Tom em casa
1 Comments Published by Ronaldo Evangelista on quinta-feira, 11 de novembro de 2010 at 4:34 PM.




Falando no Tom, imagens do fim dos anos 50 ou começo dos 60, piano, cigarro e família. Fotos de Melo para o jornal Última Hora, do Arquivo Público do Estado de São Paulo.
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Tom Jobim, num telhado da vida, tocando flauta em algum momento dos anos 70.
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vermelho e azul
0 Comments Published by Ronaldo Evangelista on quinta-feira, 2 de setembro de 2010 at 5:42 PM.Aproveitei o sábado passado em Copacabana e peguei o show da Nina Becker no lindo espaço arena do Sesc Copa, lançamento dos discos Azul e Vermelho. Só pra mostrar como foi legal, dois momentos: "Estrada do Sol", Dolores Duran e Tom Jobim, e "Samba Jambo", Jorge Mautner e Nelson Jacobina; no caso com o próprio, solo emocionante.
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Getz/Gilberto, por David Drew Zingg
0 Comments Published by Ronaldo Evangelista on sexta-feira, 23 de abril de 2010 at 5:09 PM.





E já que falamos no Getz/Gilberto, saca as fotos do David Drew Zingg nas sessões de gravação, março de 1963. Daqui.
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Paul Hindemith often expressed his disbelief in abstraction in music. Music should concern the making of music, not the speculative transcending of its limits. "The ear," he said, "should remain the first and the last court of appeal."
The songs of João Gilberto and Antonio Carlos Jobim came to American like a breath of fresh air. Their music arrived here ate a time when anemia and confusion were becoming noticeable in our music to anyone who knew enough to be concerned. The desperate craze for innovation had been overextending itself. Jazz literature was becoming increasingly pompous, complex and chauvinistic, theorizing and analyzing itself into a knot. Musical groups were disintegrating into an every-man-for-himself egomania. Soloists and sidemen were engaged in endurance tests os repetitious and/or outlandish endeavours. Sometimes they lost the audience. Worse, they often lost musical contact with one another.
A discerning minority of greats and true jazz aficionados everywhere remained in a state of apprehension concerning this questionable trend. Was it inevitable that jazz would lose its initial charm in the process of growing up? Did approaching maturity herald the eventual loss of the refreshing qualities which kept jazz apart from traditional music?
Then came the music of these Brazilians with an impact much the same as the one caused by the child's classic comment in H.C. Anderssen's Emperor and His New Clothes. If nothing else the music world is indebted to them for exposing "the emperor" in all his nakedness.
Thus the ultimate making of this record was inevitable. We discovered an indestructible bond between us. Sebastiao and Milton as well as João and Ton understood little more english than I did portuguese, but it didn't matter. We had the music, the excitement of playing together, and the feeling of mutual respect for one another.
Unpretentiousness, spontaneity and the poetry os honest emotion belong back in jazz. And don't let that gentleness fool you. These guys know how to swing harder than most, and they do it without pushing.
Had this record never been released, the making of it would have been gratification enough.
--STAN GETZ

Peace is a beautiful feeling.
To understand and be understood is a kind of peace.
I find great peace in real communication with another person. Getz is a person I understand, and who understands me even though we speak different languages. I would say that even if we could not exchange a word, the love that we have for music would be enough to make us friends.
Our talks - generally through our wives - are sometimes amusing. I do my best to speak english, and Stan uses all his knowledge of Latin languages: "Diga ao João..." When Stan gives an opinion I often exclaim, "Exactly what I was going to say!" This happened so often one night that I thought to myself, "I had better disagree once in a while or it will sound silly." The truth is that we agree on most everything.
Some years ago when I was young and searching in my country, I knew about Stan though he didn't know about me. I was introduced to his music through Donato, a pianist friend of mine. Time and again we listened to Getz records with stirred emotions.
Despite our good friendship I never forget that Stan Getz is a great artist. There isn't any American whom I'd rather hear playing the music of my country. Jobim said "It's unbelievable the way Getz assimilates the spirit of the Brazilian music!" My good friend Dorival Caymmi, composer of Doralice, will be amazed at the swing and feeling Getz gives his authentic samba, so typical for Bahia.
Ary Barroso wrote the composition P'ra Machucar Meu Coraçao. Barroso is an outstanding figure in the history of Brazilian music. Ary was ill when we recorded this album. I told Getz how happy I thought it would make Ary feel to hear his composition recorded by us. He will not hear it. Today as I write this, I know that he is dead. Now our version will remain as a humble homage to Ary Barroso from myself and from Getz who came to love him through his music without ever having met him.
