RONALDOEVANGELISTA


musicvision



Simples, genial, estáile e massa de ver e ouvir esse filme do Guillaume Delaperriere, ao mesmo tempo mixtape, garimpo, audição comentada e compilação de influências dos old new frenchies do Phoenix. Os discos vão sendo escolhidos, vindo da estante, girando na picape, os comentários são ótimos e a seleção é sensacional. Se liga, já abre com uma maravilhosa do Curtis e ainda passeia por Gainsbourg, John Carpenter, Gil Scott-Heron com Brian Jackson, Iggy Pop com James Williamson, Al Green, Beach Boys.

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en melody



Estreou ontem na pista do Veneno o mais novo membro do clube dos discos mais amados da estante aqui de casa. Ah! Gainsbourg...

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ah! melody



Quando Serge Gainsbourg criou sua obra-prima Histoire de Melody Nelson, em 1971, ele queria muito mais que um disco. Além de criar um álbum conceitual sobre a história de um tiozão safado que dirige um Rolls-Royce e pega uma garota de catorze outonos e quinze verões - basicamente, ele e sua mina Jane Birkin -, ele chamou o arranjador Jean-Claude Vannier pra criar o melhor trabalho de sua vida e ainda fez um especial de TV psicodélico, Melody, dirigido por Jean-Christophe Averty e com transposição livre para a tela dos incríveis sons do LP. Gainsbourg e Birkin em e com figuras caleidoscópicas, danças sobre fundos infinitos, camadas de imagens, ângulos de câmera e altos efeitos muito loucos de verão vão acompanhando a história chinfra, pura desculpa para ele criar, compor, cantar e atuar, interpretando brilhantemente o papel de si mesmo.

Como você vê?
Hoje, no pré-Veneno, no telão do Astronete, dez da noite e além.

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jeteime, eu também não



O ano é 1976 e Serge Gainsbourg está pensativo: "qual o próximo passo?" Depois de tudo que já tinha feito, o que ainda faltava jogar na cara desse bando de reprimidos? Só o básico: um filme ultra-gay, homônimo da sua música mais famosa, com sua mina Jane Birkin pagando de tomboy e com o ícone Warhol Joe Dallesandro apaixonado, mas com nojo da racha. Ele é caminhoneiro, cruza ela na estrada e cai de quatro - figurativamente falando, claro. // Sob o nome de "Paixão Selvagem", até quinta-feira, no Belas Artes. Tem coraji?

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