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bambo que nem mulambo



Ary Barroso, Sergio Porto, Aurélio Buarque de Holanda são três que notoriamente se emocionaram com a voz de beleza sobrenatural e profundidade barítona de José Tobias - cantor pernambucano que entre 1950 e 1961 fez o percurso das rádios Jornal do Commercio, no Recife, Tupi, no Rio de Janeiro, e Record, em São Paulo, onde fixou residência pelo resto da década. Em 1963 e 1965 lançou seus álbuns mais famosos - mas ainda bem raros -, pela Audio Fidelity e sua sucessora, Som/Maior. Antes disso, 61 ou 62, entrou no estúdio da Magisom (de jingles como "Quem bate? É o frio"), na Galeria Califórnia, na Barão de Itapetininga, para gravar o samba-jongo afro-brasileiro "Cafuné" (lançado originalmente por Aracy de Almeida, 78 rpm, 1955), de Denis Brean e Gilberto Martins, arranjo do maestro Hector Lagna Fietta, play abaixo.



Quero um copo d’água, nega, e um café
Quero que você me faça um cafuné

Sinto uma saudade louca de você
Quero nos seus braços, nega, adormecer

O seu jeitinho de fazer carinho, nega, me faz enlouquecer de prazer
E me deixa ficar todo bambo, todo bambo bambo bambo que nem mulambo

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1 Responses to “bambo que nem mulambo”

  1. # Blogger Aline Scátola

    Nossa, eu aprendi essa música com um tio quando era muito pequena e nunca a encontrei tocada em lugar nenhum. Estou muito emocionada!
    Mas eu conhecia uma versão um pouco diferente... você sabe se existem outras gravações com a letra modificada?

    Um abraço e obrigada por essa contribuição sensacional!  

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