Finally just a word about Astrud, my wife. She always liked to sing and we often sing together at home. I like the way she sings The Girl from Ipanema. Getz heard her sing it and asked her to record it with us. This is her first recording date, and I am glad she was among friends.
In many ways, then, this is more than a record. It is friendship communicated by music.
--JOÃO GILBERTO

O primeiro sax-tenor dos Estados Unidos e o grande jovem cantor Brasileiro, no LP mais vibrante do ano
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João Gilberto deverá gravar com Gerry Mulligan, para a Verve
0 Comments Published by Ronaldo Evangelista on at 2:50 PM.
Falando no acervo digital do Tom, se liga nessa nota do Sylvio Tullio Cardoso quando do show da bossa nova no Carnegie Hall, fins de 1962. Seria Mulligan o plano original para o que virou Getz/Gilberto? Terá Getz entrado na jogada pelo problema de contrato de Mulligan com a Capitol? Ou será grande viagem de Sylvio Tullio? Getz já tinha feito o Jazz Samba (sem falar no Encore) e era a escolha natural, mas boto fé que com Mulligan, no barítono e clarinete, teria ficado ainda melhor. Com o Tom Jobim, então, taqui a prova da química:
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Mesmo ano, mesma coluna, três meses antes, nosso herói Gene Lees comenta outra novidade: Francis Albert Sinatra e Antonio Carlos Jobim. Do acervo digital do Tom Jobim, aqui.
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talvez quem sabe o inesperado faça uma surpresa
0 Comments Published by Ronaldo Evangelista on sexta-feira, 5 de março de 2010 at 12:19 PM.
Morreu ontem Johnny Alf, o mais low profile dos compositores e cantores brasileiros. Não foi uma surpresa, exceto para quem não o conhecia. Há alguns anos enfraquecido por um câncer na próstata - boa parte deles passados em longas internações -, vinha fazendo shows esporádicos e sempre tratados como Grande Volta, no fundo algo morbidamente subentendidos como Pode Ser o Último, até que foi.
O que você vai cansar de ler é que Johnny Alf era precursor da bossa nova, assim, nestas mesmas palavras. Mas isso é diminuí-lo, como entendê-lo como menor que a bossa nova, um passo antes. Johnny era maior que sua época e maior que movimentos musicais oportunos. Cantor da noite, pianista elegante de linguagem própria, compositor com estilo plenamente pessoal, usava a voz como ninguém no Brasil. Moderno nas letras, nas inflexões da voz, nas melodias, nas ousadias de composição, no piano tão pouco gravado. Mais que moderno, o som de Johnny sempre foi perene.
Sobre Johnny, certa vez João Donato me disse: "o que aprendi de bom, aprendi com ele". E não falava só de música: "Johnny me ensinava não como uma teoria, mas um estado de espírito". Sempre tranqüilo, pelos momentos bons ou nem tanto, Johnny Alf era a suprema humildade. Já Alfredo José da Silva, sua identidade secreta, era o extremo da timidez. Numa realidade paralela, talvez a nossa, os hits de Johnny dominaram: "Eu e a brisa", "Ilusão à tôa", "O que é amar", "Fim de semana em Eldorado", "Céu e mar", "Seu Chopin, desculpe". Pode ouvir e soar tão atual e pra frente e quase estranho de tão particular quanto na época. Johnny se vai e sua memória continua brilhando especial, para poucos ou muitos.
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Jequitibá e Avenca
0 Comments Published by Ronaldo Evangelista on terça-feira, 26 de janeiro de 2010 at 1:44 PM.
A música é muito grande. Clássica e popular. Só de samba existem mil espécies, como o de roda da Bahia e o cosmopolita de Noel Rosa. Todas essas manifestações são válidas e, dentro de cada uma, há um material de primeira ordem. Admito tudo, desde recolher folclore até fazer música eletrônica. Só não gosto quando qualquer forma de música é usada para agredir alguém. Autenticidade? Autênticos são o jequitibá e a avenca. Mas não é autêntico o jequitibá ser avenca e vice-versa.
Tom Jobim e sua sabedoria espontânea e natural, em fins de 64, na revista Fatos & Fotos.
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you hear they calling me rapaz de bem
0 Comments Published by Ronaldo Evangelista on quarta-feira, 20 de maio de 2009 at 2:51 PM.
Aproveitando o embalo, Rapaz de Bem, matéria que escrevi pra Folha quando Johnny Alf lançou Mais Um Som, primeiro disco de inéditas em 28 anos - e um dos únicos em que é gravado ao piano. Pro texto, ouvi o Johnny, conversei com Ruy Castro e resolvi ligar pro Donato - que mandou um fristáile lindo que fiquei feliz de manter no texto final.
