Valeu a surdez
3 Comments Published by Ronaldo Evangelista on terça-feira, 27 de maio de 2008 at 7:29 PM.O Tsunami Mallu continua. Neste final de semana ela tocou no Bananada, em Goiânia, e sente no vídeo aí em cima o nível da histeria. Já tem gente falando em "novo Los Hermanos". Se você acha exagero, e se eu te contar que ela segurou o show sozinha, só voz e violão? A música que acompanha o frisson todo é uma nova dela - eu diria pra você ouvir, mas não está muito fácil. No Bananada, ela tocou entre o Cérebro Eletrônico e o Do Amor, nada mal para quem estava lá. Sexta agora ela continua espalhando o culto e estréia em Curitiba, depois chegam os relatos de como foi.
Marcadores: Mallu
Para as meninas
0 Comments Published by Ronaldo Evangelista on segunda-feira, 21 de abril de 2008 at 4:29 AM.Conselho número 31 a Mallu Magalhães
0 Comments Published by Ronaldo Evangelista on terça-feira, 26 de fevereiro de 2008 at 1:44 AM.
não confio em ninguém com mais de trinta anos
não confio em ninguém com mais de trinta cruzeiros
o professor tem mais de trinta conselhos
mas ele tem mais de trinta
mais de trinta
mais de trinta
não confio em ninguém com mais de trinta ternos
não acredito em ninguém com mais de trinta vestidos
o diretor quer mais de trinta minutos
pra dirigir sua vida
a sua vida
a sua vida
eu meço a vida nos coisas que eu faço
e nas coisas que eu sonho e não faço
eu me desloco no tempo e no espaço
passo a passo, faço mais um traço
faço mais um passo, traço a traço
sou prisioneiro do ar poluído
artigo 30 eu conheço de ouvido
eu me desloco no tempo e no espaço
na fumaça um mundo novo faço
faço um mundo novo na fumaça
não confio em ninguém com mais de trinta cruzeiros
o professor tem mais de trinta conselhos
mas ele tem mais de trinta
mais de trinta
mais de trinta
não confio em ninguém com mais de trinta ternos
não acredito em ninguém com mais de trinta vestidos
o diretor quer mais de trinta minutos
pra dirigir sua vida
a sua vida
a sua vida
eu meço a vida nos coisas que eu faço
e nas coisas que eu sonho e não faço
eu me desloco no tempo e no espaço
passo a passo, faço mais um traço
faço mais um passo, traço a traço
sou prisioneiro do ar poluído
artigo 30 eu conheço de ouvido
eu me desloco no tempo e no espaço
na fumaça um mundo novo faço
faço um mundo novo na fumaça
Marcadores: Mallu, Marcos Valle
Mexe qualquer coisa dentro doida
3 Comments Published by Ronaldo Evangelista on segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008 at 11:41 PM.
O Zé teve a idéia, insitiu até nos convencer, animou todo mundo - e não é que ficou legal? Sábado passado nos encontramos eu, Terron e Zé no estúdio das Corporações With Lasers (repare no luxo supremo da tábua de passar roupa) para gravar a estréia da nossa mais nova empreitada: o podcast Qualquer Coisa. São três pessoas que falam demais falando ao mesmo tempo e tocando e ouvindo a nova do Cansei, a marmelada do Bonde do Rolê, os 50 anos e o verdadeiro gênio da bossa nova e - como se já não houvesse suficientes - mais opiniões, desmistificações e bons conselhos a Mallu Magalhães. Vale, no mínimo, como vergonha alheia e como material pra falar mal da gente depois.
Entre piadas, opiniões e desacordos, ainda conseguimos tocar umas músicas legais:
claudia - com mais de 30
brasov - burkan cocek
my dirty fingers - dallas 141
jeff buckley - i shall be released
roberto menescal e seu conjunto - não bate coração
Se tudo correr como planejado, todo sábado a gente grava um novo e põe no ar na segunda.
Pra ouvir, é só clicar aqui.
(Ou baixar aqui.)
Marcadores: 6070, CSS, Mallu, Menescal, Qualquer Coisa
No meu mundo se canta porque cantar faz bem
0 Comments Published by Ronaldo Evangelista on sexta-feira, 22 de fevereiro de 2008 at 2:13 PM..jpg)
Sexta passada foi histórica. Hoje tem mais.
