pra fugir do mundo
0 Comments Published by Ronaldo Evangelista on quarta-feira, 14 de julho de 2010 at 3:02 PM.Partiu Paulo Moura, São Paulo chora de chover. Enquanto isso, no tempo sem tempo das músicas sublimes, mais solos do que se pode contar, espalhados por tantos discos e momentos. Pra acabar com essa disritmia, Martinho da Vila lidera a roda de samba com Rosinha de Valença e deixa a gente ver Paulo Moura arrasando no soprano, como sempre tão sereno e brilhante quanto seus olhos verdes indicavam.
Marcadores: Martinho da Vila, Paulo Moura, RIP, Rosinha de Valença, TV


Vida simples é um negócio complexo.
Descanse em paz, Harvey.
(Imagens daqui.)
Marcadores: Harvey Pekar, Quadrinhos, RIP
Biu Roque
0 Comments Published by Ronaldo Evangelista on terça-feira, 27 de abril de 2010 at 10:15 AM.Biu Roque, 76 anos, percussionista de Siba e muso de Céu, vinha gravando um disco, produzido com Caçapa, Alessandra Leão e Missionário José. Tudo pronto, legado entregue, sexta passada, partiu. Venha o disco, fica a história, boa viagem, Biu Roque.
Videozinhos acima, de momentos da gravação do disco captados pela Alessandra Leão, mostram a lindeza do negócio. Abaixo, as lembranças bonitas.
Do blog de Alessandra Leão:
Na sexta-feira passada, São Jorge levou, em seu cavalo, nosso querido Biu Roque.
Amigo querido, mestre de tantas brincadeiras, músico desde os 8 anos, cantor dos mais intensos, afinados e fabulosos que tive o prazer de ouvir, trabalhador da cana, pai de muitos, avô de muitos tantos, bisavô de muitos mais e que se orgulhava muito de ser o "causador" de toda àquela gente...
Muita gente tem nos perguntado sobre o CD de Biu Roque. Se estava pronto, se vai sair...
Sobre o disco, ele tá pronto (gravado, mixado e masterizado) há quase um ano... produzido por Caçapa (que também arranjou praticamente todas as músicas) e Missionário José e co-produzido por mim. Com os músicos do interior (o pessoal da Fuloresta e duas filhas de Biu Roque - Lurdinha e Maíca) participações nossas e também de: Siba, Hélder Vasconcelos, Juliano Holanda, Cláudio Rabeca, Lula Marcondes, Renata Rosa e Iara Rennó.
O disco está pronto! Biu Roque participou ativamente de todo o processo de produção do disco. Escolheu o repertório, opinou, decidiu os convidados, acompanhou quase todos os dias de gravação, ficou, várias vezes, cerca de 12 horas no estúdio e terminava o dia mais animado do que todos nós. Ouviu o disco finalizado e aprovou o resultado!
Recebemos a capa final na sexta-feira passada. Ia imprimir hoje e levar no hospital pra ele ver... não deu tempo... verá de outra maneira...
Mesmo lamentando tantas coisas e sentindo a ausência do amigo querido, durante o enterro e esses dias seguintes, o meu sentimento de gratidão é realmente bem maior do que a dor da perda. Agradeço muito à vida, por ter conhecido e convivido com ele. Por ter tido o privilégio de fazer o seu disco, que não deveria ter sido o único solo... temos material para mais um ep, pelo menos, que já estava nos planos, assim como uma exposição, que também vinha sendo acalentada para o lançamento do CD...

Do blog da Karina Buhr:
Ele nasceu em Condado, viveu em Aliança.
Mestre de Cavalo Marinho, com toda grandeza que essa palavra puder ter dentro dela.
Antes de pensar na grandeza dela, tire qualquer chatice pedagógica que por ventura você possa associar a ela.
E dentro dela cabem tocar tarol divinamente, cantar como homem, cantar como mulher, cantar como passarinho.
De Recife dava pra ir ser feliz ali do lado, indo pro Cavalo Marinho de Mestre Batista, por exemplo,
que é onde Biu Roque esteve por tanto tempo e depois formou o seu próprio, o Boi Brasileiro.
Tesouro entre tantos de Condado, de Aliança...
