodinha de amigos, no chão do apartamento, cada um com um instrumento em uma mão e uma lata de cerveja na outra). Sem dúvida, o mais divertido e coletivo disco que já gravei.




Cochilândia /2002

Disco recomendado para quem sofre de insônia, propositadamente longo para dar sono, gravado em madrugadas no quarto e no computador de um ex-namorado (o primeiro a me incentivar a fazer minhas gravações caseiras). Contém músicas com temas que variam entre sono, sonhos, roncos e despertadores, é o disco preferido de muitos dos meus melhores amigos.




Acoustique de France /2001

Primeiro disco que gravei, também na casa desse meu ex-namorado, onde fingíamos que eu era uma cantora brasileira que estourou na França. O álbum é como se fosse a gravação ao vivo de uma entrevista comigo em um programa de rádio francês.

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etês dizendo que eu sou normal



Hoje, tipo dez, no Grazie, Lulina e seu novo show, cheio de lindas canções cristalinas e novidades e grande banda nova: Leo "Monstro" Faria, André Édipo, Missionário José e Pedro Falcão. // Nesse ano de tanta gente legal chegando a seus melhores momentos, Lulina se prepara para botar na rua a qualquer momento seu incrível Cristalina, pela YB, e faz os shows com váibe de nova fase, melhor do que nunca. Deixa chegar o disco e continuamos o assunto. // Antes e depois do show, de bônus, dj eu na seleção de músicas brasileiras pinçadas do inconsciente coletivo setentista.

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Think Tank Especial Artistas

No ar essa semana nova edição da roda de pensamentos sobre as possibilidades da música no nosso mundo 2.0. Mas dessa vez, depois de algumas edições com produtores, gente-de-gravadora, pensadores e opinadores, eu e Mauricio Tagliari resolvemos juntar quem está com o seu na reta pra dar impressões: os artistas. Convidamos Rogerman, Luisa Maita, Curumin, Romulo Fróes, Dani Gurgel, Thiago Pethit e Lulina e sentamos no Estúdio A da YB para perguntar: o que vocês querem, o que vocês esperam, o que vocês precisam e o que vocês fazem da carreira de vocês?

Alguns dos melhores momentos, divididos em seis blocos, aqui ou logo abaixo.



Começando a conversa, Romulo explica a tática secreta por trás de lançar um disco duplo e ao mesmo tempo liberar seu download nos blogs por aí: "eu acredito que quanto mais gente tiver meu disco no iPod, mais gente vai ao meu show - e quando a pessoa tiver lá, pode querer comprar o disco". Não dá pra ir contra. Rogerman ainda conta de quando inventou o esquema Radiohead antes do Radiohead e dá toque de humildade aos compositores: pra quem faz música, ela é a coisa mais importante. Pra quem trampa todo dia, tem que pegar aquele ônibus, trem, metrô, música é a quinta, sexta, oitava prioridade na vida.



Dani Gurgel, que anda experimentando nova maneira de financiar um disco, pelo ArtistShare, conta mais sobre como funciona: você pode comprar desde março um disco que vai sair em setembro - ou seja, uma participação na história e na carreira do artista. Ao longo do processo, vai acompanhando a produção e inspirações, esquema reality show.



Thiago Pethit nota: o conceito de criatividade não está mais só na música, mas em como você a coloca no mundo. Curumin admite que é uma loucura correr atrás, todo dia é um lance novo que está acontecendo. Mauricio elogia o case Caetano e pergunta, sem nem falar só de mercado: qual o papel do artista nessa história? Thiago faz o balanço e responde: dá trabalho pensar em tudo, mas a compensação é ser dono absoluto de tudo que acontece na carreira. E Curumin vê o outro lado: em outras épocas talvez nenhum de nós tivesse nem conseguido gravar, quem dirá encontrar seu espaço.



Rogerman conta da chocante experiência João do Morro, em Recife. Romulo nota que esse hype não é referencial praquela galera, mas ao saber da música em que ele cita nominalmente todos os puteiros da cidade, Lulina tem uma luz: a tal brodagem que Miranda defende ser o futuro da música não é só agradar seus amigos, mas dar ao seu público algo especial, pra ele se sentir parte daquilo. Dani concorda: "o mais importante é o cara chegar pro amigo e dizer, 'ouve isso!'".



Você passeia pelos MySpaces da galera e descobre um monte de gente legal. Você vai nos shows por São Paulo e todo dia tem gente boa. Uma hora vai rolar algo, tipo estouro nacional, tipo rolou com o mangue beat. É o que defendem Romulo e Rogerman. Já Luisa Maita concorda que a cena de agora é incrível, muito melhor que cinco anos atrás. Mas ainda está esperando aquele momento em que os trabalhos vão ter uma unidade e falar por muitas pessoas, evoluir mais e mais, descobrir uma linguagem - comunicação é a palavra chave.



Curumin fala das suas impressões e do lado bom de ainda ter uma gravadora hoje em dia: quando você tem o apoio de uma galera você fica mais forte. E pensa em voz alta sobre a relação entre quem aprecia e quem faz: hoje em dia não tem modelo. Ou melhor, existem vários, mas eles não se fixam - cria-se um modelo e logo ele se transforma. E disco novo? A impressão é que não vai haver um próximo disco pra fazer - pelo menos com essa idéia de disco, gravar tantas músicas, passar tanto tempo no estúdio. Talvez o esquema agora seja outro: daqui a pouco posso gravar duas músicas e lançar, depois a cada três meses mais duas, talvez no final juntar tudo em um disco. Será o novo modelo? Fica a dica.