(Foto do Eugênio.)
Marcadores: Cedo e Sentado, Eugênio Vieira, Mais que mil palavras, Mallu
Cedo & Sentado
1 Comments Published by Ronaldo Evangelista on quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008 at 3:19 PM.
Colegas, amigos, irmãos, interessados.
Findo o carnaval, dois mil e oito começa com idéias, projetos, planos e novidades. Um dos mais divertidos: fui convidado para ser curador do projeto Cedo & Sentado, que acontece, bem... cedo e sentado, no Studio SP. Funciona assim: antes da balada, que geralmente começa depois da meia-noite, você pode chegar lá, sentar confortavelmente numa mesinha, tomar uma cerveja ou um drinque e assistir um show legal com uma vista delícia da Vila Madalena. Então, aproveitando a oportunidade, já tive a idéia de bolar uns shows diferentes pra acontecerem lá. Por exemplo, às quartas estou marcando temporadas de novas e interessantes bandas de jazz. A primeira que chamei foram uns meninos geninhos que vi certa vez em um bistrô, fazendo um som incrível com influência de Chet Baker. Oficializei o convite e propus: que tal um show fazendo homenagem ao Chet? Ajudei a escolher o repertório e voilà, começa hoje, estreando fevereiro muito bem. Além deles, convidei uma menina bem talentosa que conheci um tempinho atrás e vi de repente se tornar o maior hype da blogosfera brasileira. Sem falar nos meus amigos Romulo e Lulina bolando shows diferentes pra mim e as ótimas Tulipa e Claudia apresentando seus sons. No final, ficou tudo bem divertido e pra todos os gostos.
Então, em fevereiro temos:
Nas quartas 13, 20 e 27 (começando HOJE, portanto), o Blú Jazz Trio tocando Chet Baker.
Nas sextas 15 e 22, o pequeno grande fenômeno Mallu Magalhães, pela primeira vez podendo mostrar suas músicas em um palco em um show só dela: http://www.myspace.com/mallumagalhaes.
Agora, na quinta 14, a música brasileira simpática e criativa da Tulipa Ruiz: http://www.myspace.com/tuliparuiz.
(Vá! Chegue cedo para vê-la e aproveite para ver depois ainda o show do Do Amor.)
No sábado 23, o Romulo Fróes tocando só músicas do álbum novo dele, "No chão, sem o chão", que sai no segundo semestre: http://www.myspace.com/romulofroes.
Na quinta 28, a Lulina fazendo uma singela roda de samba-indie inspirada na alegria do Zeca Pagodinho: http://www.myspace.com/lulina.
Na quinta 21, o trip-hop solar da Claudia d'Orei: http://www.myspace.com/gotasound.
E ainda, na terça 26, um projeto novo nada menos que sensacional chamado Ensaio Aberto - mas disso eu falo mais depois.
Obviamente, recomendo muito todos. E estarei lá todos os dias, para quem se animar a aparecer. Os shows acontecem sempre PONTUALMENTE às 22h30. E, se você chegar para assistir aos shows do Cedo & Sentado, já pode aproveitar e ficar por lá para ver a próxima banda. Ou seja, paga mais barato para ver mais shows. Você pode ver a programação toda do Studio SP aqui: http://www.studiosp.org/.
Então é isso, espero que todo mundo se anime e participe - indo aos shows, dando sugestões, pedindo pra tocar, reclamando e elogiando.
Aguardem mais grandes novidades.
Findo o carnaval, dois mil e oito começa com idéias, projetos, planos e novidades. Um dos mais divertidos: fui convidado para ser curador do projeto Cedo & Sentado, que acontece, bem... cedo e sentado, no Studio SP. Funciona assim: antes da balada, que geralmente começa depois da meia-noite, você pode chegar lá, sentar confortavelmente numa mesinha, tomar uma cerveja ou um drinque e assistir um show legal com uma vista delícia da Vila Madalena. Então, aproveitando a oportunidade, já tive a idéia de bolar uns shows diferentes pra acontecerem lá. Por exemplo, às quartas estou marcando temporadas de novas e interessantes bandas de jazz. A primeira que chamei foram uns meninos geninhos que vi certa vez em um bistrô, fazendo um som incrível com influência de Chet Baker. Oficializei o convite e propus: que tal um show fazendo homenagem ao Chet? Ajudei a escolher o repertório e voilà, começa hoje, estreando fevereiro muito bem. Além deles, convidei uma menina bem talentosa que conheci um tempinho atrás e vi de repente se tornar o maior hype da blogosfera brasileira. Sem falar nos meus amigos Romulo e Lulina bolando shows diferentes pra mim e as ótimas Tulipa e Claudia apresentando seus sons. No final, ficou tudo bem divertido e pra todos os gostos.