Depois continua que tem outra dessas e um doce pra quem chegar até o final.
Rapaz de bem
Vinte e oito anos. Parece inacreditável, mas é o tempo desde a última vez em que o cantor, pianista e compositor Johnny Alf lançou no Brasil um álbum novo, gravado em estúdio, de músicas inéditas. "Desbunde Total", de 1978, foi o último -desde então, apenas discos ao vivo, regravações com convidados, tributos a outros compositores. Mesmo assim, pouquíssimos, com intervalos enormes entre eles. Muito pouco para um músico do tamanho de Johnny Alf.
A boa notícia é "Mais Um Som", gravado em 2002, lançado no Japão em 2004, recém-desembarcado no Brasil em edição nacional: a aguardada quebra do jejum, com 15 composições inéditas na voz do autor. Amanhã acontece show de lançamento do disco, com o mesmo quinteto que acompanha Alf há década e meia e com quem gravou o álbum.
Realizado pelo produtor japonês Jun Itabashi, o disco surgiu com a proposta de se fazer um CD com músicas novas, sem os hits de sempre da história do compositor, e com sonoridade acústica lembrando álbuns dos anos 60.
O formato é ideal, e o disco já nasce como um dos melhores da discografia de Alf -por ter sido gravado com pequena formação, é perfeito para se ouvir em detalhes seu piano, sua voz, suas composições, a improvisação dos músicos que o acompanham.
Ele fazia antes, diz Ruy Castro
"Cada disco novo de Johnny Alf é um acontecimento na música popular brasileira", observa o escritor e jornalista Ruy Castro, autor dos livros sobre a bossa nova "Chega de Saudade" e "A Onda que se Ergueu no Mar", este último com capítulo dedicado a Alf.
Ruy Castro lembra a importância do músico: "O Johnny Alf, sem dúvida, foi um grande precursor da bossa nova, na década de 50. É um processo que já vinha desde os anos 40, pelo menos -a bossa nova era apenas uma inovação em cima de uma bossa brasileira que já existia, a conclusão de um processo evolutivo. E o Johnny Alf, assim como o João Donato, já era bastante evoluído dentro desse processo todo -ou seja, ele já era uma bossa nova dez anos antes da bossa nova".
O próprio João Donato, também pianista, se lembra da época e do que significava para ele Johnny Alf. "No tempo que a gente era mais moderno, mais garoto, era uma troca de informações entre nós mesmos e quem podia informar as coisas para gente era Johnny Alf. Ele teve papel fundamental no desenvolvimento harmônico da minha música, me ensinava não como uma teoria, mas um estado de espírito. Você sente no resultado prático e oculto da música que ela não tem números, tem apenas um efeito sobre a sua alma. Com um som você consegue ficar alegre ou triste, enraivecido ou amoroso. Se você consegue sentir um som, ele tem uma importância mais que fundamental, é vital. E o que eu aprendi de bom, aprendi com Johnny Alf. Dizem que nosso som era moderno. Continua sendo! Uma vez moderno, sempre moderno. Isso independentemente de uma data cronológica. O som é moderno porque é bonito, sempre foi e sempre será. Não precisa passar por uma época ou outra."
Influência do jazz
Johnny Alf, que continua moderno hoje, se lembra de como nasceu aquele som. "Eu ouvia muito Sarah Vaughan e Nat King Cole, cantava muito o repertório deles na boate. Aí, aprendi a usar o jazz como cobertura na minha música. Eu fazia aquilo que eu tinha adquirido no tempo, com música americana, compositores antigos que já tinham uma harmonia aperfeiçoada, Garoto, Custódio Mesquita, [Dorival] Caymmi. Na época, havia um interesse comum entre eu, Donato, Tom [Jobim] em fazer algo moderno. Mas eu não pensava no que ia fazer, tocava e saía naturalmente."
Tão naturalmente que aquilo se tornou o primeiro ponto definitivo de mudança, o norte de todos os músicos que fariam a revolução alguns anos depois. Desde 1954, Johnny Alf se apresentava na boate do Hotel Plaza, no Rio Janeiro, e parte do público que batia cartão ali para vê-lo era formado por Tom Jobim, João Gilberto, João Donato, Carlos Lyra e Roberto Menescal. No ano seguinte, Alf se mudaria para São Paulo e por aqui ficaria definitivamente, gravando seus primeiros LPs no começo da década seguinte, após alguns influentes 78 rotações.