Dava pra tê-lo em Recife também, de noite e de dia, no carnaval, no Boi da Gurita Seca e também em Olinda, Cidade Tabajara, na casa de Salustiano, em tantos inesquecíveis encontros de Cavalo Marinho no natal.
Chá de Esconso, Chã de Camará, Nazaré da Mata...um monte de nome bonito de lugar, na chamada Zona da Mata Norte de Pernambuco. Lugar de sambada de maracatu, de cavalo marinho, de côco, ciranda e de cana de açúcar. Trabalho do mais pesado com arte da mais leve e alegre.
Biu Roque trabalhou com cana de açúcar e música de açúcar.
Ou "doce da melancia", como ele falava de sua Maria.
Ele ficou conhecido por mais gente quando Siba estreou o Fuloresta.
Biu Roque é aquela voz aguda, mais linda dessa vida e agora de alguma outra qualquer.
Tesouro é o que ele era e é.
Marcadores: abre aspas, Alessandra Leão, Biu Roque, Karina Buhr, Missionário José, Pop Recife, RIP, Vintedez
Gene Lees 1928-2010
0 Comments Published by Ronaldo Evangelista on sexta-feira, 23 de abril de 2010 at 10:47 AM.Chicano Espinoza
0 Comments Published by Ronaldo Evangelista on quarta-feira, 10 de março de 2010 at 2:20 PM.O groove do El Chicano já é tradicional nas quartas-feiras de VENENO, mas hoje vem com gosto especial, em homenagem ao grande organista Bobby Espinoza, RIP. No play, versão do El Chicano de Señor Blues, do Horace Silver, do sensacional disco Celebration, de 72.
Marcadores: El Chicano, Horace Silver, Obit, RIP, TV
talvez quem sabe o inesperado faça uma surpresa
0 Comments Published by Ronaldo Evangelista on sexta-feira, 5 de março de 2010 at 12:19 PM.
Morreu ontem Johnny Alf, o mais low profile dos compositores e cantores brasileiros. Não foi uma surpresa, exceto para quem não o conhecia. Há alguns anos enfraquecido por um câncer na próstata - boa parte deles passados em longas internações -, vinha fazendo shows esporádicos e sempre tratados como Grande Volta, no fundo algo morbidamente subentendidos como Pode Ser o Último, até que foi.
O que você vai cansar de ler é que Johnny Alf era precursor da bossa nova, assim, nestas mesmas palavras. Mas isso é diminuí-lo, como entendê-lo como menor que a bossa nova, um passo antes. Johnny era maior que sua época e maior que movimentos musicais oportunos. Cantor da noite, pianista elegante de linguagem própria, compositor com estilo plenamente pessoal, usava a voz como ninguém no Brasil. Moderno nas letras, nas inflexões da voz, nas melodias, nas ousadias de composição, no piano tão pouco gravado. Mais que moderno, o som de Johnny sempre foi perene.
Sobre Johnny, certa vez João Donato me disse: "o que aprendi de bom, aprendi com ele". E não falava só de música: "Johnny me ensinava não como uma teoria, mas um estado de espírito". Sempre tranqüilo, pelos momentos bons ou nem tanto, Johnny Alf era a suprema humildade. Já Alfredo José da Silva, sua identidade secreta, era o extremo da timidez. Numa realidade paralela, talvez a nossa, os hits de Johnny dominaram: "Eu e a brisa", "Ilusão à tôa", "O que é amar", "Fim de semana em Eldorado", "Céu e mar", "Seu Chopin, desculpe". Pode ouvir e soar tão atual e pra frente e quase estranho de tão particular quanto na época. Johnny se vai e sua memória continua brilhando especial, para poucos ou muitos.
Marcadores: Antonio Carlos Jobim, João Gilberto, Johnny Alf, RIP
Patrick McGoohan (1928-2009)
0 Comments Published by Ronaldo Evangelista on quinta-feira, 15 de janeiro de 2009 at 2:09 PM.Isaac Hayes, 1942-2008
0 Comments Published by Ronaldo Evangelista on segunda-feira, 11 de agosto de 2008 at 11:39 AM.Marcadores: Isaac Hayes, RIP