Então, em fevereiro temos:
Nas quartas 13, 20 e 27 (começando HOJE, portanto), o Blú Jazz Trio tocando Chet Baker.
Nas sextas 15 e 22, o pequeno grande fenômeno Mallu Magalhães, pela primeira vez podendo mostrar suas músicas em um palco em um show só dela: http://www.myspace.com/mallumagalhaes.
Agora, na quinta 14, a música brasileira simpática e criativa da Tulipa Ruiz: http://www.myspace.com/tuliparuiz.
(Vá! Chegue cedo para vê-la e aproveite para ver depois ainda o show do Do Amor.)
No sábado 23, o Romulo Fróes tocando só músicas do álbum novo dele, "No chão, sem o chão", que sai no segundo semestre: http://www.myspace.com/romulofroes.
Na quinta 28, a Lulina fazendo uma singela roda de samba-indie inspirada na alegria do Zeca Pagodinho: http://www.myspace.com/lulina.
Na quinta 21, o trip-hop solar da Claudia d'Orei: http://www.myspace.com/gotasound.
E ainda, na terça 26, um projeto novo nada menos que sensacional chamado Ensaio Aberto - mas disso eu falo mais depois.
Obviamente, recomendo muito todos. E estarei lá todos os dias, para quem se animar a aparecer. Os shows acontecem sempre PONTUALMENTE às 22h30. E, se você chegar para assistir aos shows do Cedo & Sentado, já pode aproveitar e ficar por lá para ver a próxima banda. Ou seja, paga mais barato para ver mais shows. Você pode ver a programação toda do Studio SP aqui: http://www.studiosp.org/.
Então é isso, espero que todo mundo se anime e participe - indo aos shows, dando sugestões, pedindo pra tocar, reclamando e elogiando.
Aguardem mais grandes novidades.
Marcadores: Cedo e Sentado, Lulina, Mallu, Romulo Fróes, Tulipa Ruiz
First time on Studio
0 Comments Published by Ronaldo Evangelista on terça-feira, 12 de fevereiro de 2008 at 1:27 AM.Xenolatria
0 Comments Published by Ronaldo Evangelista on quinta-feira, 31 de janeiro de 2008 at 2:17 AM.
Achava que depois de Cansei e Bonde a gente tinha aprendido a não fazer previsões sobre onde esses hypes podem chegar. Não será nada estranho para mim se daqui três meses Mallu estiver na capa da NME. Óbvio que ela pode não chegar a lugar nenhum também. Isso nem está me interessando no momento.
Qual o problema em "não ter nada de brasileira"?, pergunta o Ruy. Bem, não é que exista um problema nisso. O que não me agrada muito é gente enxergando grande mérito em algo justamente por não ter nada de brasileiro. Tá cheio de nego (inclusive críticos que todo mundo aqui conhece) odiando essa onda de novas cantoras contaminadas pelo samba. Espero que a Mallu não seja vendida como uma resposta às minas sambistas.
Esse lance de localizar a brasilidade é complicado. Mas tenho certeza de que aos 15 anos a Marisa Monte, por exemplo, não estava tocando cover do Johnny Cash. Há toda uma linhagem de cantoras brasileiras que não merece ser... hmmm... confrontada só porque pintou uma indiezinha catequizada pelo folk americano. O deslumbre com a Mallu pode esconder uma certa vergonha de coisas mais "daqui". No mínimo um desinteresse. Não tô dizendo que isso acomete todo mundo que gostou da guria. Só apontando que quem achou a Mallu o máximo possivelmente não conheça - nem queira conhecer - outras cantoras brasileiras.