Sempre cult, continuou lançando discos e fazendo shows, ou pelo menos sendo genial, mesmo com a produção baixa. Agora, hora de comemorar a volta triunfal e não deixar o ritmo cair.

Viagem no tempo pra um pouco antes, ainda não havia Mais Um Som, mas Johnny fazia show e valia pauta. Repara na história do disco que ouvi dele e usei pra concluir o texto.
Johnny Alf retorna ao palco com sua melodia sinuosa
Estilista fundamental da música brasileira, responsável pelas primeiras revoluções que dariam origem à bossa nova, o cantor e pianista Johnny Alf oferece amanhã e sábado chance rara de ser visto e ouvido em pessoa, dentro do projeto Toca Brasil, do Itaú Cultural. Com poucos discos lançados -a maioria deles fora de catálogo- e sem fazer apresentações freqüentes, Alf anda quase esquecido, apesar do status cult que geralmente vem associado a seu nome.
Atualmente com 75 anos, o músico diz que segue produzindo e continua compondo, mas não sabe explicar o motivo de não lançar álbum novo no mercado brasileiro há cinco anos. "A música mudou muito, não sei se o meu estilo agrada às pessoas de hoje", esquiva-se. Uma das maiores razões, sabe-se, é sua personalidade extremamente tímida e introvertida, que o torna reservado e dono do seu próprio ritmo. "Hoje em dia os discos são gravados muito rapidamente, não gosto disso. Prefiro fazer tudo mais devagar, escolher bem o repertório, pensar nos arranjos", explicita.
Músico da noite desde meados dos anos 50, costumava ter em seu público cativo admiradores como Tom Jobim, João Gilberto e Baden Powell. Compositor muito influenciado pelo jazz, lançou seu primeiro compacto de 78 rotações em 1952 e por toda a década criou clássicos de melodia sinuosa e harmonia sofisticada -como "Eu e a Brisa", sua canção mais famosa- que se tornaram referências essenciais para os músicos que depois inventariam a modernidade da bossa nos anos 60.
Reverência
Nascido Alfredo José da Silva no Rio de Janeiro, Johnny Alf em 1955 veio morar em São Paulo, onde vive até hoje. No auge da música popular moderna, quando era reverenciado por toda a geração imediatamente posterior à sua, dividiu seu tempo entre as duas cidades. Como em 1962, quando foi ao Rio regularizar sua carteira de músico profissional e acabou passando temporada de jam sessions com os músicos de samba-jazz do Beco das Garrafas.
"Nós" (EMI, 1974) e "Desbunde Total" (Warner, 1978), produtos da mistura de samba-bossa, funk e experimentações sonoras do Brasil dos anos 70, são os dois únicos registros do Johnny Alf clássico encontráveis nas lojas hoje. Além desses, pode-se esbarrar em algum disco ao vivo dos anos 90, mas nem sinal de seus primeiros álbuns, peças-chave da bossa, ou mesmo discos mais recentes, gravados para os mercados americano e japonês, ainda inéditos.
Faz falta também, há 40 anos, um lendário LP nunca lançado, em que ele interpreta versões de standards da bossa em inglês, coisas como "Little Boat" e "One Note Samba".
A gravação foi feita na primeira metade dos anos 60 na gravadora RCA, atual BMG. "Gosto bastante desse disco, foi muito bom fazer e o resultado saiu ótimo. Não sei por que a gravadora não editou. Talvez eles ainda lancem, não dá pra entender".

No mesmo fôlego, apareceu aqui, nem lembro como, a exata gravação que ele comenta poucas linhas acima. Nunca li ou ouvi qualquer outra referência sobre o tal disco, então foi uma surpresa agradável ouvir - apesar da falta de excepcionalidade. A interpretação e sotaque de Johnny soam ótimos, com sua voz de caramelo à Nat Cole e brincadeiras vocais à Sarah Vaughan; mas a base é bossa nova de caixinha de música esquema linha de produção - justo, muito por conta da baixa fidelidade de gerações de cópias em cassetes ou rolos passadas adiante.
Vale pelo charme torto das versões em inglês de "Rapaz de Bem", "Sky and Sea" e "Excuse Me Mr Chopin" (e das obrigatórias "Desafinado", "Meditação" et cetera), nascidas do mesmo impulso que gerou discos em inglês, pela mesmo época de explosão mundial da bossa, de Carlos Lyra, Astrud Gilberto, Tom Jobim, Marcos Valle.
Doze músicas, Johnny Alf em 1963, em inglês, aqui.
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(Fotos pelo post? Eugênio Vieira, claro.)
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