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Essa vida é só feita de ar



Eu e Lulina, assistidos por Peri, na Sala do Tatá, tocando "Poesia".


*

fim de noite, acorda a poesia
vem me contar como foi o meu dia
preencher de melancolia
o que eu achava que era alegria

ha ha ha ha ha

vem depressa pra disfarçar
o que acontece não é pra falar
mostra um mundo que eu vou gostar
junta palavras pra eu não pensar

patati patatá

poesia me faz sonhar
que essa vida é só feita de ar
sopra histórias pra eu respirar
sem mentirinhas eu vou sufocar

ar ar

fim de noite e eu quero partir
mesmo com sol preferia dormir
poesia me faz sentir
que todo dia é uma chance de se sorrir

ha ha ha ha ha
patati patatá
ar ar

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Na Sala do Tatá, com Lulina e Peri Pane



No ar, com pompa e circunstância, a segunda edição do programa Na Sala do Tatá, com visitas de Lulina e Peri Pane ao apartamento cheio de Busca Vida e good vibe de Tatá Aeroplano.

Desde que conheci Peri, me apresentado por Tatá na casa do Mauricio há alguns meses, pensei que precisávamos sentar com Lulina para bater papo e fazer som. Não houve oportunidade melhor: os apresentamos na varanda do Tatá e já sentamos e começamos a tocar e conversar com as câmeras ligadas. Com suas canções incríveis, cheias de humor e melancolia, Lulina e Peri mostraram que realmente têm muito em comum e ainda aproveitaram para mostrar um ao outro e a todos nós algumas de suas composições mais legais.

O programa começa com Tatá e Peri apresentando uma canção deles inspirada nas mamães saudáveis que passeiam pela Praça Buenos Aires, para depois Lulina e Peri cantarem respectivas músicas suas que, notem, fazem uso da palavra "nós" com poética próxima. Depois, entre papos, até eu toquei uma parceria minha com a Lulina, com direito a solo de buzinas.

O programa inteiro você vê aqui. Aí em cima, clipe da música Nós, da Lulina, recortado de momento especial do programa.

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Cedo & Sentado

Colegas, amigos, irmãos, interessados.

Findo o carnaval, dois mil e oito começa com idéias, projetos, planos e novidades. Um dos mais divertidos: fui convidado para ser curador do projeto Cedo & Sentado, que acontece, bem... cedo e sentado, no Studio SP. Funciona assim: antes da balada, que geralmente começa depois da meia-noite, você pode chegar lá, sentar confortavelmente numa mesinha, tomar uma cerveja ou um drinque e assistir um show legal com uma vista delícia da Vila Madalena. Então, aproveitando a oportunidade, já tive a idéia de bolar uns shows diferentes pra acontecerem lá. Por exemplo, às quartas estou marcando temporadas de novas e interessantes bandas de jazz. A primeira que chamei foram uns meninos geninhos que vi certa vez em um bistrô, fazendo um som incrível com influência de Chet Baker. Oficializei o convite e propus: que tal um show fazendo homenagem ao Chet? Ajudei a escolher o repertório e voilà, começa hoje, estreando fevereiro muito bem. Além deles, convidei uma menina bem talentosa que conheci um tempinho atrás e vi de repente se tornar o maior hype da blogosfera brasileira. Sem falar nos meus amigos Romulo e Lulina bolando shows diferentes pra mim e as ótimas Tulipa e Claudia apresentando seus sons. No final, ficou tudo bem divertido e pra todos os gostos.

Então, em fevereiro temos:

Nas quartas 13, 20 e 27 (começando HOJE, portanto), o Blú Jazz Trio tocando Chet Baker.

Nas sextas 15 e 22, o pequeno grande fenômeno Mallu Magalhães, pela primeira vez podendo mostrar suas músicas em um palco em um show só dela: http://www.myspace.com/mallumagalhaes.

Agora, na quinta 14, a música brasileira simpática e criativa da Tulipa Ruiz: http://www.myspace.com/tuliparuiz.
(Vá! Chegue cedo para vê-la e aproveite para ver depois ainda o show do Do Amor.)

No sábado 23, o Romulo Fróes tocando só músicas do álbum novo dele, "No chão, sem o chão", que sai no segundo semestre: http://www.myspace.com/romulofroes.

Na quinta 28, a Lulina fazendo uma singela roda de samba-indie inspirada na alegria do Zeca Pagodinho: http://www.myspace.com/lulina.

Na quinta 21, o trip-hop solar da Claudia d'Orei: http://www.myspace.com/gotasound.

E ainda, na terça 26, um projeto novo nada menos que sensacional chamado Ensaio Aberto - mas disso eu falo mais depois.

Obviamente, recomendo muito todos. E estarei lá todos os dias, para quem se animar a aparecer. Os shows acontecem sempre PONTUALMENTE às 22h30. E, se você chegar para assistir aos shows do Cedo & Sentado, já pode aproveitar e ficar por lá para ver a próxima banda. Ou seja, paga mais barato para ver mais shows. Você pode ver a programação toda do Studio SP aqui: http://www.studiosp.org/.

Então é isso, espero que todo mundo se anime e participe - indo aos shows, dando sugestões, pedindo pra tocar, reclamando e elogiando.

Aguardem mais grandes novidades.

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