RONALDOEVANGELISTA


Think Tank 3




No ar a terceira edição da roda de debates Think Tank. Funciona assim: juntamos em sofás lá na YB uma roda de cabeças pensantes para conversar sobre o que anda acontecendo com a música, os discos, a mídia e essa coisa toda. Então temos pitacos, pensatas, palpites e exercícios de futurismo por Carlos Eduardo Miranda, Pena Schmidt, Ronaldo Evangelista, André Bourgeois, Juliano Polimeno e Mauricio Tagliari. Desta vez, com o notório Alexandre Matias sentando com a gente para fazer suas notações, observações e participações.

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Eugênio Vieira apareceu e levou seu olhar e registrou imagens massa, aqui e aqui.

Vídeos e comentários (que você também vê aqui) logo abaixo.

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De cara, começamos com Pena já causando: os discos foram um acidente de percurso! Miranda completa, "só inverteu a ordem, antes o cara fazia disco pra poder fazer show, agora faz show pra poder fazer o disco". E Matias nota que essa tal crise da música não é uma crise da música, é crise das gravadoras. A conclusão, Midani já sabia, é retomar o poder da mão dos tecnocratas.



No segundo bloco, Pena e Miranda explicam que o importante é o artista fazer sua música reverberar. Por exemplo quem se agiliza e cola no SXSW. Opa, mas SXSW? André discorda: o festival não é tão legal assim. Mas tudo bem, é um exemplo, o importante é se agilizar, tem que fazer o interesse acontecer.



Matias observa que em termos de shows, a cena em São Paulo é uma coisa recente. Portanto, os artistas de hoje ainda estão descobrindo sua audiência. Mauricio pergunta: tem futuro o artista que já não vende discos e não toca na rádio, e ainda faz show pra poucos? Mas Ju Polimeno conta suas estratégias secretas (discos sob medida?) e percebe: de cinco em cinco gatos pingados, as bandas formam seu público. Miranda já nota um problema de continuidade e Matias arroja: o cara que gosta de forró universitário pode gostar de Hurtmold.



Enquanto Ronaldo e Matias criticam as majors por fazerem frente à evolução natural da distribuição irrestrita, Mauricio faz ressalvas e Pena chama pênalti e faz importante contexto histórico, explicando que as lojinhas não estão fechando por causa do Pirate Bay, e sim por causa das próprias majors. A lógica tecnocrata das grandes gravadoras é revelada: artista bom é o que vende rápido e muito, arte dá trabalho.



Quando a coisa já parecia estar chegando ao fim, Mauricio coloca Ronaldo na parede e explica pra imprensa: é muito charmoso - mas irresponsável - traduzir free-livre como free-grátis.

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1 Responses to “Think Tank 3”

  1. # Blogger Gêiser Nobio

    Olá, Ronaldo!!!

    Eu faço o interesse acontecer, basta ouvir para crer.

    Parabéns pelo blog.

    Boas vibrações e SUPRA Vida para sempre...

    G.N.
    > www.supravidasecular.com  

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