E só explicando que a menina em si não tem nada a ver com o que eu questionei. Li uma entrevista em que ela cita outras referências brasileiras além do Vanguart - e diz que tem várias músicas em português.
Agora, me respondam na sincera: se em vez de Johnny Cash ela aparecesse cantando Faz Parte do Meu Show, do seu ídolo Cazuza (outro que cresceu com cinebiografia), ou Leãozinho (música que a fez começar a tocar violão) e colocasse no seu Myspace suas bossinhas em português, haveria essa celeuma toda?
Bem, o que me deprime é esse misto de babação com a seca que passamos no Brasil tanto de grandes talentos indies quanto de boas pautas musicais. A Mallu não tem nada a ver com isso. No mínimo, vai ganhar um monte de amigos jornalistas velhos. E conhecer o Brasil com ajuda da Abrafin e da Petrobrás.
E ela ainda pode dar um golpe nos indies-talibãs. Se aos rebeldes 15 anos ela cita Tropicália, Caetano e os parangolés do Oiticica, daqui a pouco pode fundar sua própria Orquestra Imperial.
Se os indies oprimidos daqui precisam de uma voz, que não seja a de um pessoa aparentemente muito talentosa como a Mallu Magalhães.
Zeflas falando da Mallu, na infame comuna da Bizz.
Qual o problema em "não ter nada de brasileira"?, pergunta o Ruy. Bem, não é que exista um problema nisso. O que não me agrada muito é gente enxergando grande mérito em algo justamente por não ter nada de brasileiro. Tá cheio de nego (inclusive críticos que todo mundo aqui conhece) odiando essa onda de novas cantoras contaminadas pelo samba. Espero que a Mallu não seja vendida como uma resposta às minas sambistas.
Esse lance de localizar a brasilidade é complicado. Mas tenho certeza de que aos 15 anos a Marisa Monte, por exemplo, não estava tocando cover do Johnny Cash. Há toda uma linhagem de cantoras brasileiras que não merece ser... hmmm... confrontada só porque pintou uma indiezinha catequizada pelo folk americano. O deslumbre com a Mallu pode esconder uma certa vergonha de coisas mais "daqui". No mínimo um desinteresse. Não tô dizendo que isso acomete todo mundo que gostou da guria. Só apontando que quem achou a Mallu o máximo possivelmente não conheça - nem queira conhecer - outras cantoras brasileiras.
E só explicando que a menina em si não tem nada a ver com o que eu questionei. Li uma entrevista em que ela cita outras referências brasileiras além do Vanguart - e diz que tem várias músicas em português.
Agora, me respondam na sincera: se em vez de Johnny Cash ela aparecesse cantando Faz Parte do Meu Show, do seu ídolo Cazuza (outro que cresceu com cinebiografia), ou Leãozinho (música que a fez começar a tocar violão) e colocasse no seu Myspace suas bossinhas em português, haveria essa celeuma toda?
Bem, o que me deprime é esse misto de babação com a seca que passamos no Brasil tanto de grandes talentos indies quanto de boas pautas musicais. A Mallu não tem nada a ver com isso. No mínimo, vai ganhar um monte de amigos jornalistas velhos. E conhecer o Brasil com ajuda da Abrafin e da Petrobrás.
E ela ainda pode dar um golpe nos indies-talibãs. Se aos rebeldes 15 anos ela cita Tropicália, Caetano e os parangolés do Oiticica, daqui a pouco pode fundar sua própria Orquestra Imperial.
Se os indies oprimidos daqui precisam de uma voz, que não seja a de um pessoa aparentemente muito talentosa como a Mallu Magalhães.
Zeflas falando da Mallu, na infame comuna da Bizz.
Lucy in the Sky
0 Comments Published by Ronaldo Evangelista on quarta-feira, 30 de janeiro de 2008 at 2:28 AM.
Não estávamos acreditando no que estávamos ouvindo e resolvemos tirar a prova pessoalmente: domingão último fomos eu, Dani, Bruna e Eugênio até o estúdio em Perdizes onde ensaia e grava a bacana e talentosa Mallu Magalhães e lá passamos algumas horas entre papos e ensaio. O resto da história você lê aqui. (E vê, um pouco, aqui.)
No mesmo assunto, Lúcio, hoje, na capa da Ilustrada.
Marcadores: Mallu


